terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O Mea Culpa, o Volte Face ou a Estocada Final

(texto publicado no Jornal Online - Odivelas.com)
Ano de 2010, 2011 quase a chegar. Portugal, um país com oportunidades, mas sem esperança de quem nos dirige. O cansaço é notório. As atrapalhações sucedem-se. O batimento cardíaco do país é cada vez mais espaçado, como de alguém que está em coma. Mas será que há forma de mudar?

Sim! Há forma de o fazer. Aliás não uma, mas 10 milhões de formas de o fazer.

Mas, o primeiro passo naturalmente tem de ser dado pelo Governo que deve falar verdade e parar alguns minutos/dias para pensar de forma estruturada e não casuística. O zigue zague tem sido uma constante, sem uma linha orientadora.

Lembro-me de ter lido um livro sobre gestão estratégica que indicava uma forma fácil de verificar se uma empresa estava bem alinhada ou não. A primeira forma, e mais fácil, seria entrar nos escritórios da empresa e ver se as pessoas andavam a correr de um lado para o outro, a gesticular, a falar alto, numa espécie de corrupio sem grande sentido. Isto era um claro sinónimo de uma empresa desorientada e sem estratégia definida. Pois bem, é assim que anda o Governo actualmente.

Apesar deste Governo não ser oriundo do meu partido, considero que apesar do que se diz por aí, ainda pode dar a volta por cima. Mas a “janela da oportunidade está-se a fechar”. Tem uma oportunidade para fazer. Não é fácil, mas deve-o fazer. A oportunidade é mudar rapidamente o rumo da sua gestão. O actual Primeiro Ministro Sócrates tem fazer uma espécie de “mea culpa” (algo complicado para ele, dada a sua natureza) e mudar a sua equipa governamental, assumindo a sua liderança e a garantia de um governo de uma só voz. Sem isso, está condenado ao que muita gente diz, isto é, está condenado a ir a eleições após as presidenciais. Assim, ou consegue desde já fazer um volte face político, que em tempos já nos habituou, ou estamos de facto perante um declínio amargo e muito prejudicial ao nosso país.

E a questão coloca-se depois em saber se a alternativa Passos Coelho é suficientemente positiva e encorajadora para restabelecer os níveis de confiança no país. Eu tenho grandes dúvidas se o PSD estiver sozinho no governo, e não é por ser do CDS, mas por considerar que as máquinas partidárias base do PSD e PS se assemelharem muito. A corrida ao lugar, de quem já há muitos anos anseia por essa oportunidade, pode trazer mais alguns desvarios, maior despesa pública e menor responsabilidade. É por isso, que a este nível, também Portugal deve ser capaz de elevar a sua maturidade política e assumir de forma natural as coligações governamentais, como um facto normal e como um garante de estabilidade. Não sou ingénuo em pensar que as coligações não têm os seus “males”, mas considero que são menores do que um governo com um partido em maioria. Apesar de tudo há sempre um “controlo de um sobre o outro”. Talvez estejamos nesta situação, porque o PS não assumiu uma clara posição de querer uma coligação, pensando que seria fácil governar em minoria. Que este estágio político sirva de crescimento político em Portugal.

Em jeito de conclusão para este meu primeiro texto para o Odivelas.com, direi que ou Sócrates muda o rumo rapidamente e põe-se novamente nas “rédeas e comando” da sua equipa, ou será um definhar até à estocada final em sessão pública. A estratégia de Passos Coelho actualmente está bem estruturada, que é de estar agora “sem nada dizer” esperando pelo definhamento do Governo. Nada fazer e nada dizer, continuando pelo esperar do contínuo erro do adversário. Só espero que tenha a capacidade e responsabilidade suficientes de não cometer os mesmos erros do Governo actual.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Livro Recomendado: Sair da Microsoft para Mudar o mundo

A minha última leitura, e para quebrar as leituras do contexto da gestão, foi sobre a Room to Read (www.roomtoread.org).
John Wood que sai de uma carreira de sucesso na Microsoft para se dedicar de alma e coração à criação da fundação Room to Read que promove a criação de escolas, bibliotecas, salas de informática, etc.... em países carenciados: Nepal, India, Sri Lanka, Camboja. etc.

Este é um exemplo que todos temos um papel importante na criação de um mundo melhor.
Recomendo o livro:
"Leaving Microsoft to Change the World: An Entrepreneur's Odyssey to Educate the World's Children"

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Plataforma portuguesa Outsystems no Top20 de Aplicações Cloud e SaaS

E no top 20 de Aplicações para Cloud Computing e SaaS providers aparece a plataforma de desenvolvimento Outsystems (em 4º lugar!!). Bom trabalho por mais esta semente da equipa do Paulo Rosado. É sempre bom ver produtos portugueses nos melhores mundiais. É mais um exemplo de que tecnologicamente podemos ser dos melhore...s e temos "cérebro" para isso, basta sermos organizados e objectivos, pois criativos ninguém dúvida (o famoso "desenrascanço" português")!

 Ver Notícia em:Top 20 Apps for Business: Have You Heard of These Services?

"GetApp.com has prepared a top 20 list of business applications from cloud computing and SaaS providers. It's a list that you would expect to see represented by companies .."

terça-feira, 13 de julho de 2010

LISS: 1ª Edição de Curso ISO 20000 Foundations


Depois do contínuo sucesso dos cursos de ITIL, a LISS irá ter a 1ª Edição do Curso de ISO 20000 Foundations nos próximos dias 14,15,20 e 22 de Outubro (pós-laboral).

Custo 725€.

Condições especiais para Alunos, Antigos Alunos e Colaboradores de Parceiros LISS

Veja detalhes em: http://liss.ulusofona.pt/index.php/iso-20000-fundations

Qualquer dúvida contacte-me rui.ribeiro@ulusofona.pt

quarta-feira, 23 de junho de 2010

LISS: 5ª Edição de Curso de ITIL V3 Foundations

A LISS irá ter a 5ª Edição do Curso de preparação para Certificação ITIL nos próximos dias 15,16,17,21,22 e 24 de Setembro de 2010.

Custo 810€.

Condições especiais para Alunos, Antigos Alunos e Colaboradores de Parceiros LISS

Veja detalhes em:
http://liss.ulusofona.pt/index.php/cursos/169-itil-information-technology-infrastructure-library


Qualquer dúvida contacte-me rui.ribeiro@ulusofona.pt

terça-feira, 20 de abril de 2010

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A Importância dos Sistemas de Informação na Competitividade Empresarial

(Artigo publicado da Edição SOL de 12 de Fevereiro de 2010 - http://www.sol.pt/)
(ver print de artigo)

Este artigo pretende identificar conceitos e pontos críticos de sucesso para as organizações ao nível do papel que os Sistemas de Informação (SI) podem ter na tomada de decisões de negócio. Não pretende dar regras de implementação, nem algoritmos estritos de execução. Trata-se por isso de um artigo de identificação e de análise, em virtude da experiência que tenho tido em implementações de SI. Todas as implementações são dependentes do contexto organizacional em que se encontram, contudo existem diversos factores críticos de sucesso comuns nas várias implementações de Sistemas de Informação.

1- A importância da Competitividade Empresarial
O mercado empresarial encontra-se hoje num ritmo de desenvolvimento e de agressividade competitiva que nunca existiu. Este facto obriga a um dinamismo elevado a vários níveis, pois já não basta ser eficaz, é fundamental ser eficiente e gerar novos negócios. É por isso que a modernização das empresas é cada vez mais um desafio para todas as direcções empresariais. Quem não o fizer de forma contínua e constante, neste mercado global, está condenado a desaparecer naturalmente da “cadeia alimentar” empresarial, à semelhança do que ocorre na teoria descrita por Darwin relativamente à sobrevivência das espécies.

O aspecto crítico construtivo de como se questiona internamente e de forma constante se “estamos a fazer bem?” ou “onde podemos melhorar?” é crucial para essa auto-análise da vida em qualquer organização, a qual se deseja com futuro.

A evolução e modernização passam por formas mais optimizadas e ágeis de melhorar os processos internos, bem como criar constantemente novos produtos e serviços capazes de alavancar, ou potenciar, esse ciclo de inovação necessário à constante presença (e liderança) de mercado.

Esta agilidade e velocidade de reacção que as empresas necessitam de ter, estão hoje centradas na sua base na existência de um forte suporte de Sistemas de Informação, capazes de dotar a empresa com uma infra-estrutura que não estranguloe os actuais e os novos desafios de negócio. Acima de tudo, os Sistemas de Informação já não são um acessório, são claramente uma peça do motor de produção das organizações.

A preocupação em ser ágil é também um aspecto crítico na competitividade. Uma empresa ágil é aquela que está mais apta a reagir ao “desconhecido”, ao factor competitivo que não é esperado, à concorrência mais agressiva e capaz de elevar os níveis de competitividade a padrões mais elevados em vários segmentos de mercado.

Na gestão da competitividade da empresa o saber identificar entre o que é Estratégico e Operacional e entre o Prioritário e Urgente são elementos chave. O papel do líder de Sistemas de Informação (CIO – Chief Information Officer) é de extrema importância na organização, pois as suas características profissionais têm de lhe permitir identificar qual a plataforma ou solução aplicacional que é urgente ou prioritária para o negócio. Se não o souber, o CIO coloca em risco os timings da empresa e da sua sobrevivência no mercado.

O aspecto crítico dos Sistemas de Informação encontra-se cada vez mais a este nível, isto é, saber que as empresas já não funcionam sem tecnologia, mas acima de tudo, saber que as empresas não são competitivas se não houver uma visão clara de Sistemas de Informação. É por isso que a competitividade da empresa está aliada não só aos processos de liderança naturais dos seus gestores de topo, mas também à assertividade e visão empresarial de quem lidera os Sistemas de Informação.

2- O Plano Estratégico de Sistemas de Informação e o Alinhar com o Negócio

A primeira regra chave na organização, e para infelicidade dos “informáticos”, é compreender que quem lidera a empresa são as áreas de negócio e não os Sistemas de Informação. Contudo, há a salientar que o papel dos SI hoje é de ser parceiro estratégico de negócio, isto é, tem de ter um papel proactivo na indicação das reais capacidades de execução (tecnológica) perante os desafios de negócio que são colocados na organização. Uma das preocupações, do CIO, será de antecipar desafios de negócio e por isso tem de ter sempre consciência do próprio grau de maturidade da organização na adopção de Sistemas de Informação. O ter uma visão clara dos SI a 4 ou 5 anos é um dos alicerces para a melhor Gestão da Mudança e do alinhar com o Negócio, dado que permite ter o aspecto crítico de saber onde se está e para onde se quer ir, tendo uma visão transversal à organização, quebrando muitos dos vícios e “quintas” que por vezes existem nas empresas.

A criação de uma Plano Estratégico de SI obriga à discussão com as unidades de negócio, obriga à definição de premissas, de objectivos a cumprir, de datas de execução e métricas de avaliação. Para todos os efeitos, este documento permite dispor de um rumo e orientações capazes de garantir o alinhamento com o que se procura em termos de negócio. Muito se pode fazer, muito se pode falar, mas a execução e o pragmatismo necessários deverão estar explícitos de forma a todos falarem a mesma linguagem.

3- Contínua Inovação

A velocidade constante de inovações de soluções tecnológicas é por vezes inacreditável. Ao nível dos Sistemas de Informação, esta contínua e constante aposta na inovação é crítica dentro das organizações, dado que a desadequação tecnológica com o emergir de novas tecnologias, por vezes completamente disruptivas perante o que existia, podem tornar ultrapassada toda a infra-estrutura de suporte tecnológico da empresa, obrigando por isso a uma constante renovação tecnológica. O Plano Estratégico de SI tem, também aqui, um papel crítico e central, pois é nele que estão definidas as arquitecturas tecnológicas chave da empresa, no qual um dos segredos está na modularidade dos sistemas e aplicações, da forma estruturada e faseada como se evolui e se inova.

Inovar é também pensar mais além que o próximo ano, é “abrir o leque de oportunidades”, é avaliar cenários e caminhos possíveis, é identificar e apostar em componentes estratégicos de Investigação e Desenvolvimento. O implementar deste princípio em colaboração e parceria com Universidades pode permitir, mais facilmente, identificar oportunidades futuras e preparar a evolução da empresa para anos vindouros. A este nível as próprias Universidades têm também de se adaptar e abrir à sociedade, deixando de ter apenas o papel teórico, transformando-se num papel mais prático e pragmático da Investigação.

De um ponto de vista mais geral de inovação, reconhecemos hoje o papel dos Sistemas de Informação em conceitos e exemplos de Web 2.0 ou Web 3.0. Estes conceitos que se orientam à forma de interacção com utilizadores, com exemplos como o YouTube, Facebook, Twitter ou outros, estão também eles a criar um conceito na inovação tecnológica e de negócio das próprias organizações, criando o conceito Enterprise 2.0. Este conceito inovador de SI permite que a empresa interna e externamente comunique, desenvolva processos e faça negócio de formas diferentes. Estas são áreas de inovação de SI que vieram para ficar, e sobre o qual as empresas se deverão dotar tecnologicamente e criar novos modelos de negócio mais abertos para reagir e actuar directamente, de forma a não serem meros espectadores de um filme que também é seu.