segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Road2Biz: Empresa OpenSource a analisar


A Road2Biz é a 1ª Empresa que se define como "A Consultora Empresarial em Open Source". Da análise realizada actua principalmente em Portugal e em Espanha.
Destaco o conjunto de parcerias muito interessantes que a empresa detém e que poderá ser uma mais valia para o mercado empresarial:
- Novell/SuSE: líder mundial em Linux Empresarial;
- Vyatta: uma das soluções mais promissoras na área de Networking;
- ZManda: uma das melhores Soluções Open Source de Gestão de Backups;
- Talend: um dos ETLs mais importantes do mercado;
- Infobright: base de dados para Business Intelligence;
- entre outras;

A Road2Biz está-se a posicionar como uma consultora que disponibiliza soluções para todo o stack tecnológico, desde os sistemas, até às aplicações.
Outra curiosidade interessante é o facto de pretender criar uma rede de consultores que podem trabalhar em modelo Open Source, isto é, a Road2Biz lança projectos à comunidade de developers.
Mais informações em: www.road2biz.com

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

iPortalMais: Empresa Open Source a analisar

Já falei da iPortalMais aqui neste Blog, mas nunca é de mais reforçar as características empreendedoras desta empresa Portuguesa no mundo Open Source.
A iPortalMais disponibiliza para todo o Mundo Empresarial, talvez uma das melhores soluções de servidores de comunicações e intranet, o IPBrick.
As principais características deste produto são:
  • Software para servidores de Intranet e Comunicações
  • Gateway de Comunicações
  • Gateway para Telefonia VoIP e PBX
  • Recuperação do sistema

Algumas vantagens em relação a outras soluções de mercado, é que a IPBrick tem:

  • Instalação automática (5 minutos)
  • Interface web funcional
  • Recuperação do sistema (15 minutos)

Ver mais informações em: www.iportalmais.pt e www.ipbrick.com

domingo, 7 de dezembro de 2008

Vyatta: Empresa Open Source a analisar



A Vyatta é uma empresa que disponibiliza Soluções de Networking e Segurança empresarial, sendo que poderá ser uma clara alternativa às soluções proprietárias da Cisco (as quais também são muito boas).
Acredito que quando uma empresa está a escolher qualquer tipo de Solução, deverá analisar várias escolhas, sendo que nesta área de Redes e Segurança, as Soluções Vyatta poderão ser uma plataforma credível, pois é reconhecidamente líder em preço/performance (4x a 10x melhor) em relação às restantes soluções existentes no mercado.

Mais informações em www.vyatta.com ou www.road2biz.com.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

DRI: Empresa Open Source a analisar


Este é o primeiro post de uma nova área que pretendo abrir aqui no PortugalMinds, o de Apresentação de Empresas, portuguesas e não só, que considero que se destacam em Open Source Empresarial.

A primeira que apresento é a DRI - Consultoria Informática. Esta é uma empresa que se tem pautado, ao longo dos vários anos da sua existência, pela aposta clara de procurar soluções de valor acrescentado para clientes empresariais.

Actualmente destaco, em particular, as soluções e a sua capacidade de implementar projectos CRM, através da sua parceria com um dos líderes mundiais - a SugarCRM. Um dos melhores casos de sucesso é a gestão de clientes da Operadora de Telecomunicações ZON (marca TMN).

Ver mais informações em: www.dri.pt

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O 25 de Novembro em Portugal: a data normalmente esquecida


Passados mais de 30 anos sobre o 25 de Novembro e 25 de Abril , verificamos, felizmente, uma evolução num conjunto de valores do país. São eles a Paz, a Ambição da Pátria, a Justiça e a Liberdade.

A Paz foi um dos primeiros valores a ser alcançado, pois os anteriores conflitos militares em que Portugal se encontrava, com mais ou menos razão, terminaram. Devemos relembrar que a forma como terminaram não foi a mais correcta. À época “largaram-se” muitos portugueses sem qualquer tipo de apoio, alguns deles ainda hoje sofrem com isso. Os militares finalmente estão a receber algum apoio, quando foram sucessivamente esquecidos e ignorados ao longo dos anos. O importante, acima de tudo, é que não nos deveremos esquecer daqueles que apoiaram Portugal em momentos difíceis, quer lutando, quer trabalhando nas ex-colónias.
O 25 de Novembro e o 25 de Abril vieram trazer Paz, não só a Portugal, como aos países de Língua Oficial Portuguesa. Portugal é hoje um País em Paz, e esse é um valor muito especial que deveremos continuar a preservar.

A Ambição da Pátria é o segundo valor fundamental para o desenvolvimento do País e para a auto-estima de um povo que é conhecido pelo seu FADO. Eu considero que Portugal e os Portugueses, de forma geral, têm pouca ambição. Não só ambição interna, mas acima de tudo ambição internacional.
Portugal e os Portugueses devem olhar para os melhores casos nacionais e internacionais, deixando-se da filosofia de “olhar para o próprio umbigo”. Devem deixar de utilizar uma cultura de “quintais e quintalinhos” e perceberem que quem trabalha mais, quem merece, e quem tem mérito deve destacar-se e não ser bloqueado. Na política é igual, não se deve apregoar uma coisa, e fazer a outra. Não se deve ceder à política do facilitismo, mas sim fazer uma política de responsabilidade, de preserverança e essencialmente de Ambição. Não é a ambição apenas para ser o melhor do meu “bairro”, mas sim a ambição de ser o melhor meu concelho, do meu país e, até do mundo. As políticas devem ter exactamente esta filosofia, o de premiar as boas propostas.

A Justiça foi o terceiro valor alcançado com o 25 de Abril e 25 de Novembro. Pelo facto de até 1974 se viver numa ditadura, automaticamente estamos a falar de injustiças. Contudo é sempre bom recordar que após o 25 de Abril, o país chega a sentir-se ameaçado pela guerra civil, até que, nos finais de 1975, se alcança uma situação que permite caminhar para a estabilização de um sistema político democrático. Dá-se o 25 de Novembro de 1975. Aí sim, estabelece-se um Sistema mais justo, um País mais justo.
Passados mais de 30 anos, verificamos que ainda muito há a fazer. Olhamos para os diferentes casos de Justiça que estão hoje a ser julgados e percebemos que ainda muito há por fazer. Casos que se arrastam pela eternidade, processos que ficam esquecidos, tribunais que estão asfixiados por “pilhas” de processos. A Justiça ainda tem muito a crescer!
Analisando de forma menos apaixonada pelo País e mais racional, compreende-se que Portugal ainda está numa fase de definição da sua própria identidade para o séc. XXI, traduzindo-se o plano da Justiça Social e Judicial, um dos vectores mais claros quanto a essa imaturidade do País.
Necessitamos, todos nós políticos, de melhorar e dar contributos de forma pro-activa e não reactiva, para a melhoria destas condições de Justiça Social e Judicial.

Finalmente, aquele que é um dos valores mais importantes para o crescimento de uma sociedade: a Liberdade. A Liberdade cria discussão, cria evolução, cria o futuro. É no futuro que devemos pensar, por isso o papel de todos nós no querer a clareza de processos e no quer mais e melhor, é fundamental. O cidadão tem de ser exigente não só consigo, mas com todos, inclusivé com o Estado. O exigir que os seus impostos sejam aplicados em medidas efectivas e não artificiais, o exigir que as instituições do Estado com que interage lhe respondam eficientemente.

Quando conseguirmos alcançar o nível de maturidade destas 4 variáveis fundamentais, aí sim, seremos um País melhor e capaz de ter vantagens competitivas claras perante os novos desafios globais do século XXI.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Informação "Unwired": Informação Empresarial de Estado Líquido a Estado Gasoso


Ao falar-se de Informação Empresarial "Unwired", logo se associa mobile e unwired. Mas o conceito não se cinge só à capacidade de mobilidade empresarial. Para se chegar a um nível mobile, a empresa tem de passar por outros dois estágios: a Integração de Dados e a Disponibilização de Informação.

Gestão e Integração da Informação
A integração de dados pressupõe a criação de um nível interno, que é uma plataforma de visão única das várias fontes de informação da empresa. Este nível actua de forma a tornar a informação útil, relevante e valiosa.

Os Sistemas Chave têm de ser geridos e capturados nos vários planos internos de cada área/aplicação onde actuam. Estas são as razões pela qual uma empresa se deve começar por estruturar, antes de avançar para novas áreas de negócio e tecnologia. Trata-se de “arrumar a casa”.

Information "Unwired"
O segundo estágio é como interna e externamente se disponibiliza a informação, independentemente da fonte de dados. A empresa deve definir os blocos aplicacionais e departamentais num ponto de vista de serviços, priveligiando os dados em vez da tecnologia. Não importa qual a tecnologia, importa é o que se faz com ela.

A utilização de Arquitecturas Service Oriented (SOA) permite que a adição de uma nova aplicação ou área de negócio, a qual tem de interagir com outras aplicações/departamentos, seja considerada somente como um “plug-in” e não como algo capaz de criar uma ruptura interna.

O criar uma camada aplicacional assente num Servidor de Business Process Management (BPM) é um meio possível para a disponibilização da informação. Este nível pode alcançar o ponto ideal se os processos de negócio forem disponibilizados via WebService. Se o Processo de Negócio “Aquisição de Produto”, que interage com a Aplicação de Clientes, com a de Armazém e com a Financeira, for um webservice pode permitir a quem estiver a desenvolver uma aplicação de Compras On-Line, apenas a criação de poucas linhas de código para chamar esse WebService.

Pessoas "Unwired" O nível de “mobilidade” das pessoas é o último nível da arquitectura da empresa. Aqui permite-se a disponibilização das diferentes aplicações nos mais variados dispositivos móveis.

O ponto fundamental neste nível é o colaborador poder ter a “sua” informação sempre que necessite, onde quer que se encontre.

As aplicações móveis têm de ser práticas, disponibilizar informação útil e ter uma interacção simples e eficaz.

É preciso ter em conta a actualização das aplicações, pois deve ser um processo simples: um comercial do Norte do País não terá que vir a Lisboa, perdendo várias oportunidades de negócio, só para actualizar o software da aplicação de vendas.

Informação do Estado Líquido ao Gasoso
Em conclusão, o conceito de Informação "Unwired" assenta na disponibilização estruturada de informação relevante de modo móvel, para ser utilizada pelos seus colaboradores, parceiros ou clientes. É passar a informação em estado líquido para o gasoso, via éter que são os canais de comunicação.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O Mercado Nacional de Business Intelligence – Notas soltas


Introdução
Em termos de mercado nacional, direi que as áreas de Business Intelligence estão a crescer em bom ritmo, sendo que em particular estes últimos três anos se tem notado uma cada vez maior sensibilidade dos gestores portugueses para o valor acrescentado que Soluções de Suporte à Decisão poderão trazer aos seus negócios.

Em termos de futuro, com um mercado global e nacional cada vez mais saturado e, consequentemente, mais concorrencial, irão obrigar os Gestores e Decisores de negócio a terem mais e melhor informação, pelo que as áreas de BI irão necessariamente crescer a vários níveis.

Mas para quê soluções de Business Intelligence?

A primeira razão é dispôrem de uma visão integrada e única da empresa.

A necessidade de terem consistência de informação cruzada entre departamentos, isto é, ter a capacidade de cruzar informação financeira com a informação de campanhas de marketing é um exemplo.
Assim, o primeiro passo é precisamente definir conceitos base como a simples questão “O que é um Cliente?” é fundamental para o alinhamento estratégico de toda a empresa.

As vantagens então retiradas num Sistema de BI são o de conseguir-se agregar informação fundamental para se tomarem melhores decisões e se perceber de forma cíclica se as acções realizadas pela empresa no mercado (campanhas, novos produtos e serviços, etc.) estão a ter retorno, bem como reaprender constantemente com o mercado e com os clientes.

Será que a componente financeira é um Bloqueio para o mercado nacional, em particular das PME?

Em relação a esta questão existem duas áreas importantes que devem ser analisadas: do ponto de vista de modularidade de projecto e outro na adopção de tecnologias capazes de escalar de acordo com o crescimento da empresa.

Do ponto de vista da modularidade, há a referir que o BI não tem custos elevados, pois as estratégias de soluções BI devem ser modulares e sustentadas. As linhas de projectos BI do estilo “big-bang” não funcionam. A adopção de projectos BI deve ter uma Estratégia dita Global, mas com actuação local, isto é, há que implementar uma solução com visão empresarial, mas por fases e de forma evolutiva de acordo com as prioridades de negócio.

Do ponto de vista tecnológico, existem hoje soluções para “todos os gostos e dimensões”. Contudo, as empresas devem analisar muito bem o que querem, pois conseguem implementar soluções Proprietárias ou Open Source capazes de crescer com a empresa, e não obrigar a empresa a investir numa solução de elevados custos para os mesmos resultados. As PMEs, e não só, têm hoje capacidade de rapidamente integrar e disponibilizar dados de Soluções de Suporte à Decisão com custos muito interessantes e capazes de muito mais rapidamente assegurarem o retorno desse investimento.

A dificuldade da Qualidade de Dados

Numa empresa, a principal dificuldade de integração é claramente a qualidade dos dados. O facto de muitos sistemas operacionais das empresas permitirem a inserção de dados manuais (e ao qual não se consegue fugir) é naturalmente um risco, pois é normalmente na área de integração que se consome mais de 70% do tempo de projecto, e onde a maioria dos projectos falha se não se tiver uma metodologia muito bem definida que minimize esse risco.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Odivelas: 4,3 Milhões em PIDDAC para o Município

O Programa de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) reserva uma fatia financeira da Administração Central, destinada ao Município de Odivelas, para o próximo ano de 2009 no montante inscrito no Orçamento do Estado no valor de 4,3 milhões de euros.

Este montante significa um crescimento de 3 mil por cento relativamente a 2008, será o 5º maior PIDDAC da área metropolitana de Lisboa e será maioritáriamente destinado a investimento no parque escolar do município.

(in Odivelas.com)

Odivelas: Serviços Sociais não respondem à elevada procura

A estrutura dos serviços sociais instalada na Loja do Cidadão de Odivelas não consegue dar respostas aos utentes em tempo útil, devido à elevada procura que se reflecte naquele serviço.

A espera por uma consulta com a assistente social pode durar, na maior parte dos casos, vários meses, uma situação que se tem vindo a arrastar e repetir continuamente, refere a SIC Online.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

BPN Nacionalizado: algumas questões ainda sem resposta


Hoje o Governo nacionalizou o BPN. Até aí não vem o mal ao mundo, se se procurar restringir ao máximo essa filosofia, dado o facto de se procurar manter a "calma" no sistema financeiro português.
Isto é, para mim a nacionalização é sempre o limite e não o hábito. O mercado deverá funcionar o máximo possível, o nascer e morrerem empresas em qualquer indústria é natural, contudo o sistema financeiro deve ter uma atenção e preocupação especial, dado que é um dos suportes ao normal funcionamento à economia de mercado, conforme a conhecemos hoje (acredito que é algo que está a caminho de mudar).

Bom, voltando ao tema BPN nacionalizado. Quando ouvi a conferência de imprensa do Governador do Banco de Portugal, fiquei estupefacto, pois foi uma espécie de "lavar as mãos como Pilatos". Parecia que se estava perante uma pura donzela que foi completamente surpreendida pelo ocorrido.

Por isso, parece-me que algo no regulador e supervisor do Sistema Financeiro tem de mudar. Às vezes é como no futebol, a necessidade de chicotada psicológica, independentemente da competência do treinador é positiva para a equipa. Este é um caso quiçá semelhante, porque há várias questões sem resposta, entre elas:
- Um relatório de auditoria realizado pela Delloite apresenta um conjunto largo de reservas às operações feitas pelo BPN. Resultado: Delloite despedida. Acção do Banco de Portugal: assobiou para o lado;
- Notícias públicas de há vários anos sobre a linha de gestão tomada dentro do BPN e algumas suspeitas são lançadas. Resultado: BPN e sua equipa mantém-se. Acção do Banco de Portugal: continuou "a olhar para os papeis";

Este tipo de "fumo" foi continuo desde de pelo menos 2002. Os accionistas do BPN, pelos vistos, também não quiseram ver, mas aí estavam no seu "direito" de não querer ver ou não quiseram falar, o dinheiro de investimento era deles. Claro que se pode questionar a ética, em particular a ganância pelo dinheiro fácil.

Contudo, e tal como noutros países, se prova que a principal origem da crise financeira que hoje vivemos prende-se precisamente com a acção (ou antes, a não acção) dos reguladores do mercado. O curioso é que no BPN, algo já "cheirava mal" há muito tempo, e vejo palavras do Governador do BdP a dizer que não sabia de nada pois as contas eram apresentadas. Isto é, o olhar crítico e o querer investigar suspeições que se sabia no diz que diz do mercado, não é para este Governador do BdP. Comprovou-se no caso BCP, e pelos vistos, este é mais um.

Dá a ideia que a preocupação, tal como em muitos políticos, o objectivo não é trabalhar e actuar, o objectivo é manter o status quo e manter-se no lugar o mais possível.

Pelo que soube recentemente (não confirmei) parece que o Governador do BdP tem um pacote salarial superior ao Presidente da Reserva Federal Americana. Será por isso?

Bem, tenho uma suspeita que em Portugal ainda não ficaremos por aqui, espero é que o Regulador e Supervisor do Banco de Portugal não diga, como disse neste caso, algo do género "eu há 4 meses pedi umas informações, mas ainda não me forneceram, logo não sei de nada"!!!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Crise Económica igual a Fim do Capitalismo? Voltamos ao comunismo?


A Crise Económica tem feito vir a lume uma esperança "engraçada" nas mentes mais à esquerda da sociedade.
Frases do tipo: "Esta é uma prova que o capitalismo não funciona" ou "É o que dá o liberalismo", entre outras.
Outro sinal interessante é o facto do livro de Karl Marx ter subido em flecha nas vendas das livrarias, isto é, a procura de se relembrar quais os pontos principais das linhas comunistas está com todo o seu vigor, quer seja por convicção, quer seja pela expectativa de ter os argumentos na "ponta da língua" para qualquer discussão que seja necessária.

Para a mim esta é uma visão claramente redutora. O facto de ter existido um crash económico tem diversas razões, agora dizer que é a falência do Sistema Económico estruturado no capitalismo, e algum liberalismo, é um exagero!

Aliás, a visão pura do Comunismo rege-se pelo Estado regulador total. Se analisarmos um pouco em pormenor o que se passou com esta crise económica, um dos problemas foi precisamente o não funcionamento do Regulador Estado (aliás este talvez tenha sido o grão de areia que fez o efeito bola de neve).

Em termos práticos os Reguladores assobiaram para o lado e não estiveram atentos (se calhar alguns não quiseram ver) aos riscos financeiros. Acordos como os de Basileia, para avaliação do risco das Instituições Financeiras foram, pelos vistos, esquecidos pelos reguladores, deixando margem "à veia humana mais sedenta do lucro fácil".

Apesar da crise, não é o Comunismo a solução. Os ciclos económicos são mesmo assim, são ciclos.

Os valores dos indíviduos através da meritocracia são fundamentais, ao invés do comunismo que vê todos como iguais (na prática o que aconteceu era que uns eram mais iguais que outros, mas...).

Reforçar que a histeria que se criou acaba por ser um pouco normal.

Considero que na realidade estamos a iniciar um novo ciclo de Capitalismo, um novo ciclo que denominarei como sendo um Capitalismo de Rede Global, isto é, as empresas necessitam de ter uma nova forma de actuar quer internamente na sua estrutura, quer externamente na forma como actuam perante o mercado.

Saber-se desenvolver produtos e serviços em rede, com vários colaboradores que se calhar nunca se viram, com parceiros que estão em locais que desconhecemos e clientes que sabem exactamente o que querem e quando quem são os desafios desta nova Economia de Rede Global.

Assim, acredito que o Mercado mudou, o Capitalismo tradicional está na fase de transição para o Capitalismo de Rede, mas sem dúvida que a Economia de Mercado irá prevalecer e voltar a entrar em laboração.

Esta nova era da Economia virá ao de cima e acredito que esta nova versão de Capitalismo (talvez a versão 2009) irá trazer mais desenvolvimento e inovação para as economias mundiais.

Neste momento são as economias a mudar, acredito que em breve serão os Estados a mudar, mas isso é tema para um futuro post ...

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Eleições Regionais dos Açores: Vencedores, Vencidos e Assim-Assim


As eleições regionais dos Açores, ocorridas no passado fim de semana, tiveram algumas surpresas. Por partidos direi que:
1. Partido Socialista - vencedor incontestável em várias frentes, mas parece-me que mesmo assim ficou aquém do que os mais acérrimos socialistas esperavam. Venceu nas 7 ilhas, o que é um dado histórico. Sócrates agradece, é mais um balão de oxigénio para o Continente. Carlos César estará certamente folgado por mais uns anos, com a maioria absoluta;

2. PSD - cada vez mais uma incógnita. Não se percebe onde vai parar. Costa Neves não conseguiu passar nenhuma imagem. Manuela Ferreira Leite não trouxe provavelmente valor acrescentado para fazer o partido reaparecer do marasmo em que caiu não só no Continente, mas também nos Açores, desde a saída de Mota Amaral das ilhas.

3. CDS-PP - outro grande vencedor, senão o maior mesmo da noite. Passou de 1 para 5 o número de deputados. Uma prova que o trabalho local, porta a porta desenvolvido pelos dirigentes locais, em particular pelo seu líder regional, é reconhecido não só em credibilidade, como também pelo seu papel fundamental. Este é um claro sinal de que o CDS-PP vale mais sozinho do que coligado com o PSD. Mais uma vitória de Paulo Portas, que comprovou que o trabalho de "formiguinha" que está a fazer começa a dar resultados, para mal dos que agoiraram o fim não só de Paulo Portas, mas também do CDS-PP. Comprova-se que Portugal necessita de um partido forte de direita.

4. CDU e BE - cresceram, gostariam de ter mais obviamente, mas cresceram essencialmente derivado ao aumento da abstenção e não no número de votos.

5. PPM - a surpresa da noite. É bom para a democracia que hajam estas surpresas para dar força, motivar e incentivar os partidos pequenos.

Questão que fica no ar: Será que estas eleições são semelhantes ao que ocorreria hoje no Continente?
Penso que não, mas há muitas semelhanças provavelmente...

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Orçamento de Estado: a Crise que Sócrates necessitava


A crise económica mundial que atravessamos está a ser muito bem gerida pelo Governo liderado por José Sócrates. O Orçamento de Estado para 2009 é exemplo disso mesmo.
O OE2009 apresentado por Teixeira dos Santos é pródigo em apresentar um conjunto de novas medidas, na maioria delas marketing estrategicamente bem gerido, que baseados na crise permitem tomar decisões a pensar nas 3 eleições do próximo ano.

Se se analisar em detalhe algumas dessas medidas, percebe-se que elas pouco impacto em termos globais terão no Orçamento, mas são medidas que há muito os portugueses ansiavam, não só o aumento dos salários da Administração Pública, como redução do IRC para as empresas.

Como em tudo não há bela sem senão, que em termos de OE se fala, em aumento de impostos e redução de benefícios fiscais. Por mim, tudo bem. Acima de tudo, a minha preocupação é que o Governo não caia no erro de actuar desmesuradamente a pensar nas eleições, como é típico nestas alturas, sendo que as "forças" internas do PS muito peso terão.

Nota para a excelente prestação de Teixeira dos Santos, está cada vez mais político e melhor. Neste momento José Sócrates deve valorizá-lo, pois destaca-se e muito dos restantes ministros.

Última nota para a oposição, não se deixem levar na agenda do Governo. Saber ler nas entre-linhas do OE é fundamental, saber acima de tudo comunicar as suas propostas é o que falta. É díficil, eu sei, pois a campanha de marketing que é gerida pelo Governo é enorme e deixa pouco espaço, mas há que trabalhar e passar as mensagens, principalmente as de direita!!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Histeria ou Revolução Económica?


Actualmente a situação nacional e mundial do ponto de vista económico, como é reconhecido, encontra-se num estado de instabilidade como há muitos e largos anos não se via.
Parece-me que neste momento os mercados estão a sofrer essencialmente da "histeria das massas" e de especuladores.
Na realidade a minha visão não é a de "Fim do Mundo", é a de que uma Nova Economia está a começar.
Os modelos de negócios das empresas como as conhecemos hoje vão mudar. As empresas têm de repensar como fazem o negócio, pois a sua forma tradicional de criar valor necessita de ser diferente. Quem se mantiver como até hoje esteve, morrerá certamente.
Os mercados são globais, as empresas têm de saber criar inovações, partilhar recursos, partilhar ideias, saber desenvolver produtos de forma colaborativa.

Assim, para mim, o que se está a passar é o culminar de um modelo económico empresarial e o nascimento de uma nova economia. Muitas empresas vão morrer, mas muitas vão nascer, como novos produtos e tecnologias disruptivas que irão criar novos hábitos e, essencialmente, novas empresas e novos mercados.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

A Nova Problemática dos Operadores e a Retenção de Dados das Comunicações

A Directiva Europeia
A Directiva da União Europeia para a Retenção de Dados, de Março de 2006, requer que os vários Governos da União Europeia transponham em lei, o requisito aos Operadores de Telecomunicações e Internet Service Providers de reterem os dados das suas comunicações em formatos disponíveis on-line (em oposição ao anteriormente realizado em formatos de arquivo). Estes dados necessitam de ser armazenados por períodos mínimos de 6 a 24 meses, sendo que no caso de Portugal a lei transposta e aprovada em Julho de 2008 requer um período de retenção de 1 ano.

Porquê esta Directiva?
Infelizmente os factores que levaram a esta necessidade, prende-se com questões ligadas ao terrorismo, tráfico de interesses, narcotráfico e outros crimes. Por esta razão, estas informações residentes nas infra-estruturas das operadoras de comunicações são cruciais para a investigação, dado que saber informações como “quem ligou a quem” ou “quem enviou email a quem” e quando, pode ser o culminar de redes criminosas, que de outra forma não seriam possíveis.

Alguns países já realizavam estas operações, ou parcialmente estas operações, derivado a questões específicas e locais de países como Itália, Inglaterra ou Espanha. O que esta Directiva permite é uniformizar os vários países e conjugarem-se esforços entre as várias Polícias e Serviços Secretos, optimizando os processos intra-comunitários no combate ao crime.

Quais os dados a armazenar?
Em termos práticos e gerais, as Operadoras de Telecomunicações e Internet Service Providers necessitam de guardar todos os registos relativos às transacções realizadas pelos seus clientes e parceiros.

Transacções de chamadas telefónicas, de SMSs, MMSs, emails, fax, navegação web, etc., que guardem informação de quem, para quem, de quando, quanto tempo de ligação ou de chamada, quantos bytes, que telemóvel ou dispositivo iniciou a comunicação, em que antena foi iniciada a ligação, etc.

Isto é, são necessários armazenar todos os dados relativos ao evento/transacção, com excepção do conteúdo desse evento/transacção (até um dia...).

Quais os Custos para as Operadoras?
De facto, esta directiva acaba por ter alguma controvérsia pois acarreta custos elevados em termos de Gestão da Informação que os Operadores de Telecomunicações não estavam preparados. Se os grandes Operadores europeus como a Deutsche Telekom ou a Telefonica conseguem gerir estes custos de uma forma mais ou menos fácil, outros Operadores de pequena dimensão, como por exemplo os da Lituânia, debatem-se com outras dificuldades.

Num Operador de Comunicações português estaremos a falar com um mínimo esperado de cerca de 200 Milhões de registos (chamadas, mails móveis, SMS, MMS, etc.) por dia, correspondentes a 73 Biliões de registos por ano. Se considerarmos que cada registo tem cerca de 200 bytes de informação, teremos por ano em espaço base de ficheiro cerca de 15 Terabytes de informação.

A acrescer a este factor de custo em disco, em sistema de recuperação, em alta disponibilidade, entre outros factores técnicos, existe ainda a necessidade dos tempos de resposta em “tempo útil” (conforme directiva). Este termo pode-se considerar algo vago, contudo são compreensíveis tempos médios de resposta a este sistema que rondem os 15 minutos, o que obriga também a uma capacidade de processamento em hardware e software bastante elevado.

Como se poderá antever a infra-estrutura global a implementar, por parte de cada operador, trará custos elevados que necessitam de ser optimizados ao máximo, por forma a não criar qualquer disrupção orçamental e de arquitecturas existentes nas empresas.

Quais o Métodos para solucionar este Desafio?
No mercado já existem algumas soluções disponibilizadas pelos fornecedores de Software, as quais se dividem essencialmente em 2 grandes grupos de arquitecturas:
  • as suportadas em Sistemas de Ficheiros Proprietários;
  • e as suportadas em Sistemas Analíticos de Bases de Dados.
Como em tudo, há vantagens e desvantagens nos dois sistemas, quando comparados, pelo que os Operadores de Telecomunicações deverão analisar o que melhor se adequa ao seu know-how técnico interno e, acima de tudo, que não criem qualquer disrupção à sua infra-estrutura e arquitecturas existentes.

As vantagens claras e nativas das Soluções de Arquitecturas baseadas em Sistemas de Ficheiros Proprietários são a sua rapidez e a capacidade de compressão dos dados, contudo acabam por ser sistemas complexos e proprietários dificeis de gerir e aceder externamente, a não ser pelo próprio ambiente.

As vantagens das Soluções de Retenção de Dados baseadas em Arquitecturas com Sistemas Analíticos de Bases de Dados são a compreensão facilitada da sua arquitectura standard de mercado, e que se enquadra nos ambientes típicos das Operadoras de Telecomunicações. Para além de serem Soluções Abertas que permitem ser geridas e escaladas facilmente para novas funcionalidades futuras que sejam necessárias, como por exemplo, a necessidade recente de incluir dentro da mesma plataforma os dados dos MVNO – Operadores Móveis Virtuais.

O desafio para os Sistemas Analíticos de Bases de Dados é de facto conseguirem os mesmos rácios de compressão e performance que os Sistemas de Ficheiros mais proprietários. O mercado já dispõe de algumas soluções inovadoras Analíticas que alcançam precisamente estes níveis pretendidos pelo mercado.

Próximos Passos?
Os próximos passos são o de precisamente as Operadoras de Telecomunicações e os Internet Service Providers prepararem-se para estarem conformes a disposição da lei, sendo que terão 90 dias para a sua implementação, após a entrada em vigor da publicação de uma portaria que define as regras de interacção dos Operadores com as diversas áreas da administração interna, da justiça e do regulador das comunicações.

Actualmente, alguns Operadores já estão a avançar na antecipação, e provavelmente bem, pois quando a portaria for aprovada, os tempos para a disponibilização desta infra-estrutura será curto (90 dias), sendo que se pensarmos que só a implementação deste tipo projectos é de pelo menos 3 ou 4 meses, quanto mais cedo começarem mais rápido conseguem disponibilizar a informação, sem sofrerem sanções.

Por isso, antecipem-se, as necessidades da Lei já se conhece.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Mobilidade: A empresa na palma da mão ou o escritório sem paredes?


De há alguns anos para cá, principalmente desde do boom da Internet (ano 2000), se fala cada vez mais de aplicações móveis e de Mobilidade Empresarial. Desde essa altura, a evolução na implementação real da Mobilidade Empresarial, talvez não tem sido tão rápida como alguns analistas de renome indicavam, mas tem sido feita de forma sustentada.
Contudo muitas empresas, muitos gestores e decisores ainda têm algumas reticências, pois continuam a ter dúvidas e colocam várias questões:
  • O que é isso de Mobilidade Empresarial?
  • Qual a vantagem competitiva que posso obter?
  • E os meus colaboradores, será que se irão adaptar?

O objectivo deste artigo é o de procurar dar uma visão geral de Mobilidade Empresarial neste momento e onde poderá apoiar as empresas a ganhar vantagens competitivas, evitando alguns erros típicos cometidos no passado.

Mobilidade Empresarial – O que é isso?

A Mobilização Empresarial é muito mais do que o receber ou enviar emails.

A sua definição pode ser algo complexa de consubstanciar, mas se pensarmos que hoje em dia as empresas dispõem de várias aplicações internas (e processos em formato papel ainda) que suportam as suas operações e decisões, poderemos pensar que qualquer um destes processos e aplicações podem ser alvo de “Mobilização”.

Isto é, consegue-se facilmente identificar que o facto de um comercial ir todos os dias ao escritório para colocar as suas encomendas, é um claro exemplo do que poderá ser tornado disponível numa aplicação móvel. Outro alvo são os processos típicos dos inspectores de uma empresa (de seguros, de electricidade, etc.) fazem na recolha e validação de informação dos materiais distribuidos em vários locais do país.

Estes dois simples exemplos do ponto de vista operacional da vida do dia a dia da empresa servem para clarificar um pouco o que é isto de Mobilidade Empresarial. Mas é muito mais, é também o Presidente da Empresa dispôr na “palma da sua mão” de informação de negócio e de indicadores estratégicos, independentemente de onde ele esteja, que lhe permitam a qualquer momento tomar decisões. Assim, também estou a falar de Mobilização de Aplicações de Suporte à Decisão.

Isto tudo para referir que Mobilidade Empresarial é muito mais do que colocar em PDAs porções de aplicações existentes e operacionais, é também colocar em qualquer lado informação da empresa que seja estratégica e decisiva para a vantagem competitiva desta no mercado.

Para mim, e tentando resumir: Mobilidade Empresarial é colocar o bem mais valioso da empresa, que é a sua informação, os seus dados, em qualquer local, em qualquer dispositivo, com segurança e havendo ou não conectividade à rede.

Mas desenvolver Aplicações Móveis é igual a desenvolver outro género de Aplicações?

NÃO! É mesmo um não em maíusculas.

Há muitas razões, mas direi que as fundamentais estão ligadas à forma de usabilidade de aplicações móveis ou à identificação do que é possível mobilizar.

Muitos projectos no passado falharam, porque os utilizadores não se adaptaram à forma como interagiam com a aplicação, derivado a muitas vezes existir demasiada informação num ecrã, ou por ser demasiado lenta, ou ainda por demasiados passos para terminar um processo. Estas são questões de usabilidade que muitas vezes são descuradas pelos analistas e gestores de projectos, que depois leva ao falhanço do projecto por razões de não adesão por parte dos utilizadores.

O outro aspecto que por vezes se cai é na ânsia da Mobilidade, procura-se mobilizar uma aplicação totalmente e não identificar quais os processos que são passíveis de mobilização. E aqui acaba-se por falhar por inadequação da aplicação ao processo da empresa. Este muitas vezes é o erro típico geral da informática: procurar adaptar aplicações e não analisar processos para os optimizar.

Escritório Móvel? Os meus colaboradores já não vêm cá?

Pois é, será que isto acontece com a Mobilidade? Será que eu, como gestor da empresa, vou deixar de ver os seus colaboradores e deixa de saber por onde eles “andam”? A resposta a esta e outras questões do género é “Nim (Sim e Não)”.

Pode parecer confuso, mas na realidade é simples.

Em áreas como a comercial o que interessa mais é que este tipo de colaboradores estejam idealmente a realizar reuniões, propostas, avaliação de leads e oportunidades, etc. E a maioria destas actividades está normalmente fora do escritório. Num cenário quase ideal, direi que o director comercial reuniria uma vez por semana para definir e alinhar estratégias e nos restantes dias da semana não veria mais nenhum dos seus elementos da equipa no escritório. Porquê? Porque se os comerciais tiverem a capacidade de terem no seu PDA e/ou portátil a informação necessária de preparação da reunião, a possibilidade de processar automaticamente encomendas e de recepção de listas de preços actualizadas, bem como das rotas de visitas a realizar, evitavam a necessidade de ao final do dia terem de se deslocar ao escritório para realizarem todos estes processos e focam-se mais nos objectivos a cumprir.

Quem ganha? A empresa e o colaborador.
A empresa porque de um lado centralmente conseguiria gerir à distância todo o processo de venda e de produtividade dos colaboradores, permitindo ganhar mais tempo aos seus comerciais fazerem mais visitas e consequentemente mais negócio.
O colaborador que tem mais tempo para fazer o seu trabalho comercial no horário normal de trabalho e consequentemente mais negócio e comissões, bem como dispôr de melhor nível de qualidade de vida pessoal.

Tal como este exemplo na área comercial, podem-se extrapolar para outras áreas da empresa. Mas será que o escritório vai deixar de ter colaboradores? Não, naturalmente que não, pois existe um conjunto de tarefas que terão de ser sempre realizadas de forma central e não distribuída, apesar de “não haver limites”nesta área.

Hoje eu consigo estar a responder a emails na praia quando estou de férias, a fazer propostas quando estou à espera de entrar para reuniões, a gerir colaboradores através do Messenger e até a receber formação quando estou numa esplanada ao final do dia a descomprimir de um dia de trabalho.

Conclusão: a mobilidade dá mais liberdade, mais produtividade e maior controlo à empresa e aos seus colaboradores.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Jogos Olímpicos: Parabéns. Mas ... e a Responsabilização


Como ex-praticante de uma modalidade desportiva e amante do desporto em geral dou os parabéns à Comitiva Olímpica Portuguesa, principalmente aos desportistas: Nelson Évora (meu "conterrâneo" de Odivelas), Vanessa Fernandes, Gustavo Lima e a todos os outros de uma forma em geral.

Os atletas são o principal e é neles que devemos pensar. Considero que o Estado Português deve apoiar claramente a promoção do Desporto Nacional, em particular os Atletas Olímpicos. Mas com este apoio também se exige responsabilidades aos atletas e profissionalismo acima de tudo.

Muitos atletas deram o seu melhor, como vi no empenho e dedicação dos atletas do Judo aos quais as coisas não correram da melhor forma, mas não posso admitir frases infelizes como "Para mim é mais na caminha (...)" ou "Não vale a pena competir contra as africanas (...)". Para mim, isto não é espírito Olímpico, é espírito de criancice, e principalmente de irresponsabilidade.

Os atletas não podem também eles serem um exemplo da Subsídio-dependência que se vive em Portugal. Espero que tenham sido apenas frases infelizes e que para Londres 2012 o Espírito Olímpico e a Responsabilização sejam melhorados.

PS1 - Nem vou comentar as guerras de bastidores que se estão a avizinhar no Comité Olímpico Português, pois são infelizes.
PS2 - Desejo ainda boa sorte aos nossos atletas dos Jogos Paraolímpicos.

Assaltos, Tiros, Bombas - A novela continua


Depois de ter escrito aqui alguns artigos sobre Segurança Interna, achei que deveria "mandar descansar" este tema por uns tempos, pois quando se fala em demasia das coisas acaba por se perder um pouco a objectividade. Assim, como muitos portugueses fui uns dias de férias agora em Agosto e ao longe vou tentando manter a actualidade portuguesa no horizonte.

Mas a actualidade, para além dos Jogos Olímpicos, era sempre a mesma: Roubos, Assaltos, Tiros, Bombas, etc. Isto é, não consegui evitar olhar para Portugal com preocupação ao nível da Segurança Interna.

Quando chego então de férias começo a ler com mais detalhe e realmente começo a ficar mesmo preocupado, pois não vejo uma acção enérgica contra a situação. O Governo foi a "banhos", mas os ladrões, gangs, e afins fazem "horários extra".

Em conversas com alguns agentes da autoridade apercebo-me da desmotivação que existe no interior daquelas organizações, pois a desautorização que as forças de segurança continuam a viver é inexplicável, fazendo com que "baixem os braços" e deixem de se "preocuparem".

Nestas coisas tipicamente as forças políticas de Esquerda tem uma visão dos coitadinhos e do problema estar na Sociedade que levou os ladrões a roubarem ou os assassinos a matarem. Até há a visão de Extrema Esquerda do Bloco de Esquerda, na qual os polícias não deveriam andar armados.
Para mim, ou há mão dura nos prevaricadores ou então vira moda. Aconselho a todos a ver um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos, que ainda está nas salas de cinema, o "Tropa de Elite" que retrata o estado a que se chegou no Brasil.

Há umas semanas estava a ler uma Reportagem sobre o Casal da Mira, e o como a Esquerda criou "bombas relógio" de guetos, e pensava precisamente que em breve a coisa "rebentava". Pois este fim de semana começou um exemplo do que pode acontecer: o desrespeito sobre a polícia com os polícias baleados por causa de guerra de gangs.

Conclusão:
1- As favelas estão a chegar, Quinta da Fonte, Casal da Mira, etc. são as candidatas à melhor Favela de 2008.
2- Governo? Ministro Rui Pereira, onde andas?
3- Orçamento 2009 para a Administração Interna já estava quase a ser preparado o corte orçamental!!

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Economia Portuguesa aguenta, mas precisa de mais e melhor


Hoje foram apresentados os números do segundo trimestre do PIB português. Para o Governo, e para todos, foi momento de alívio e de que estamos aparentemente a aguentar um pouco em termos macro-económicos, isto comparativamente ao resto da Zona Euro.

Ao longo do dia fui ouvindo na rádio e na televisão várias opiniões e discussões sobre o tema. Uns mais efusivos a favor, outros contra, mas é como tudo ... são opiniões.

O que interessa é que são sinais minimamente positivos, mas que não podemos estar satisfeitos. Nas alturas más não nos chega ser o melhor dos piores, temos de ambicionar a ser o melhor dos melhores.

Da vida do dia a dia, profissional e pessoal, notam-se as dificuldades crescentes das pessoas e das empresas.

Nas empresas, por exemplo, nota-se um crescente atraso nos pagamentos a fornecedores e clientes, e onde o Governo não dá o exemplo. O mais díficil é parar esta bola de neve de atrasos, quando começa é extremamente díficil de parar.

Enfim, o Governo não pode, nem deve descansar. E quando ouço as declarações do Ministro das Finanças assusto-me, pois transmite uma visão de tranquilidade. Portugal não precisa de tranquilidade, precisa de combatividade. Este Governo deve apostar no fomentar da competitividade das empresas e no emprego. A criação de incentivos à Investigação e Desenvolvimento, às Exportações, à Formação Técnica avançada, à Promoção de Portugal no Estrangeiro, etc. são linhas políticas decisivas para que o futuro de Médio Prazo seja assegurado!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Empreendedorismo: Necessidade aguça o Engenho


Este fim de semana nas minhas leituras de jornal li um artigo com o título "Empreendedorismo de subsistência".
Este tema é sobre algo no qual tinha apenas uma sensação, derivado às minhas experiências no mercado de trabalho e círculo de amigos, que se prende com o aumento de novas pequenas empresas.

Em várias conversas no final do ano passado com alguns amigos que têm as suas empresas, de Sistemas de Informação, questionavam-me sobre como via o ano de 2008 em termos empresariais. A minha resposta foi relativamente simples:
"O mercado vai mexer bastante, as grandes empresas irão sofrer bastante, despedindo quadros médios e superiores bastante qualificados e de boa qualidade. Isto dará origem ao aparecimento de novas empresas mais flexíveis e de maior visão para os novos desafios de mercado, com algo muito interessante que é o facto dessas novas empresas serem constituídas por pessoas experientes que conhecem o mercado tradicional e as empresas tradicionais com os seus lados
positivos e menos positivos."

Em jeito de conclusão sobre o artigo que li, serve apenas para referir que às vezes são as Necessidades que "nos põem a mexer", isto é, os tais quadros qualificados que se vêem dispensados pelas suas empresas, muitas vezes por razões inexplicáveis, sabem que têm um capital de know-how acrescido no mercado. E, se forem decididos e realmente forem bons, não ficam à espera do Subsídio de Desemprego e põem mãos à obra.

Na minha visão de há uns 2 anos para cá, e pelo menos durante os próximos 5 anos, encontramo-nos a viver o início de uma revolução económica onde as formas tradicionais das empresas fazerem negócio será completamente alterado. Estas crises e choques na economia, quanto a mim, são símbolo desta alteração dos papeis dos vários stakeholders de mercado.

Qual será o caminho que tomará? Não sei também. Tenho umas perspectivas, mas será um tema para outro artigo em breve sobre este tema.

Última nota: para os empreendedores consultem http://www.empreendedorismo.pt/

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Praias da Costa: Mais Areia para os nossos Impostos?


Sou um utilizador regular das praias de São João da Caparica, quando fico por Lisboa aos fins de semana no Verão, e este ano vejo que mais uma vez que se vai andar a "encher" as praias com areia, tal como foi realizado no ano passado.

A minha preocupação prende-se em saber se este ano se aprendeu com os erros do ano passado. Isto é, o ano passado a decisão de enchimento das praias com areia foi feita e serviu para o ano passado, pois mais de metade da areia colocada no ano passado foi-se no Inverno! Basta ver como estão as praias.

Ora, deixo aqui várias questões/preocupações (assumo desconhecimento detalhado do processo):
- Será que já foram feitos estudos sobre o funcionamento das marés e qual a forma de minimizar o impacto que estas têm nos areais da Costa da Caparica?
- Será que a realizar-se este processo do INAG para enchimento das praias não se vai demasiado tarde para o usufruto dos banhistas neste ano? P.e., o enchimento da praia de S. João é em Outubro;
- Esta alimentação artificial tem um custo de 5.880 milhões de €uros. Quanto será para o próximo ano?
- Será esta o último ano com trabalhos deste género?
- Não existirá uma forma alternativa de melhoria dos pontões da Costa da Caparica que não implique a necessidade destes enchimentos?

Não sou entendido na matéria, mas custa-me ver que se deita dinheiro à rua (não sei se é este o caso).
Todos nós temos de ser cada vez mais exigentes na forma como o Estado gasta o nosso dinheiro, pois se somos assim connosco, também temos de ser com quem nos gere o dinheiro dos nossos impostos e o País.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Biocombustíveis: Universidade do Minho desenvolve tecnologia de produção de etanol a partir de resíduos agrícolas


"A Universidade do Minho (UMinho) está a desenvolver uma tecnologia de produção de etanol, a partir de subprodutos ou resíduos agroindustriais, como trigo, centeio, aveia, cevada e milho, revelou hoje à Lusa fonte universitária." - http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=357769&visual=26&tema=4

Sempre que leio estas notícias fico satisfeito por duas razões:
- Comprovam o que penso sobre a capacidade científica portuguesa de ser bastante boa, provavelmente das melhores a nível mundial;
- A aposta em energias renováveis é quanto a mim uma obrigação de todos nós, sendo para além disso uma necessidade de competitividade mundial e de evolução;

Depois penso quais os incentivos e apostas que este tipo de projectos devem ter. Dois exemplos simples são:
1- Carga fiscal mais adequada, não só para quem consome, mas também para quem produz;
2- Fomento e incentivos mais aprofundados de colaboração das Universidades e das Empresas. Conforme é denotado nesta notícia "O passo seguinte, referem os investigadores, passa pela procura de empresas que queiram implementar parcerias."

A Inovação e Projectos diferenciadores são uma obrigação para Portugal se continuar a distinguir no mundo. Isto só é alcançado com profissionalismo e não com a continua regra da "carolice" de alguns e do amadorismo de outros.

De qualquer das formas, quantos mais projectos destes melhor, não só para Portugal, como também para o Mundo.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

iPortalMais: Empresa Portuguesa Premiada Mundialmente


A iPortalMais, empresa do Porto especializada em soluções de Comunicações Unificadas sobre IP (UCoIP), foi nomeada pela IDG World Expo, organizadora do LinuxWorld Conference & Expo®, em São Francisco, o principal evento mundial dedicado ao Linux, como finalistas para os prémios LinuxWorld Product Excellence Awards.

Esta nomeação através da solução IPBrick.GT foi nomeada para a categoria de “Melhor Produto Integrado”.

Parabéns à iPortalMais. É com desempenhos destes que alcançamos o sucesso português e demonstramos que conseguimos mais e melhor que outros países.

Hotel Prisão: Em breve disponível num país perto de si


O Governo prepara-se para realizar uma regra que permite a presos de delito comum, isto é, pequenos furtos e afins, que apenas tenham de ir passar a noite à cadeia, podendo estar na comunidade durante o dia.

Ora em relação a este tema tenho algumas coisas a questionar. Em particular:
- Será que os delinquentes durante o dia estão a fazer bem à sociedade ou estão a repetir os mesmos erros?
- Será que passaremos a ter uma espécie de hoteis de prisioneiros? Imaginem as cadeias de hotéis a ter slogans de marketing para cativar os prisioneiros, do género: "Temos quartos com vista para o Pátio Central, para o Campo e para a Montanha. Venha passar uns dias ou meses connosco".
- Será que estou a pagar os meus impostos para que criminosos andem na rua e ainda por cima lhes pago a comida e roupa lavada?

Penso que acima de tudo esta proposta potencial do Ministério da Justiça demonstra a incapacidade de reintegração dos reclusos, bem como um pensamento certamente económico-financeiro para redução de despesas, mas ... eles passam a andar mais em liberdade e mais à vontade para fazer as lógicas dos "amigos do alheio".

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

ASAE mas não tanto


Para que fique claro, considero que o trabalho da ASAE é fundamental e importantíssimo como entidade que pode conter muitas das prevaricações que muitas vezes existem nas actividades económicas do nosso país.

O trabalho da ASAE é por isso de salutar.

O problema é quando se cai no excesso...

Bom, a parte positiva de hoje é que a ASAE já não vai chatear aqueles que mantém tradições gastronómicas bem portuguesas e que tão bem sabem à nossa mesa.

Finalmente o Governo abriu os olhos e está a regulamentar, ou de outra forma, a suavizar a acção da ASAE perante produtos típicos e tradicionais como a Alheira, os Queijos, o Mel e a famosa "matança do porco". Bem haja..

sábado, 2 de agosto de 2008

Segurança: Comerciantes do Bairro Alto pagam para terem segurança


Hoje li uma notícia pequena num dos semanários de Sábado, mas que demonstra um pouco o estado a que chegámos em termos de segurança.

Os comerciantes e habitantes do Bairro Alto decidiram pagar à polícia o reforço da área, por forma a serem menos importunados pelos "amigos do alheio" e pelos "pequenos (e grandes) criminosos".

Esta era uma notícia pequena, mas saltou-me à vista pois a Segurança é um dos pilares, para além da Educação e Saúde, que o Estado deve assegurar ao País. Quando tal não acontece, então algo está mal. Será que não é o Estado quem deve assegurar que aquela zona da capital deva estar em segurança.

É por todos conhecido o comércio de droga, os delitos e o ambiente menos propício que existe naquela zona da capital. Compreendo o que sentem aqueles comerciantes e habitantes. Talvez fizesse o mesmo.

Mas então e o Estado? É este o modelo da segurança que nos dá? Isto é, queres segurança, paga!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Galp italiana? ENI quer 100% ou sai


As notícias vindas a público hoje (31 de Julho de 2008) sobre o "encostar à parede" ao Governo por parte da ENI: ou detém os 100% da companhia portuguesa Galp ou sai.

A minha opinião é: SAIA!

O Governo, nos limites existentes, não deve abrir mão de uma empresa como a Galp para fora de controlo nacional. E isto não se trata de colocar o Governo a "controlar o mercado", trata-se de procurar assegurar que haja um "core" de empresas fundamentais para o País, que mantenham o seu centro de decisão em Portugal e em gestão portuguesa.

Áreas energéticas, banca, saúde, telecomunicações e utilities são alguns dos exemplos que o Governo deverá ter atenção para que não seja totalmente controlado por estrangeiros. Estas são as áreas empresariais que podem assegurar os serviços mínimos do País.

O fenómeno da globalização tem muitas vantagens, mas ao mesmo tempo muitas desvantagens. Cabe-nos, e em particular à Administração do nosso País (o Governo), minimizar as desvantagens e potenciar as vantagens.

No mercado global é sabido que as multinacionais não têm país (o que é compreensível), pelo que há que saber trabalhar nestas condições.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

e-Escolas, e-Escolinhas: Marketing ou Preparação do Futuro?


Será que o Plano Tecnológico, os programas e-Escolas (e inhas) são puros trabalhos de Marketing deste Governo ou é um trabalho necessário para iniciar um processo de preparação da população para o futuro ainda mais digital?

Eu não sou nada adepto deste Governo, mas considero que esta área de aposta é talvez a melhor linha estratégica do Governo e, é por isso, que aceito completamente o Marketing que é utilizado para promover cada passo, mini-passo ou mega-passo nos programas ligados ao Plano Tecnológico.

Considero que, independentemente de alguns erros que se têm cometido no Plano Tecnológico, estes são passos necessários que o Governo está a dar, para bem do País a Médio e Longo Prazo. Se prepararmos a vários níveis a população (desde a juventude, inovação, mercado empresarial), Portugal terá mais possibilidades de se notabilizar neste mercado Global.

Assim, façam o Marketing que fizerem, com mais ou menos holofotes, mas façam-no muitas vezes, pois é sinal que mais Programas de Inovação, de Investimentos, etc. estarão a ser preparados. Mesmo que mais de 50% fiquem pelo caminho, dos outros 50% ou menos alguns irão demonstrar as qualidades dos "cérebros" portugueses.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Responsabilidade na Política e dos Políticos


Sobre este tema muito se fala, muito se promete e aparentemente poucos o fazem.

É por isso que considero que se deveria definir uma espécie de Código de Ética ou Lei de Serviço Público.

A realidade é que as coisas não podem continuar assim!

Quem serve o bem público, deve saber que não pode estar acima de qualquer lei. Deve ter a consciência que, para além de ser o seu trabalho, do seu trabalho depende o país. E, por isso, não estão a trabalhar no presente, estão a trabalhar no futuro de uma nação.

Se os funcionários públicos, eles próprios têm responsabilidades directas na prestação de serviço de qualidade aos cidadãos, os líderes de Departamentos, os Autarcas e Governantes, tanta ou mais responsabilidades têm.

A base desta “Lei de Serviço Público” poderia ser semelhante à das Empresas que se encontram cotadas em Bolsa, onde uma omissão ou empolamentos de contas deverão ser alvo de um processo judicial, punível com prisão e proibição de estar ou colaborar, directa ou indirectamente com Serviço Público durante 10 anos, como mínimo.

Este simples pormenor faria que quando um Presidente de Câmara, um Vereador ou um outro responsável político aprovasse e assinasse as contas da sua “empresa”, pensaria directamente nas responsabilidades que lhe seriam imputadas se algo de errado existisse, no momento antes de “assinar” o relatório de actividades. Isto é, evitar-se-iam alguns casos recentes neste Concelho de Odivelas onde alguns alegam que “votaram no pressuposto” que as contas representariam a situação real do Município, ora esta intensão neste nível de Gestão não tem quaisquer razões para acontecer.

As pessoas têm de ser profissionais, é para isso que são recompensadas monetariamento, pelo que terão de ser responsabilizadas por aquilo que fazem, ou por aquilo que não fazendo está sob a sua responsabilidade. Caso contrário, como diria o povo “A culpa morre sempre solteira”.

sábado, 19 de julho de 2008

EDP: Pela taxa dos Incumpridores


Ao que chegámos! Não percebo até como é que é possível alguém ter tido uma ideia tão brilhante.
Sinceramente faz-me impressão como é que uma proposta de "pôr os tipos cumpridores a pagarem pelos incumpridores" pode ter passado num Conselho de Administração da EDP. Eu que até tenho excelente referências de António Mexia, presidente da EDP.

Ora quem se tenha lembrado desta proposta é que não deveria estar no seu perfeito juízo. Eu não compreendo mesmo o alcance que se pretendia desta proposta.

O que é facto é que este tipo de propostas não equilibra a saúde económica de qualquer empresa. Dá um claro sinal aos cumpridores para deixarem de o ser. Isto é, se se pensar que se não se pagar, alguém pagará por ele, então porquê pagar, que venha alguém e o faça.

Ninguém no seu perfeito juízo entende o porquê desta proposta. O incentivo para o não pagamento passa a ser maior e compensador.

Neste momento não sei qual o estado desta proposta, mas só espero que alguém veja o disparate que se estaria a fazer.

Estar na Oposição é apresentar Alternativas (Positivas)


Recentemente ouvi Manuela Ferreira Leite a dizer algo do género: "Não se espere que o PSD vá apresentar propostas, pois nós não somos Governo!". Bem, se é assim então para que serve uma oposição? Para esperar que os Governos caiam de maduro?

Não tenho nada a ver com o partido de Manuela Ferreira Leite, nem menos ainda de José Sócrates, mas entendo que os Partidos da Oposição para além de estarem atentos a denunciarem o mau trabalho dos Governos, a dar os parabéns ao bom trabalho do Governo, devem acima de tudo apresentar-se como alternativa a fazer melhor. E isso só é possível apresentando novas soluções a desafios ou problemas que surjam.

Se de Luis Filipe Menezes se dizia que falava de mais, de Manuela Ferreira Leite parece que quer falar de menos.

Assim, não vai longe. A imagem que pretende passar de rigor cai pela base, pois rigor é discutir, rigor é propôr, rigor é exigir. Quem não o faz, não é respeitado.

O não dizer ou fazer nada faz-me lembrar os tempos de António Guterres, ou como o Povo costuma dizer: "Mais vale uma má decisão, do que uma não decisão"!

Frente Ribeirinha de Lisboa: Um projecto ou mais um colapso?


Foi hoje conhecido o novo líder do Projecto da Frente Ribeirinha de Lisboa: Biancard da Cruz. Não conheço o seu trabalho passado, só espero que faça bem o do futuro.

O "bater com a porta" do projecto por parte de José Miguel Júdice sem nada explicar mostra que algo vai mal por aquelas bandas. Prováveis pressões urbanísticas e de re(des)ordenamento do território podem ser algumas das razões.

Acima de tudo o que espero é que aquela área seja verdadeiramente requalificada, com uma reorganização quer das necessidades portuárias que Lisboa tem, quer do restabelecer de uma vida nova ambiental do mais moderno que exista.

Se passarmos meramente contentores para outro local e mais prédios surgirem para a frente ribeirinha, então mais uma vez se desperdiçam oportunidades que muitos dos nossos autarcas têm feito. A ambição financeira nas autarquias tem sido uma regra, e não a excepção, ao invés de se procurar elevar o nível, colocam-se mais e mais andares, mais e mais prédios próximos uns dos outros, jardins municipais que passam a canteiros municipais, apenas para se ter umas quantas receitas adicionais.

Assim, e neste caso da Frente Ribeirinha de Lisboa, peço ao Arquitecto Biancard Cruz que não deixe que valores monetários se sobreponham aos valores humanos e ambientais.

Parque das Nações: Uma Freguesia que deve existir


A Expo 98 foi um sucesso a vários níveis: evento internacional de promoção e divulgação de Portugal, capacidade de unir e movimentar várias populações mundiais, bem como recuperação de uma das maiores áreas degradadas da cidade de Lisboa.

Hoje entra-se na zona do Parque das Nações e percebe-se que uma enorme vida existe naquela área. Zonas habitacionais, empresariais e de lazer estão integradas de uma forma que não é normal em Portugal. Eventualmente o número de construções esteja demasiado profunda, mas é um facto que a área do Parque das Nações é um exemplo do melhor que se pode querer de Qualidade de Vida em Cidades Urbanas.

Naturalmente que não são só coisas boas, mas estas ainda continuam a prevalecer perante o que de menos bom existe.

Actualmente o Parque das Nações movimenta já vários milhares de pessoas diariamente, não só os que habitam, mas também os que vão para lá trabalhar.

Existe contudo um ponto que não ajuda quem lá vive e quem lá trabalha, isto é, o facto daquela área estar dividida em dois Concelhos (Lisboa e Loures). Este "pequeno" factor faz com que haja sempre alguma discussão de investimento, etc. Se se falar com a população, percebe-se que a criação de uma Freguesia que englobasse toda a área seria uma solução bem viável e de salutar por todos, pois as pessoas da Expo acabam por se sentir desligadas dos concelhos de Lisboa e Loures, principalmente o de Loures que nada investe na área.

Que se crie a Freguesia do Parque das Nações, a população agradece. Certamente se alinhará uma visão e alinhamento do território único do ponto de vista administrativo.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Nuclear: Talvez, Obrigado


Esta é uma matéria que confesso não ter opinião definida.

Para mim, o mais importante é que se discuta.

Naturalmente que os lobbies procurarão influenciar ao máximo os seus interesses e pontos de vista.

A discussão deve ser feita sem problemas, mas que se faça com civismo, racionalidade e sem problemas dogmáticos como a discussão dos anos 80.

Há como em tudo, situações a favor e contra.

A questão de que o Nuclear é perigoso, é um facto, mas também é um facto que a poucos kms da nossa fronteira existem Centrais Nucleares, pelo que dizer que em Portugal não, porque é perigoso, quanto a mim só por isso é fraco. É uma espécie de discurso de "eu não quero o caixote do lixo na minha rua, mas se for a na rua do vizinho já não faz mal".

Mas, também é verdade que em Portugal os ventos, as marés e o sol são elementos abundantes em Portugal e que potenciam a utilização dessas Energias Renováveis.

Que se faça a discussão!

Procura e Compra.com: Novo Site de Vendas em 2ª Mão


Foi lançado este ano um novo site inovador de Classificados de bens e serviços de 2ª mão. Segundo os responsáveis do projecto ProcuraeCompra.com a iniciativa surgiu para tentar aproveitar «uma oportunidade existente no mercado de não haver um brand sólido, inovador, actual e reconhecido nos classificados online».

O mercado de segunda mão está cada ve mais baseado numa lógica de colaboração entre comunidades, ou como explicam, «procurar que aqueles bens guardados na garagem e que nunca mais sejam utilizados, possam ser úteis para outras pessoas».

Através de «uma ferramenta simples e de fácil utilização, para comprador e anunciante», o site cria «um método rápido e eficaz de advertising e venda».

Apresentando soluções diferentes para se adequar aos perfis de quem compra e vende artigos, bem como dar a possibilidade de contacto imedi o site tem diversas categorias como Antiguidades, Automóveis, Imobiliário, Desporto, Música ou Electrónica.

Portugal: Há que ter visão para ultrapassar a crise


A Crise Económica está aí, se é que alguém ainda tem dúvidas.

Nestes momentos o típico é que a histeria se instale no seio da nossa comunidade. O pessimismo começa a reinar, ou não fossemos portugueses.

A minha visão é que temos de ser realistas, admitir a dificuldade do momento, mas pensar que há um caminho para a frente que tem de ser ultrapassado.

Portugal deve apostar naquilo que tem de bom, estruturar as suas bases de sustentação e pensar onde podemos ganhar vender os nossos produtos dado que derivado à nossa dimensão ser pequena para ser sustentável no mercado global.

Assim, na minha opinião o país necessita principalmente de apostar a 3 níveis nas empresas:
- Identificar que dada a nossa dimensão há que trabalhar mais e melhor em termos de produtos e serviços disponibilizados. Isto é, dar qualidade, a era do barato não faz sentido. ;
- Dar incentivos (fiscais e de financiamento) para a produção dos produtos e serviços residir em Portugal;
- Criar melhores mecanismos de marketing a vários níveis, através de organismos como a AICEP, para definir o quê, quando e onde promover os produtos e serviços nacionais no estrangeiro, pois a dimensão do mercado nacional não permite às empresas portuguesas conseguirem suportar a concorrência que vem do estrangeiro e então ou ganham dimensão (financeira) ou têm a tendência a "morrer" ou serem absorvidas;

O Governo deve definir quais as 5 áreas principais de aposta nacional, aquelas que se pretende que Portugal seja conhecido no estrangeiro. Algumas sugestões: Turismo, Tecnologias de Informação, Vestuário, Calçado, Vinhos.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Outsourcing de Marketing para TI - conceito Inovador em Portugal


O ano passado foi lançado em Portugal, através da Outmarketing um conceito inovador para o mercado das TI, o do outsourcing do departamento de Marketing especializado a estas empresas.

Este é um conceito existente no mercado europeu e americano e que tem tido enorme sucesso.

Considero este conceito muito interessante, pois um dos principais problemas das empresas de TI portuguesas não é o de não ter bons produtos, mas é o de não conseguir "produtizar" e comunicar o que têm de bom.

A inovação TI e as empresas TI existem em Portugal e são muito boas, é por isso que este conceito é fundamental para apoiar precisamente o sucesso das empresas cá dentro e lá fora.

Portugal – um País com Futuro ?


O mercado global tornou-se cada vez mais competitivo. Portugal necessita de estar cada vez mais preparado para se adaptar aos futuros desafios, não só europeus, mas acima de tudo, mundiais. Para se diferenciar e ganhar competitividade, as apostas na Ciência, na Inovação e no avanço Tecnológico, são Fundamentais.

Inovação
É o impulso fundamental que coloca e mantém em movimento o motor da economia” – Joseph Schumpeter (Economista do Séc. XX)

Conforme esta citação, há que promover a inovação, é com ela que a economia pode sair do seu estado de equilíbrio ou de estagnação, situação actualmente vivida por Portugal, e entrar em novas fases de expansão.

O Estado Português tem como responsabilidade o fomento da inovação e da criatividade nas empresas, pelo menos em dois níveis: ao nível fiscal e ao nível do apoio ao empreendorismo.

Do ponto de vista fiscal, a recente lei nº40/2005 – SIFIDE, Sistema de Incentivos Fiscais em Investigação e Desenvolvimento Empresarial, é um bom princípio, contudo o mercado empresarial português necessita de mais do que cerca de 20% dos custos nessas áreas de I&D. O Governo deve ter um papel ainda mais fundamental a este nível, fortalecendo o factor fiscal conjugando com o papel de promoção de Centros de Investigação com o combate à desertificação no Interior do País, ao nível de Incentivos sobre as contribuições por colaborador das empresas envolvidos directamente nos Centros de I&D, entre outras áreas.

Em termos de promoção do empreendorismo, devem-se criar propostas mais competitivas na área de criação favorável de Empresas de Financiamento de Projectos, bem como aumentar e optimizar os programas de incentivos à criação de novas empresas de índole tecnológica, por forma a promover os projectos criativos portugueses. Não há que ter receio de arriscar em projectos, conforme é conhecido no mercado empresarial, por exemplo, nos Estados Unidos em 10 novos projectos, 8 falham, contudo os 2 resultantes dessa aposta são factores de enriquecimento do país e do mercado mundial. É esta teoria que o Governo tem a responsabilidade de promover.

O Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) 2007-2013 tem como prioridade importante, o reforço na competividade das empresas que se encontram no mercado internacional, estando assim a actuar no mercado global. Referir, uma vez mais, que hoje as empresas actuam no mercado global e não no mercado nacional. Aquelas empresas que pretendem estar apenas no mercado português, estão certamente condenadas, pois as tecnologias, as inovações tendem cada vez mais a aproximar mercados longínquos como China, Índia, Austrália, EUA, Brasil, etc., pelo que há a necessidade de criação de Programas Quadro de Incentivos à Inovação das Empresas que apostem claramente na Internacionalização.



Ciência

A nível da Ciência existem pelo menos dois pontos, onde precisamos de ter propostas inovadoras:
fomento das Parcerias Empresas e Universidades;
na capacidade de retenção de quadros científicos no nosso país;

A Inovação e Ciência andam muitas vezes interligadas. É por isso, que a ligação mais próxima das Universidades com o mundo empresarial poderá ser um gerador de mais e melhores produtos e serviços, potenciando também a criação de processos inovadores para o mercado global. A este nível de propostas há que permitir um maior grau de ligação das empresas, nomeadamente com o patrocínio de estudos directos nas Universidades pelas empresas, fazendo com que parte ou a totalidade do departamento de I&D das nossas Empresas (e estrangeiras), estejam nas próprias Universidades.

O outro ponto, tem a ver com a necessidade de criar condições para que “a ciência resida” em Portugal. É hoje conhecido que a Emigração Portuguesa é cada vez mais de quadros qualificados e de alta qualidade, nomeadamente na área científica. Este é um desafio de Portugal, o de conseguir dar as mesmas ou melhores condições a essas pessoas que hoje se encontram noutros países. É com eles que deveremos contar para potenciar não só o valor das nossas empresas, como melhorar as áreas de Investigação e Desenvolvimento das Universidades. A criação de condições está, por exemplo, na criação de regras iguais a todas as Universidades para os concursos de contratação de Professores e Investigadores, evitando discrepâncias de procedimentos. Actualmente existem inúmeros Portugueses a serem financiados pela FCT (Fundação Ciência e Tecnologia) para estudarem e criarem formações académicas e currículos científicos de excelência, contudo são poucos os que regressam, pois continuam a não ter oportunidades de obterem emprego nas nossas Universidades. Este processo tem de ser revisto, nomeadamente com a criação de protocolos com estes Portugueses que lhes permita voltar após a finalização desses mesmos estudos.


Plano Tecnológico - eGovernment

Em primeiro lugar, há que assumir que o Plano Tecnológico tem tido efeitos práticos importantes na sociedade portuguesa, em particular na forma como o cidadão interage com o Estado. A maior crítica sobre o Plano Tecnológico não está assim ao nível funcional e estratégico, está essencialmente na execução dos programas planeados, não só do ponto de vista de Acompanhamento, como também na definição de prioridades e implementações. Estas são as grandes falhas, isto é, a capacidade de actuar do Plano Tecnológico e do Governo Socialista.

Tendo o Plano Tecnológico sido uma das principais bandeiras deste Governo, há que exigir a definição clara dos Projectos Previstos com tempos definidos, utilizando principalmente o recurso a parcerias com empresas portuguesas e o recurso a tecnologias standard e abertas ao serviço do cidadão. Este Governo socialista prepara-se para apresentar com grande pompa no final dos 4 anos de mandato, um conjunto alargado de iniciativas que terão certamente um valor acrescentado ao Cidadão, contudo há que antecipar um conjunto de programas que não estão a ser realizados e orientados aos Processos do Cidadão.

Assim, tal como a Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade de Informação (APDSI) refere em alguns documentos públicos, nomeadamente no documento “O PRACE e a Governação da Sociedade de Informação – 3ª Posição do Grupo de Alto Nível da APDSI” de 18 de Outubro de 2006, que “O débil desempenho da Administração Central do Estado é considerado uma das causas mais importantes para a falta de competitividade do país.” e “Muitas promessas foram feitas para poucas realizações, persistindo o país numa posição pouco favorável no nível de construção da Sociedade da Informação.”

O PRACE (Programa de Reestruturação da Administração Central) sem uma Organização fundamentada e baseada em Arquitectura de Informação e de Processos, manterá as ineficiências hoje em dia existentes. É com a criação de propostas de interligação de processos internos aos Ministérios e vocacionados ao Serviço ao Cidadão, que o Plano Tecnológico poderá desencadear um aumento da eficiência do Estado e, consequentemente, da competitividade do País.

Os Programas das Regiões Digitais encontram-se neste momento ineficientes, com uma discrepância de objectivos, planeamentos, atrasos, incompatibilidades tecnológicas e pouca capacidade de serviço ao cidadão. Há que retomar o processo com liderança, caso contrário, à excepção de uma mão cheia de Regiões Digitais, em 2010 teremos os Governos Locais incompatíveis com o Governo Nacional e aí será tarde de mais. A Assembleia da República tem de acompanhar e fiscalizar estes Programas das Regiões Digitais, impondo datas e responsabilidades.

Em jeito de conclusão, a Competitividade de Portugal necessita de futuro sustentado e esse futuro passa certamente pela capacidade de Inovar e de potenciar as redes internas entre as Empresas (Mundo Real) e as Universidades (Mundo Científico).

Odivelas: Onde está o SMAS Odivelas?


Nas últimas eleições autárquicas de 2005, um dos debates que mais discussão deu foi o tema da divisão do SMAS Loures em dois (Odivelas e Loures), o SMAS Loures ter uma gestão conjunta com o município de Odivelas, e mesmo uma parceria público-privada.

De lá para cá, da gritaria e "guerra de palavras" entre os vários partidos, passou-se ao silêncio e ao abafar da situação para ver se ninguém mais se lembra do caso.

Neste momento, não se sabe a quantas anda. Sabe-se que houve uma tentativa de mediação por parte da Secretaria de Estado da Administração Local, que pelos vistos em nada deu.

Mas afinal onde anda esta discussão? Não compreendo a quem interessa não discutir o tema. À População do Concelho de Odivelas não interessa de certeza.

Portugal: Rendimento Mínimo e Dá-me uma Casa



Sempre fui contra os Rendimentos Mínimos ou Rendimentos Sociais de Inserção, independentemente da forma como queiram colocar a questão.

Considero que estes tipos de apoios incentivam não a Inserção Social, mas a Exclusão Social. Incentivam o não trabalhar e a não produção.

Digo por vezes, em jeito de brincadeira a sério, que todos devemos contribuir para o nosso PIB, e é isso mesmo. Se não incutirmos no espírito das pessoas a necessidade de ir "buscar mais", então a Cultura é a do "encosto". Se não despertarmos o engenho e o intelecto, então a Cultura é a do "mais fácil".

As pessoas têm naturalmente direito ao seu mínimo de dignidade, mas também têm deveres perante a sociedade.

Hoje nos jornais fico estupefacto quando vejo que 90% dos moradores de um Bairro Social têm o famoso Rendimento Mínimo, mas por outro lado vejo-os aos tiros, isto é, têm dinheiro para comprar armas (é para isto que vão os meus impostos?). Fico ainda mais estupefacto quando num ápice, e com o intuito de terem mais casas, aparecem como por milagre o dobro das famílias que estavam registadas.

Estes são alguns dos exemplos típicos (cada vez mais generalizados) de como resolver situações supostamente problemáticas, isto é, quem se diz coitadinho (que do que me é dado a observar não são) está a desbaratar o dinheiro dos meus impostos sem contribuir para o país.

Talvez numa visão fria no que se refere a questões sociais, na vida empresarial pensa-se no Retorno do Investimento. Para estes casos, o Retorno do Investimento é sempre negativo e com políticas destas afundará no poço do negativo para sempre, com tendência a aumentar!

Eu quero saber para onde vão os meus impostos e, quando vejo situações destas, verifico que ele não está a ser bem aplicado!

terça-feira, 15 de julho de 2008

Portugal: Cultura da Facilidade


Cultura de futuro para Portugal: "A vida não tem dificuldades, são só facilidades!".

Esta é a mensagem de ordem que ao longo de vários anos se tem fomentado no Sistema Educativo Português. Evitar melhorar a qualidade e o nível de inteligência é a palavra de ordem.

O problema é que a Educação é um dos alicerces do futuro de um País. Se não se prepararem os jovens para desafios, para dificuldades, para a competitividade tornam-se os futuros responsáveis e dirigentes do país como fracos, moles e sem capacidade de pensar. Em conclusão, cria-se um País fraco, mole e amorfo.

Com isto não quero dizer que se deve colocar os jovens nos campos dos Rangers ou Comandos.

Quero dizer que se deve elevar a fasquia no nível de dificuldade do Ensino. O factor humano é avesso às dificuldades, pelo que normalmente coloca a fasquia por baixo, não se promovendo a Meritocracia e o elevar do nível de discurso.

O caso dos resultados dos Exames Nacionais deste ano é paradigmático deste discurso.

Como ficam aqueles alunos que foram dedicados, que se esforçaram, que são realmente excelentes no Ensino? Qual o sinal que se está a dar? Basicamente a criar um discurso de que não vale a pena esforçarem-se, pois nas provas finais o que interessa é passar.

O ensino está-se a transformar como que uma espécie de prova de atletismo, onde o corredor que está mais bem preparado e vai ganhar a prova, quando chega aos últimos metros lhe dizem para esperar pelos outros, por forma a ficarem todos perto uns dos outros para não parecer muito mal, para não parecer que há uns coitadinhos que não correm tão bem e todos batermos palmas quando todos cortarem a meta. Fica mais bonito na fotografia que no pódio, que não haja nem 2º, nem 3ºs lugares e fiquem todos em primeiro lugar. O que aconteceria ao atletismo? Morreria. Deixaria de se procurar bater sempre os recordes e não haveria competição.

A competição saudável no Ensino, bem como na Sociedade, é o que faz evoluir. É com a competitividade que as pessoas são obrigadas a fazer melhor, que as empresas são obrigadas a inovar e que o País evolui.

Deixemo-nos de ser o "Clube dos Bons Rapazes", do Politicamente correcto. Eu quero Portugal competitivo e não consigo compactuar com esta cultura de facilitismo.