quarta-feira, 30 de julho de 2008

e-Escolas, e-Escolinhas: Marketing ou Preparação do Futuro?


Será que o Plano Tecnológico, os programas e-Escolas (e inhas) são puros trabalhos de Marketing deste Governo ou é um trabalho necessário para iniciar um processo de preparação da população para o futuro ainda mais digital?

Eu não sou nada adepto deste Governo, mas considero que esta área de aposta é talvez a melhor linha estratégica do Governo e, é por isso, que aceito completamente o Marketing que é utilizado para promover cada passo, mini-passo ou mega-passo nos programas ligados ao Plano Tecnológico.

Considero que, independentemente de alguns erros que se têm cometido no Plano Tecnológico, estes são passos necessários que o Governo está a dar, para bem do País a Médio e Longo Prazo. Se prepararmos a vários níveis a população (desde a juventude, inovação, mercado empresarial), Portugal terá mais possibilidades de se notabilizar neste mercado Global.

Assim, façam o Marketing que fizerem, com mais ou menos holofotes, mas façam-no muitas vezes, pois é sinal que mais Programas de Inovação, de Investimentos, etc. estarão a ser preparados. Mesmo que mais de 50% fiquem pelo caminho, dos outros 50% ou menos alguns irão demonstrar as qualidades dos "cérebros" portugueses.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Responsabilidade na Política e dos Políticos


Sobre este tema muito se fala, muito se promete e aparentemente poucos o fazem.

É por isso que considero que se deveria definir uma espécie de Código de Ética ou Lei de Serviço Público.

A realidade é que as coisas não podem continuar assim!

Quem serve o bem público, deve saber que não pode estar acima de qualquer lei. Deve ter a consciência que, para além de ser o seu trabalho, do seu trabalho depende o país. E, por isso, não estão a trabalhar no presente, estão a trabalhar no futuro de uma nação.

Se os funcionários públicos, eles próprios têm responsabilidades directas na prestação de serviço de qualidade aos cidadãos, os líderes de Departamentos, os Autarcas e Governantes, tanta ou mais responsabilidades têm.

A base desta “Lei de Serviço Público” poderia ser semelhante à das Empresas que se encontram cotadas em Bolsa, onde uma omissão ou empolamentos de contas deverão ser alvo de um processo judicial, punível com prisão e proibição de estar ou colaborar, directa ou indirectamente com Serviço Público durante 10 anos, como mínimo.

Este simples pormenor faria que quando um Presidente de Câmara, um Vereador ou um outro responsável político aprovasse e assinasse as contas da sua “empresa”, pensaria directamente nas responsabilidades que lhe seriam imputadas se algo de errado existisse, no momento antes de “assinar” o relatório de actividades. Isto é, evitar-se-iam alguns casos recentes neste Concelho de Odivelas onde alguns alegam que “votaram no pressuposto” que as contas representariam a situação real do Município, ora esta intensão neste nível de Gestão não tem quaisquer razões para acontecer.

As pessoas têm de ser profissionais, é para isso que são recompensadas monetariamento, pelo que terão de ser responsabilizadas por aquilo que fazem, ou por aquilo que não fazendo está sob a sua responsabilidade. Caso contrário, como diria o povo “A culpa morre sempre solteira”.

sábado, 19 de julho de 2008

EDP: Pela taxa dos Incumpridores


Ao que chegámos! Não percebo até como é que é possível alguém ter tido uma ideia tão brilhante.
Sinceramente faz-me impressão como é que uma proposta de "pôr os tipos cumpridores a pagarem pelos incumpridores" pode ter passado num Conselho de Administração da EDP. Eu que até tenho excelente referências de António Mexia, presidente da EDP.

Ora quem se tenha lembrado desta proposta é que não deveria estar no seu perfeito juízo. Eu não compreendo mesmo o alcance que se pretendia desta proposta.

O que é facto é que este tipo de propostas não equilibra a saúde económica de qualquer empresa. Dá um claro sinal aos cumpridores para deixarem de o ser. Isto é, se se pensar que se não se pagar, alguém pagará por ele, então porquê pagar, que venha alguém e o faça.

Ninguém no seu perfeito juízo entende o porquê desta proposta. O incentivo para o não pagamento passa a ser maior e compensador.

Neste momento não sei qual o estado desta proposta, mas só espero que alguém veja o disparate que se estaria a fazer.

Estar na Oposição é apresentar Alternativas (Positivas)


Recentemente ouvi Manuela Ferreira Leite a dizer algo do género: "Não se espere que o PSD vá apresentar propostas, pois nós não somos Governo!". Bem, se é assim então para que serve uma oposição? Para esperar que os Governos caiam de maduro?

Não tenho nada a ver com o partido de Manuela Ferreira Leite, nem menos ainda de José Sócrates, mas entendo que os Partidos da Oposição para além de estarem atentos a denunciarem o mau trabalho dos Governos, a dar os parabéns ao bom trabalho do Governo, devem acima de tudo apresentar-se como alternativa a fazer melhor. E isso só é possível apresentando novas soluções a desafios ou problemas que surjam.

Se de Luis Filipe Menezes se dizia que falava de mais, de Manuela Ferreira Leite parece que quer falar de menos.

Assim, não vai longe. A imagem que pretende passar de rigor cai pela base, pois rigor é discutir, rigor é propôr, rigor é exigir. Quem não o faz, não é respeitado.

O não dizer ou fazer nada faz-me lembrar os tempos de António Guterres, ou como o Povo costuma dizer: "Mais vale uma má decisão, do que uma não decisão"!

Frente Ribeirinha de Lisboa: Um projecto ou mais um colapso?


Foi hoje conhecido o novo líder do Projecto da Frente Ribeirinha de Lisboa: Biancard da Cruz. Não conheço o seu trabalho passado, só espero que faça bem o do futuro.

O "bater com a porta" do projecto por parte de José Miguel Júdice sem nada explicar mostra que algo vai mal por aquelas bandas. Prováveis pressões urbanísticas e de re(des)ordenamento do território podem ser algumas das razões.

Acima de tudo o que espero é que aquela área seja verdadeiramente requalificada, com uma reorganização quer das necessidades portuárias que Lisboa tem, quer do restabelecer de uma vida nova ambiental do mais moderno que exista.

Se passarmos meramente contentores para outro local e mais prédios surgirem para a frente ribeirinha, então mais uma vez se desperdiçam oportunidades que muitos dos nossos autarcas têm feito. A ambição financeira nas autarquias tem sido uma regra, e não a excepção, ao invés de se procurar elevar o nível, colocam-se mais e mais andares, mais e mais prédios próximos uns dos outros, jardins municipais que passam a canteiros municipais, apenas para se ter umas quantas receitas adicionais.

Assim, e neste caso da Frente Ribeirinha de Lisboa, peço ao Arquitecto Biancard Cruz que não deixe que valores monetários se sobreponham aos valores humanos e ambientais.

Parque das Nações: Uma Freguesia que deve existir


A Expo 98 foi um sucesso a vários níveis: evento internacional de promoção e divulgação de Portugal, capacidade de unir e movimentar várias populações mundiais, bem como recuperação de uma das maiores áreas degradadas da cidade de Lisboa.

Hoje entra-se na zona do Parque das Nações e percebe-se que uma enorme vida existe naquela área. Zonas habitacionais, empresariais e de lazer estão integradas de uma forma que não é normal em Portugal. Eventualmente o número de construções esteja demasiado profunda, mas é um facto que a área do Parque das Nações é um exemplo do melhor que se pode querer de Qualidade de Vida em Cidades Urbanas.

Naturalmente que não são só coisas boas, mas estas ainda continuam a prevalecer perante o que de menos bom existe.

Actualmente o Parque das Nações movimenta já vários milhares de pessoas diariamente, não só os que habitam, mas também os que vão para lá trabalhar.

Existe contudo um ponto que não ajuda quem lá vive e quem lá trabalha, isto é, o facto daquela área estar dividida em dois Concelhos (Lisboa e Loures). Este "pequeno" factor faz com que haja sempre alguma discussão de investimento, etc. Se se falar com a população, percebe-se que a criação de uma Freguesia que englobasse toda a área seria uma solução bem viável e de salutar por todos, pois as pessoas da Expo acabam por se sentir desligadas dos concelhos de Lisboa e Loures, principalmente o de Loures que nada investe na área.

Que se crie a Freguesia do Parque das Nações, a população agradece. Certamente se alinhará uma visão e alinhamento do território único do ponto de vista administrativo.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Nuclear: Talvez, Obrigado


Esta é uma matéria que confesso não ter opinião definida.

Para mim, o mais importante é que se discuta.

Naturalmente que os lobbies procurarão influenciar ao máximo os seus interesses e pontos de vista.

A discussão deve ser feita sem problemas, mas que se faça com civismo, racionalidade e sem problemas dogmáticos como a discussão dos anos 80.

Há como em tudo, situações a favor e contra.

A questão de que o Nuclear é perigoso, é um facto, mas também é um facto que a poucos kms da nossa fronteira existem Centrais Nucleares, pelo que dizer que em Portugal não, porque é perigoso, quanto a mim só por isso é fraco. É uma espécie de discurso de "eu não quero o caixote do lixo na minha rua, mas se for a na rua do vizinho já não faz mal".

Mas, também é verdade que em Portugal os ventos, as marés e o sol são elementos abundantes em Portugal e que potenciam a utilização dessas Energias Renováveis.

Que se faça a discussão!

Procura e Compra.com: Novo Site de Vendas em 2ª Mão


Foi lançado este ano um novo site inovador de Classificados de bens e serviços de 2ª mão. Segundo os responsáveis do projecto ProcuraeCompra.com a iniciativa surgiu para tentar aproveitar «uma oportunidade existente no mercado de não haver um brand sólido, inovador, actual e reconhecido nos classificados online».

O mercado de segunda mão está cada ve mais baseado numa lógica de colaboração entre comunidades, ou como explicam, «procurar que aqueles bens guardados na garagem e que nunca mais sejam utilizados, possam ser úteis para outras pessoas».

Através de «uma ferramenta simples e de fácil utilização, para comprador e anunciante», o site cria «um método rápido e eficaz de advertising e venda».

Apresentando soluções diferentes para se adequar aos perfis de quem compra e vende artigos, bem como dar a possibilidade de contacto imedi o site tem diversas categorias como Antiguidades, Automóveis, Imobiliário, Desporto, Música ou Electrónica.

Portugal: Há que ter visão para ultrapassar a crise


A Crise Económica está aí, se é que alguém ainda tem dúvidas.

Nestes momentos o típico é que a histeria se instale no seio da nossa comunidade. O pessimismo começa a reinar, ou não fossemos portugueses.

A minha visão é que temos de ser realistas, admitir a dificuldade do momento, mas pensar que há um caminho para a frente que tem de ser ultrapassado.

Portugal deve apostar naquilo que tem de bom, estruturar as suas bases de sustentação e pensar onde podemos ganhar vender os nossos produtos dado que derivado à nossa dimensão ser pequena para ser sustentável no mercado global.

Assim, na minha opinião o país necessita principalmente de apostar a 3 níveis nas empresas:
- Identificar que dada a nossa dimensão há que trabalhar mais e melhor em termos de produtos e serviços disponibilizados. Isto é, dar qualidade, a era do barato não faz sentido. ;
- Dar incentivos (fiscais e de financiamento) para a produção dos produtos e serviços residir em Portugal;
- Criar melhores mecanismos de marketing a vários níveis, através de organismos como a AICEP, para definir o quê, quando e onde promover os produtos e serviços nacionais no estrangeiro, pois a dimensão do mercado nacional não permite às empresas portuguesas conseguirem suportar a concorrência que vem do estrangeiro e então ou ganham dimensão (financeira) ou têm a tendência a "morrer" ou serem absorvidas;

O Governo deve definir quais as 5 áreas principais de aposta nacional, aquelas que se pretende que Portugal seja conhecido no estrangeiro. Algumas sugestões: Turismo, Tecnologias de Informação, Vestuário, Calçado, Vinhos.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Outsourcing de Marketing para TI - conceito Inovador em Portugal


O ano passado foi lançado em Portugal, através da Outmarketing um conceito inovador para o mercado das TI, o do outsourcing do departamento de Marketing especializado a estas empresas.

Este é um conceito existente no mercado europeu e americano e que tem tido enorme sucesso.

Considero este conceito muito interessante, pois um dos principais problemas das empresas de TI portuguesas não é o de não ter bons produtos, mas é o de não conseguir "produtizar" e comunicar o que têm de bom.

A inovação TI e as empresas TI existem em Portugal e são muito boas, é por isso que este conceito é fundamental para apoiar precisamente o sucesso das empresas cá dentro e lá fora.

Portugal – um País com Futuro ?


O mercado global tornou-se cada vez mais competitivo. Portugal necessita de estar cada vez mais preparado para se adaptar aos futuros desafios, não só europeus, mas acima de tudo, mundiais. Para se diferenciar e ganhar competitividade, as apostas na Ciência, na Inovação e no avanço Tecnológico, são Fundamentais.

Inovação
É o impulso fundamental que coloca e mantém em movimento o motor da economia” – Joseph Schumpeter (Economista do Séc. XX)

Conforme esta citação, há que promover a inovação, é com ela que a economia pode sair do seu estado de equilíbrio ou de estagnação, situação actualmente vivida por Portugal, e entrar em novas fases de expansão.

O Estado Português tem como responsabilidade o fomento da inovação e da criatividade nas empresas, pelo menos em dois níveis: ao nível fiscal e ao nível do apoio ao empreendorismo.

Do ponto de vista fiscal, a recente lei nº40/2005 – SIFIDE, Sistema de Incentivos Fiscais em Investigação e Desenvolvimento Empresarial, é um bom princípio, contudo o mercado empresarial português necessita de mais do que cerca de 20% dos custos nessas áreas de I&D. O Governo deve ter um papel ainda mais fundamental a este nível, fortalecendo o factor fiscal conjugando com o papel de promoção de Centros de Investigação com o combate à desertificação no Interior do País, ao nível de Incentivos sobre as contribuições por colaborador das empresas envolvidos directamente nos Centros de I&D, entre outras áreas.

Em termos de promoção do empreendorismo, devem-se criar propostas mais competitivas na área de criação favorável de Empresas de Financiamento de Projectos, bem como aumentar e optimizar os programas de incentivos à criação de novas empresas de índole tecnológica, por forma a promover os projectos criativos portugueses. Não há que ter receio de arriscar em projectos, conforme é conhecido no mercado empresarial, por exemplo, nos Estados Unidos em 10 novos projectos, 8 falham, contudo os 2 resultantes dessa aposta são factores de enriquecimento do país e do mercado mundial. É esta teoria que o Governo tem a responsabilidade de promover.

O Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) 2007-2013 tem como prioridade importante, o reforço na competividade das empresas que se encontram no mercado internacional, estando assim a actuar no mercado global. Referir, uma vez mais, que hoje as empresas actuam no mercado global e não no mercado nacional. Aquelas empresas que pretendem estar apenas no mercado português, estão certamente condenadas, pois as tecnologias, as inovações tendem cada vez mais a aproximar mercados longínquos como China, Índia, Austrália, EUA, Brasil, etc., pelo que há a necessidade de criação de Programas Quadro de Incentivos à Inovação das Empresas que apostem claramente na Internacionalização.



Ciência

A nível da Ciência existem pelo menos dois pontos, onde precisamos de ter propostas inovadoras:
fomento das Parcerias Empresas e Universidades;
na capacidade de retenção de quadros científicos no nosso país;

A Inovação e Ciência andam muitas vezes interligadas. É por isso, que a ligação mais próxima das Universidades com o mundo empresarial poderá ser um gerador de mais e melhores produtos e serviços, potenciando também a criação de processos inovadores para o mercado global. A este nível de propostas há que permitir um maior grau de ligação das empresas, nomeadamente com o patrocínio de estudos directos nas Universidades pelas empresas, fazendo com que parte ou a totalidade do departamento de I&D das nossas Empresas (e estrangeiras), estejam nas próprias Universidades.

O outro ponto, tem a ver com a necessidade de criar condições para que “a ciência resida” em Portugal. É hoje conhecido que a Emigração Portuguesa é cada vez mais de quadros qualificados e de alta qualidade, nomeadamente na área científica. Este é um desafio de Portugal, o de conseguir dar as mesmas ou melhores condições a essas pessoas que hoje se encontram noutros países. É com eles que deveremos contar para potenciar não só o valor das nossas empresas, como melhorar as áreas de Investigação e Desenvolvimento das Universidades. A criação de condições está, por exemplo, na criação de regras iguais a todas as Universidades para os concursos de contratação de Professores e Investigadores, evitando discrepâncias de procedimentos. Actualmente existem inúmeros Portugueses a serem financiados pela FCT (Fundação Ciência e Tecnologia) para estudarem e criarem formações académicas e currículos científicos de excelência, contudo são poucos os que regressam, pois continuam a não ter oportunidades de obterem emprego nas nossas Universidades. Este processo tem de ser revisto, nomeadamente com a criação de protocolos com estes Portugueses que lhes permita voltar após a finalização desses mesmos estudos.


Plano Tecnológico - eGovernment

Em primeiro lugar, há que assumir que o Plano Tecnológico tem tido efeitos práticos importantes na sociedade portuguesa, em particular na forma como o cidadão interage com o Estado. A maior crítica sobre o Plano Tecnológico não está assim ao nível funcional e estratégico, está essencialmente na execução dos programas planeados, não só do ponto de vista de Acompanhamento, como também na definição de prioridades e implementações. Estas são as grandes falhas, isto é, a capacidade de actuar do Plano Tecnológico e do Governo Socialista.

Tendo o Plano Tecnológico sido uma das principais bandeiras deste Governo, há que exigir a definição clara dos Projectos Previstos com tempos definidos, utilizando principalmente o recurso a parcerias com empresas portuguesas e o recurso a tecnologias standard e abertas ao serviço do cidadão. Este Governo socialista prepara-se para apresentar com grande pompa no final dos 4 anos de mandato, um conjunto alargado de iniciativas que terão certamente um valor acrescentado ao Cidadão, contudo há que antecipar um conjunto de programas que não estão a ser realizados e orientados aos Processos do Cidadão.

Assim, tal como a Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade de Informação (APDSI) refere em alguns documentos públicos, nomeadamente no documento “O PRACE e a Governação da Sociedade de Informação – 3ª Posição do Grupo de Alto Nível da APDSI” de 18 de Outubro de 2006, que “O débil desempenho da Administração Central do Estado é considerado uma das causas mais importantes para a falta de competitividade do país.” e “Muitas promessas foram feitas para poucas realizações, persistindo o país numa posição pouco favorável no nível de construção da Sociedade da Informação.”

O PRACE (Programa de Reestruturação da Administração Central) sem uma Organização fundamentada e baseada em Arquitectura de Informação e de Processos, manterá as ineficiências hoje em dia existentes. É com a criação de propostas de interligação de processos internos aos Ministérios e vocacionados ao Serviço ao Cidadão, que o Plano Tecnológico poderá desencadear um aumento da eficiência do Estado e, consequentemente, da competitividade do País.

Os Programas das Regiões Digitais encontram-se neste momento ineficientes, com uma discrepância de objectivos, planeamentos, atrasos, incompatibilidades tecnológicas e pouca capacidade de serviço ao cidadão. Há que retomar o processo com liderança, caso contrário, à excepção de uma mão cheia de Regiões Digitais, em 2010 teremos os Governos Locais incompatíveis com o Governo Nacional e aí será tarde de mais. A Assembleia da República tem de acompanhar e fiscalizar estes Programas das Regiões Digitais, impondo datas e responsabilidades.

Em jeito de conclusão, a Competitividade de Portugal necessita de futuro sustentado e esse futuro passa certamente pela capacidade de Inovar e de potenciar as redes internas entre as Empresas (Mundo Real) e as Universidades (Mundo Científico).

Odivelas: Onde está o SMAS Odivelas?


Nas últimas eleições autárquicas de 2005, um dos debates que mais discussão deu foi o tema da divisão do SMAS Loures em dois (Odivelas e Loures), o SMAS Loures ter uma gestão conjunta com o município de Odivelas, e mesmo uma parceria público-privada.

De lá para cá, da gritaria e "guerra de palavras" entre os vários partidos, passou-se ao silêncio e ao abafar da situação para ver se ninguém mais se lembra do caso.

Neste momento, não se sabe a quantas anda. Sabe-se que houve uma tentativa de mediação por parte da Secretaria de Estado da Administração Local, que pelos vistos em nada deu.

Mas afinal onde anda esta discussão? Não compreendo a quem interessa não discutir o tema. À População do Concelho de Odivelas não interessa de certeza.

Portugal: Rendimento Mínimo e Dá-me uma Casa



Sempre fui contra os Rendimentos Mínimos ou Rendimentos Sociais de Inserção, independentemente da forma como queiram colocar a questão.

Considero que estes tipos de apoios incentivam não a Inserção Social, mas a Exclusão Social. Incentivam o não trabalhar e a não produção.

Digo por vezes, em jeito de brincadeira a sério, que todos devemos contribuir para o nosso PIB, e é isso mesmo. Se não incutirmos no espírito das pessoas a necessidade de ir "buscar mais", então a Cultura é a do "encosto". Se não despertarmos o engenho e o intelecto, então a Cultura é a do "mais fácil".

As pessoas têm naturalmente direito ao seu mínimo de dignidade, mas também têm deveres perante a sociedade.

Hoje nos jornais fico estupefacto quando vejo que 90% dos moradores de um Bairro Social têm o famoso Rendimento Mínimo, mas por outro lado vejo-os aos tiros, isto é, têm dinheiro para comprar armas (é para isto que vão os meus impostos?). Fico ainda mais estupefacto quando num ápice, e com o intuito de terem mais casas, aparecem como por milagre o dobro das famílias que estavam registadas.

Estes são alguns dos exemplos típicos (cada vez mais generalizados) de como resolver situações supostamente problemáticas, isto é, quem se diz coitadinho (que do que me é dado a observar não são) está a desbaratar o dinheiro dos meus impostos sem contribuir para o país.

Talvez numa visão fria no que se refere a questões sociais, na vida empresarial pensa-se no Retorno do Investimento. Para estes casos, o Retorno do Investimento é sempre negativo e com políticas destas afundará no poço do negativo para sempre, com tendência a aumentar!

Eu quero saber para onde vão os meus impostos e, quando vejo situações destas, verifico que ele não está a ser bem aplicado!

terça-feira, 15 de julho de 2008

Portugal: Cultura da Facilidade


Cultura de futuro para Portugal: "A vida não tem dificuldades, são só facilidades!".

Esta é a mensagem de ordem que ao longo de vários anos se tem fomentado no Sistema Educativo Português. Evitar melhorar a qualidade e o nível de inteligência é a palavra de ordem.

O problema é que a Educação é um dos alicerces do futuro de um País. Se não se prepararem os jovens para desafios, para dificuldades, para a competitividade tornam-se os futuros responsáveis e dirigentes do país como fracos, moles e sem capacidade de pensar. Em conclusão, cria-se um País fraco, mole e amorfo.

Com isto não quero dizer que se deve colocar os jovens nos campos dos Rangers ou Comandos.

Quero dizer que se deve elevar a fasquia no nível de dificuldade do Ensino. O factor humano é avesso às dificuldades, pelo que normalmente coloca a fasquia por baixo, não se promovendo a Meritocracia e o elevar do nível de discurso.

O caso dos resultados dos Exames Nacionais deste ano é paradigmático deste discurso.

Como ficam aqueles alunos que foram dedicados, que se esforçaram, que são realmente excelentes no Ensino? Qual o sinal que se está a dar? Basicamente a criar um discurso de que não vale a pena esforçarem-se, pois nas provas finais o que interessa é passar.

O ensino está-se a transformar como que uma espécie de prova de atletismo, onde o corredor que está mais bem preparado e vai ganhar a prova, quando chega aos últimos metros lhe dizem para esperar pelos outros, por forma a ficarem todos perto uns dos outros para não parecer muito mal, para não parecer que há uns coitadinhos que não correm tão bem e todos batermos palmas quando todos cortarem a meta. Fica mais bonito na fotografia que no pódio, que não haja nem 2º, nem 3ºs lugares e fiquem todos em primeiro lugar. O que aconteceria ao atletismo? Morreria. Deixaria de se procurar bater sempre os recordes e não haveria competição.

A competição saudável no Ensino, bem como na Sociedade, é o que faz evoluir. É com a competitividade que as pessoas são obrigadas a fazer melhor, que as empresas são obrigadas a inovar e que o País evolui.

Deixemo-nos de ser o "Clube dos Bons Rapazes", do Politicamente correcto. Eu quero Portugal competitivo e não consigo compactuar com esta cultura de facilitismo.

Portugal: País de Índios e Comboys


Nestes últimos anos temos vindo a assistir cada vez mais a um aumento da criminalidade em Portugal, principalmente da criminalidade violenta.
E qual a reacção do Governo? Assobia para o lado, e actua com "pancadinhas nas costas".

Vejamos:
A) Assistimos na televisão a reportagens onde vemos várias pessoas com armas de fogo (e não eram poucas e grandes) aos tiros entre si. Comunidades ciganas e negras num bairro social (este também será um tema de um artigo mais tarde).
  • Que faz o Governo? Com receio de demonstrar quais as regras do país separa as comunidades para não perturbar a situação;
  • Mensagem que está a passar: "vá lá não se chateiem, somos todos amigos";
  • O que devia fazer: demonstrar que em Portugal existem regras de civismo e convivência entre pessoas. E, ou alinham nas regras e tudo fica bem, ou a sua acção deverá ser fortemente limitada;

B) Contínuos e mais contínuos assaltos pela moda do carjacking.
  • Que faz o Governo? Diz que está preocupado e que são actos casuísticos;
  • Mensagem que está a passar: "mais mês menos mês a moda acaba, por isso não se preocupem";
  • O que devia fazer: nos casos onde se prendem os responsáveis, em vez de os libertarem, com penas suspensas, deveriam dar penas exemplares, colocando não só na prisão os delinquentes, como também colocando-os a fazer serviços à comunidade. Só mostrando que o crime não compensa é que quem o quer fazer tem receio, caso contrário, hoje é esta a moda, amanhã será outra;

C) Julgamentos de Redes Criminosas e Prisões com Pena Suspensa Esta também é outra moda. O de levar a julgamento redes criminosas e os delinquentes terem penas suspensas de 5 anos. O que é isto? Não compreendo. Deve ser uma espécie de "portaste-te mal, por isso imagina só se levasses 5 anos de cadeia".
  • O que devia fazer: colocar os delinquentes em serviços à comunidade durante o dia. Há muitas ruas a limpar, há prédios abandonados a recuperar, etc.

Parece-me que estes temas não têm a ver com o ser de Direita ou Esquerda, mas sim um problema do País. O problema não está na sociedade, esta é como é e ou a melhoramos ou vai por aí a baixo. Ainda o Bloco de Esquerda defende que a Polícia deve andar desarmada. Imaginem o que seria a Polícia no Bairro da Quinta da Fonte no meio dos tiros. Devia ser uma espécie de Árbitro a dizer que "o tiro foi dado em fora de jogo" ou "tu não acertaste, levas cartão amarelo" ou "bem ficaste sem munições, vamos proceder a uma substituição".

Mais uma vez questiono: O que faz o Governo? ... Assobia para o lado!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Software 2.0 - Open Source: Questões e Razões para a minha Empresa

Este artigo tem por objectivo procurar dar uma perspectiva simples de algumas questões que subsistem no mercado empresarial e cada vez mais também ao nível do mercado residencial, sobre a utilização de software Open Source.
Para começar importa apresentar alguns dados de mercado:
- Hoje quem navega na Internet provavelmente realiza a maioria das suas procuras no Google, logo está a utilizar Software Open Source;
- Hoje quem navega na Internet provavelmente está a navegar num site cujo servidor de páginas Web é Software Open Source (Apache Web Server suporta mais de 60% dos sites mundiais na Internet);
- Hoje quem navega na Internet provavelmente estará a aceder utilizando uma ligação ADSL ou de Cabo, pelo que está a utilizar OpenSource, pois quase todos os modems ou routers funcionam com OpenSource;
E muitos mais exemplos se podia dar…

Há que clarificar e desmistificar um conjunto de questões que muitas vezes subsiste nos pensamentos de muitos gestores de empresas. Questões como:
- Isso do OpenSource é para empresas?
- Isso não são só umas brincadeiras de universitários?
- Mas afinal o que é isso do Open Source?
- Existe suporte às aplicações? E formação?
- Qual é o valor acrescentado que trago para a minha empresa?
Estas são algumas das primeiras questões que surgem quando se começa a abordar o tema Open Source com os gestores e decisores das empresas.

No outro lado da linha, em termos de franca utilização de plataformas OpenSource, estão por exemplo empresas líder de mercado e áreas governamentais como sejam a MorganStanley, Euronext NYSE, Vodafone, Região de Munique, Governo Francês, Governo Holandês, entre muitos, muitos outros.

Acima de tudo, e como costumo dizer “Se a banca aposta num determinado tipo de software, é porque é uma plataforma segura! A banca não quer (nem pode) perder dinheiro!”.

E voltando ao nosso assunto de procurar demonstrar que o Software OpenSource são plataformas empresariais estáveis, irei em seguida procurar responder a algumas dúvidas naturais e a questões de mais valias que estas novas tecnologias poderão trazer às empresas.

As Questões Iniciais

Questão 1 - Software Aberto = Software Gratuito?
Não! Em primeiro lugar esclarecer de onde vem esta confusão típica. Simplesmente da interpretação da palavra inglesa “Free”, tal como “Free Beer” e “Beer Free”. Isto é, o conceito que inicialmente foi dado a este género de Software foi de “Free Software”, que pretendia referir-se a “Liberdade de Escolha” e não a “Software Gratuito”. Por esta questão e naturalmente por existirem algumas tendências mais radicais de adeptos de software 100% gratuito, nasceu o conceito de Open Source, que quer precisamente referir que é Software cujo código de desenvolvimento se encontra disponível a todos.

Neste ponto não me alongo muito mais, pois existe um elevado conjunto de preceitos legais ligados a tipos de licenças deste tipo de software e de questões ligadas a propriedade intelectual que nos ocupariam certamente algumas páginas. Para quem tenha curiosidade por este tema mais legal dos tipos de licenças, aconselho o livro de A.M.S. Laurent, Understanding Open Source and Free Software Licensing, O'Reilly Media, Inc.(2004).

Questão 2 - Quem dá Suporte? E Formação?

O mercado de Software Open Source está altamente profissionalizado! Porquê? Porque as Empresas assim o exigem, isto é, se não houver um suporte empresarial ao software não poderá haver credibilidade empresarial.
Nesse sentido empresas como RedHat, SuSE, SugarCRM, Concursive, Optaros, Compiere, EnterpriseDB, MySQL, SugarCRM, Scalix, KnowledgeTree, entre muitas outras e já contei mais de 100, formaram-se para dar suporte empresarial ao software que distribuiem no mercado, aos quais as empresas subscrevem esses serviços.

Este tipo de empresas está actualmente em grande crescimento, pois o mercado cada vez mais está receptivo a este software, mas também porque um conjunto cada vez maior de Venture Capitals investe nelas, o que lhes permite também crescer em recursos e apostarem em marketing e promoção das suas soluções.

Questão 3 - Open Source quer dizer Linux? Significa que vou substituir tudo o que é Microsoft?

A resposta a estas duas questões é um “redondo” não! O Linux é um sistema operativo que foi, talvez, o primeiro grande sucesso deste processo de desenvolvimento de software Open Source e por isso ainda há este rótulo.

O Software Open Source é hoje muito mais do que software base de infra-estrutura e plataformas de redes empresariais. O Software Open Source elevou há alguns anos o seu nível de sustentabilidade de longo prazo, isto é, alcançou o nível aplicacional das empresas crescendo para soluções de CRM, ERP, Gestão Documental, Platformas Colaborativas, entre muitas outras. Com isto, o Software Open Source é utilizado pelos vários colaboradores, parceiros e clientes das empresas com os mesmos ou melhores níveis de usabilidade e de funcionalidade que as aplicações anteriores e mais tradicionais.

Por fim e em relação à questão de “Substituir tudo o que é Microsoft?”, há que referir que o software Open Source tem a vantagem de estar disponível em praticamente todas as plataformas de Sistema Operativo (Windows, Unix, Linux, Mac, etc.). Por exemplo, para quem é adepto incondicional de ferramentas de Office da Microsoft pode continuar a usá-las, porque a maioria dos CRM, Gestores Documentais, entre outros, integram perfeitamente com o MS Office. Esta é precisamente mais uma das vantagens do software Open Source, a sua interoperabilidade com o software já existente nas empresas, facilitando a sua adopção e melhorando a produtividade individual e dos processos gerais da empresa.

As Razões Iniciais

Razão 1 - A Estabilidade nos Sistemas da Empresa

Estabilidade é uma palavra-chave ao negócio. Como costumo dizer, os Sistemas de Informação devem apoiar o negócio e por isso não devem colocar dificuldades, muito pelo contrário, devem servir de potencial de criação de mais negócio.

E porquê plataformas Open Source? Porque é reconhecido que são soluções bastante estáveis e escaláveis a vários níveis. São vários os casos públicos de empresas , como o Citigroup ou o E*Trade, que após terem migrado para plataformas OpenSource tiveram anos seguidos sem quebras no nível de serviço e reduzindo custos de ambientes Unix em mais de 90%, ou outros casos onde conseguiram reutilizar e reganhando capacidade dos seus sistemas Mainframes.

Se procura estabilidade na Operação, as plataformas Open Source poderão ser uma solução. Se procura inovação e rapidez de adaptação a novas dinâmicas de mercado, então também o poderá alcançar com plataformas Open Source.

Razão 2 – Os Modelos de Negócio Open Source adaptados à Empresa

As empresas procuram garantir que não ficam “dependentes” do Fornecedor inicial de uma plataforma. O Open Source garante precisamente essa preocupação natural das empresas, isto é, garante que não só o código fonte é disponibilizado, o que permite a qualquer “um” continuar um trabalho do passado e incrementar-lhe novas e mais funcionalidades, como também garante que existem Fornecedores de Software Open Source que disponibilizam os seus produtos e serviços adaptados à realidade empresarial.

Assim, existem várias empresas que procuraram criar formas de responder às várias necessidades de mercado, pelo que existem vários Modelos de Negócio que estão disponíveis. Alguns deles são:
1- Venda de instalação, serviços e suporte ao software, como seja por exemplo a RedHat;
2- Criação de Modelos de Open Source Comercial, isto é, disponibilização de versões base quaisquer custos e versões mais empresariais com funcionalidades de valor acrescentado e suporte. Exemplos como a SugarCRM, KnowledgeTree e MySQL;
3- Serviços de software de integração na infra-estrutura IT dos clientes (ex: Optaros);
4- Disponibilização de complementos proprietários ao software Open Source de valor acrescentado. Por exemplo, o Scalix Collaboration Suite é uma plataforma que integra o Scalix Mail Server com MS Outlook totalmente;

Com estas e outras formas de Subscrição de Serviços de Software, as Empresas dispõem de uma panóplia de opções que lhes garante não só um plano de Capital Expenses (CapEx) próximo de zero, como de Operational Expenses (Opex) estável e previsível a médio-longo prazo.

Razão 3 – O Open Source traz Inovação e Vantagem Competitiva à Empresa

Quantas vezes já lhe aconteceu na sua empresa querer uma funcionalidade numa aplicação, por exemplo, no seu ERP e o fornecedor desse package de Software lhe dizer que “apenas na versão 25 que sairá no próximo ano” estará disponível? A razão é muito simples, você é um cliente “normal” para o fornecedor do ERP, mas para você essa funcionalidade é crítica e trazer-lhe-ia vantagem competitiva perante a sua concorrência. E agora? Terá de esperar para o ano?

Aqui está um exemplo simples de como o OpenSource tem vantagem em relação a Sistemas Fechados. Isto é, se o ERP fosse OpenSource provavelmente ocorreriam duas situações possíveis:
1- O fornecedor do software dir-lhe-ia que essa funcionalidade apenas estaria disponível para o ano, mas que havia um outro cliente que tinha já essa funcionalidade desenvolvida e que lhe iria disponibilizar esse software para que fosse adaptado à sua realidade;
2- Ou, se ninguém tivesse realmente tido essa necessidade, você poderia desenvolvê-la e depois partilhá-la, vendê-la ou disponibilizar o seu serviço a outros clientes do software;

Este é um exemplo simples de como se cria muito facilmente inovação em ambientes Open Source e a sua empresa pode ser facilmente um elemento activo, na criação de valor para o mercado e para a Inovação.

Conclusão

Como em tudo e apesar deste artigo ser um artigo destinado a desmistificar falsos dogmas ligados ao Open Source, o Open Source não é a solução para tudo.

Há que ter cuidado e não se precipitarem de imediato! Há que perceber fundamentalmente a maturidade do produto e a sustentabilidade da empresa que está a desenvolver a solução base. Relembro que existem pelo menos 250 mil projectos Open Source disponíveis, mas menos de 10% têm verdadeira actividade, isto é, tornam-se mais atractivos e conseguem passar para um nível empresarial.

O Open Source, não sendo o Maná, permite que as empresas não sejam meramente peões Passivos com os fornecedores de Software, tornando-se também elementos Activos no desenvolvimento do seu software. A acrescer da vantagem de não se ficar dependente de um único fornecedor.

Em conclusão, estes factos obrigam todos os stakeholders (Utilizadores, Clientes, Parceiros e Fornecedores) do ciclo de desenvolvimento de Plataformas Empresariais de Software, trabalharem mais e melhor, pois todos necessitam de “andar rápido”.

Estamos na era do Software 2.0 (analogia ao Web 2.0), onde todos têm um papel claramente activo!

Projectos de Sistemas de Suporte à Decisão – Mais informação ou melhor informação?

Quando um decisor de uma empresa pensa em implementar um Sistemas de Suporte à Decisão, imagina ter uma aplicação que de forma rápida e intuitiva lhe dê as informações das variáveis mais importantes para tomar a decisão mais correcta. O tempo é fundamental para o negócio, pelo que essa informação é importante que seja actual e não da semana ou do mês anterior.

O mercado empresarial está de dia para dia cada vez mais competitivo – e isto é um facto. É também um facto que os factores globalização e internet aceleraram ainda mais a competitividade, baixando de forma radical os custos de transacção. Por isso (e muito mais...), o número de variáveis de informação que nos apoiam nas tomadas de decisão cresceu exponencialmente.
Os volumes de informação são hoje enormes e com origens dispares, pelo que as empresas têm de saber o que é importante e o que realmente interessa ao seu negócio em particular, caso contrário o grau de ruído é enorme.

É por isso que o díficil não está em decidir, mas em filtrar qual a informação que será mais útil, por forma a se decidir melhor e com maiores graus de certeza. Esse sim, é o grande desafio e dificuldade.

Este princípio é, certamente, partilhado por todos. Contudo o problema está em implementar uma infra-estrutura capaz de responder a estes outputs e que sirva toda a empresa, de uma forma completamente transversal.

Decidido! Implementemos um Sistema de Suporte à Decisão
Entretanto Buzzwords como Datawarehouses, Datamarts, Business Intelligence, Datamining, entre muitas outras, estão na linha da frente para responder e suportar estes desafios de negócio. Os fornecedores iniciam a sua senda de justificar tecnologias. Mas há um aspecto fundamental, este tipo de Projecto tem mais de Negócio, do que de tecnologia.

É por isso que um dos erros típicos na implementação deste tipo de projectos é o de serem liderados pela área técnica e de infra-estruturas, não envolvendo os vários líderes da empresa e a inexistência de um verdadeiro sponsor capaz de desbloquear as várias “políticas e burocracias” da empresa.

As Regras Base do Jogo - o Projecto

Regra 1 – Onde nasce
Este tipo de projectos e tal como a maioria dos projectos de Sistemas de Informação, tem origem numa área de negócio da empresa e não da área técnica. Neste caso em particular e havendo a necessidade de construir um Sistema de Suporte à Decisão na Empresa, essa surge então do departamento de Marketing (p.e., porque pretende avaliar a efectividade das campanhas que realiza), ou do departamento Financeiro (p.e., porque pretende avaliar a evolução financeira da empresa ao longo do tempo de uma forma mais detalhada), ou do departamento Legal (p.e., porque necessita de avaliar todos os processos jurídicos ligados à fraude), ou mesmo do Presidente (p.e., porque pretende chegar todas as manhãs ao gabinete e avaliar “a saúde” da empresa nas várias perspectivas).

Regra 2 – O âmbito
Definir qual o âmbito do projecto, isto é, se o projecto se enquadra num âmbito limitado a um departamento (datamart) ou se será um projecto transversal à empresa (datawarehouse). Qualquer um dos casos (como em tudo na vida...) tem vantagens e desvantagens. As principais vantagens de uma abordagem datamart/departamental será o de ser mais rápido de implementar, sendo que a abordagem datawarehouse tem como principal vantagem o de ser um projecto transversal à empresa, que permitirá cruzar mais facilmente informação entre os vários departamentos da empresa. Na realidade o datawarehouse pode ser considerado como o somatório dos vários datamarts da empresa, tal como a empresa é o somatório dos vários departamentos, contudo se a abordagem datamart é estanque e sem visão de empresa não conseguimos extender para um datawarehouse.
Imagine que o cliente do Sistema de Suporte à Decisão é o Presidente da empresa, este não poderá ter apenas informações parciais de cada departamento, pretende mais, pretende ter a Visão Única da Empresa e dos seus Clientes num único local.

Metodologia de Implementação – diminuir o risco, assegurar os objectivos de informação

Um outro aspecto importantíssimo em projectos é assegurar a existência de uma Metodologia de Projecto. Fazendo uma analogia simples e fácil com o dito popular: “Metodologias, há muitas!”, mas metodologias claras de projectos de Suporte à Decisão, há poucas!

Os projectos de Sistemas de Suporte à Decisão são completamente diferentes de um projecto de Desenvolvimento de uma aplicação web. Estes são projectos diferentes, por isso necessitam de metodologias diferentes. É por isso que as empresas deverão assegurar que quem faz a sua implementação deverá ter uma metodologia específica, caso contrário, e conforme é reconhecido no mercado, 60% dos projectos de Datawarehouses empresariais falham por falta de uma definição clara de processos.

A metodologia tem de estar perfeitamente enquadrada com as fases, os processos e as tarefas a realizar, desde quem sem os interlocutores na análise de requisitos, até ao processo de disponibilização final do projecto aos utilizadores.

Esta metodologia é aquela que permitirá que o projecto se mantenha alinhado com a estratégia de negócio, assegurando que os utilizadores de negócio e decisores da empresa estejam sempre envolvidos durante a execução e implementação do projecto. Contribuindo ainda para a identificação clara dos caminhos críticos e suas dependências de negócio, de tecnologia e fontes de informação.


O segredo do sucesso - Pensar Global, Actuar Local

Os projectos de Datawarehouse empresariais de sucesso são projectos modulares e evolutivos. Desconheço projectos de Suporte à Decisão e mesmo em geral de projectos de Sistemas de Informação, do tipo “Big-Bang”, onde a equipa de projecto fica “fechada” durante 1 ou 2 anos a desenvolver, sem qualquer feedback, e como por magia “aparece” com o Datawarehouse da empresa. Pelo contrário, os projecto “big-Bang” que conheço são rotundos fracassos.

O verdadeiro sucesso de Datawarehouse que conheço está em projectos que foram construídos de forma modular e evolutiva. Isto é, iniciaram-se de uma base comum da visão de empresa, sendo construindo faseadamente, módulo a módulo de acordo com as prioridades de negócio e com um aspecto importante: entregas do Portal de Suporte à Decisão modular com a informação de negócio prioritária e que seja a desejada pelos utilizadores.

O segredo está em seguir um processo evolutivo de implementação, isto é, perceber que existe um framework lógico que representa o âmbito global, mas que é implementado de forma modular. Alcançar “quick wins”, para permitir que se ganhe a dinâmica de projecto e de marketing dentro da empresa que justifique a continuidade da aposta inicial de construir um ambiente de Suporte à Decisão empresarial.

Em jeito de conclusão, para que servem os ambientes de Suporte à Decisão? Para apoiar os gestores (decisores da empresa) a terem mais bases de informação para melhor decidirem nas tomadas de posição tácticas (curto prazo) e estratégicas (médio e longo prazo).

O que os gestores precisam não é apenas mais informação, mas fundamentalmente melhor informação!

Os 10 Mandamentos de um CIO

A modernização das empresas é cada vez mais um desafio para todas as direcções empresariais. Quem não o fizer de forma contínua e constantemente no actual mercado global cada vez mais competitivo está condenado.
Essa modernização passa naturalmente por formas optimizadas de melhorar os processos internos, como também pela criação de mais inovações com novos lançamentos de produtos e de serviços. Essa modernização necessita por isso de uma integração rápida de Tecnologias de Informação de ponta, contudo a dificuldade está em dotar as empresas com uma infra-estrutura que não estrangule os actuais e os novos desafios de negócio.
É por isso que actualmente os CIO enfrentam os novos dez mandamentos dos Sistemas de Informação para o século XXI:

Gerir a Explosão de Dados
– as fontes de informação que as empresas dispõem são cada vez mais e maiores. Os dados a armazenar hoje são de vários tipos e formatos, são vídeos, emails, estruturados e não estruturados e cada vez mais. O CIO tem de assegurar que a sua plataforma é escalável, permitindo gerir e questionar facilmente gigabytes, terabytes e em breve petabytes de informação.

É necessário disponibizar Informação em Tempo Real aos Decisores – a velocidade do negócio de hoje não se coaduna com decisões sem informação actual e rápida, pelo que é importante dar informação o mais actual possível. O tempo que intermeia entre os sistemas operacionais e os sistemas de suporte à decisão têm de estar cada vez mais próximos e, independentemente, do volume de dados em causa, as respostas dos sistemas têm de ser em segundos. Isto parece simples de imaginar, mas é talvez um dos desafios maiores para o CIO.

A informação tem de ser móvel – um cliente na China, um comercial que está na Argentina e um parceiro nos Estados Unidos têm de ter acesso à informação que necessitam no momento. A infraestrutura IT da empresa tem de estar preparada para dar essa informação de forma segura, independentemente dos “clientes” dessa informação estarem ou não ligados à rede (on-line e off-line mode). A escolha de uma plataforma móvel de integração com a empresa é essencial.

Baixo custo de Manutenção – a aquisição de novos sistemas implica pensar não só no custo inicial de aquisição, mas cada vez mais no seu custo de manutenção ao longo de vários anos. E quando se pensa em manutenção deve-se pensar não só no custo monetário anual de suporte do sistema (hardware ou software), mas também em tudo o resto, principalmente nas pessoas para o gerir e se é de fácil actualização.

Escolher entre Tecnologias Abertas e integração com Tecnologias Proprietárias - as constantes evoluções tecnológicas desafiam cada vez mais as empresas a escolher entre as novas tecnologias e novas aplicações, para que se continue a suportar a inovação do negócio da empresa. Saber escolher entre ter o poder completo sobre a aplicação que se tem e delegar esse poder noutros são escolhas decisivas para o futuro. O não dependender de um único fornecedor é essencial. A orientação acima de tudo é saber escolher standards para uma fácil integração, independentemente do tipo de tecnologia.

Fazer mais com menos – esta é a frase preferida de qualquer administração da empresa. O CIO tem de ter a criatividade para o fazer. Hoje a virtualização de ambientes permite precisamente ter vários servidores e reduzindo o hardware e consumos de energia. Cada vez mais SaaS (Software as a Service), Utility computing, Grid Computing e outros termos estarão em breve a apoiar este mandamente. O CIO deverá estar atento para perceber como e quando poderá adaptar os seus sistemas para reduzir a dimensão dos sistemas, disponibilizando mais e melhores funcionalidades.

Alinhamento com o Negócio – a base deste mandamento é e deverá ser de que as tecnologias de informação devem ser um suporte ao negócio. Quem lidera as necessidades é o negócio. As TIs de uma empresa deverão estar preparadas para responder aos desafios que lhes são lançadas e não o contrário. O negócio não pode parar, nem em termos operacionais, muito menos em termos estratégicos. E o time-to-market é essencial. A infra-estrutura IT numa empresa deverá ser flexível o suficiente para responder no arranque de novos produtos ou serviços e adaptar-se ao longo do ciclo de vida dos produtos e serviços, pois ao longo do tempo novas variáveis vão estando à disposição do negócio e o efeito de adaptação é essencial para o sucesso do negócio.

Contínua Inovação – 6 meses em informática é prevêr o futuro, 2 anos considero futurologia. A velocidade constante de inovações das soluções é por vezes inacreditável. O segredo está na renovação modular dos sistemas e aplicações, de forma estruturada e faseada e em ciclos iterativos. Erros comuns são estratégias de “big bang” (alteração total dos ambientes) ou tomadas de posição do “investi agora tem de se aguentar 4 anos para se actualizar”. A inovação tem de ser contínua, a adopção de novas tecnologias ou novas versões tem de ser constante, pois por vezes são pequenos pormenores que fazem a diferença e dão a vantagem competitiva em relação ao mercado.

Outsourcing ou Insourcing – esta é uma decisão dependente de estratégias globais da empresa. Do ponto de vista pessoal assustam-me contratos de longo prazo de outsourcing global de departamentos de informação, mas acredito que possam existir alguns sucessos derivados a sinergias que se consigam retirar ao nível das empresas prestadoras desses serviços. O desafio aqui é identificar quais as aplicações core do negócio. Destas depende o dia-a-dia da empresa em si, pelo que o know-how deverá ser interno. Novos desenvolvimentos aplicacionais são áreas alvo para contratar outsourcing. Tudo o resto poderá estar equilibrado entre recursos internos e externos da empresa. O importante é assegurar que o know-how de negócio está sempre residente na empresa.

Identificar o que é Estratégico e Operacional, Prioritário e Urgente – este mandamento aplica-se a tudo, inclusivé à nossa vida. Tal como McFarlan identificou os quadrantes TI de uma empresa, o CIO deve ter sempre em mente um modelo igual ou semelhante para a sua empresa, isto é, saber o que é estratégico, operacional, de suporte ou exploratórios. Mas talvez mais importante é mesmo perceber o que é prioritário de implementar do que é urgente que se implemente.