sexta-feira, 28 de novembro de 2008

DRI: Empresa Open Source a analisar


Este é o primeiro post de uma nova área que pretendo abrir aqui no PortugalMinds, o de Apresentação de Empresas, portuguesas e não só, que considero que se destacam em Open Source Empresarial.

A primeira que apresento é a DRI - Consultoria Informática. Esta é uma empresa que se tem pautado, ao longo dos vários anos da sua existência, pela aposta clara de procurar soluções de valor acrescentado para clientes empresariais.

Actualmente destaco, em particular, as soluções e a sua capacidade de implementar projectos CRM, através da sua parceria com um dos líderes mundiais - a SugarCRM. Um dos melhores casos de sucesso é a gestão de clientes da Operadora de Telecomunicações ZON (marca TMN).

Ver mais informações em: www.dri.pt

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O 25 de Novembro em Portugal: a data normalmente esquecida


Passados mais de 30 anos sobre o 25 de Novembro e 25 de Abril , verificamos, felizmente, uma evolução num conjunto de valores do país. São eles a Paz, a Ambição da Pátria, a Justiça e a Liberdade.

A Paz foi um dos primeiros valores a ser alcançado, pois os anteriores conflitos militares em que Portugal se encontrava, com mais ou menos razão, terminaram. Devemos relembrar que a forma como terminaram não foi a mais correcta. À época “largaram-se” muitos portugueses sem qualquer tipo de apoio, alguns deles ainda hoje sofrem com isso. Os militares finalmente estão a receber algum apoio, quando foram sucessivamente esquecidos e ignorados ao longo dos anos. O importante, acima de tudo, é que não nos deveremos esquecer daqueles que apoiaram Portugal em momentos difíceis, quer lutando, quer trabalhando nas ex-colónias.
O 25 de Novembro e o 25 de Abril vieram trazer Paz, não só a Portugal, como aos países de Língua Oficial Portuguesa. Portugal é hoje um País em Paz, e esse é um valor muito especial que deveremos continuar a preservar.

A Ambição da Pátria é o segundo valor fundamental para o desenvolvimento do País e para a auto-estima de um povo que é conhecido pelo seu FADO. Eu considero que Portugal e os Portugueses, de forma geral, têm pouca ambição. Não só ambição interna, mas acima de tudo ambição internacional.
Portugal e os Portugueses devem olhar para os melhores casos nacionais e internacionais, deixando-se da filosofia de “olhar para o próprio umbigo”. Devem deixar de utilizar uma cultura de “quintais e quintalinhos” e perceberem que quem trabalha mais, quem merece, e quem tem mérito deve destacar-se e não ser bloqueado. Na política é igual, não se deve apregoar uma coisa, e fazer a outra. Não se deve ceder à política do facilitismo, mas sim fazer uma política de responsabilidade, de preserverança e essencialmente de Ambição. Não é a ambição apenas para ser o melhor do meu “bairro”, mas sim a ambição de ser o melhor meu concelho, do meu país e, até do mundo. As políticas devem ter exactamente esta filosofia, o de premiar as boas propostas.

A Justiça foi o terceiro valor alcançado com o 25 de Abril e 25 de Novembro. Pelo facto de até 1974 se viver numa ditadura, automaticamente estamos a falar de injustiças. Contudo é sempre bom recordar que após o 25 de Abril, o país chega a sentir-se ameaçado pela guerra civil, até que, nos finais de 1975, se alcança uma situação que permite caminhar para a estabilização de um sistema político democrático. Dá-se o 25 de Novembro de 1975. Aí sim, estabelece-se um Sistema mais justo, um País mais justo.
Passados mais de 30 anos, verificamos que ainda muito há a fazer. Olhamos para os diferentes casos de Justiça que estão hoje a ser julgados e percebemos que ainda muito há por fazer. Casos que se arrastam pela eternidade, processos que ficam esquecidos, tribunais que estão asfixiados por “pilhas” de processos. A Justiça ainda tem muito a crescer!
Analisando de forma menos apaixonada pelo País e mais racional, compreende-se que Portugal ainda está numa fase de definição da sua própria identidade para o séc. XXI, traduzindo-se o plano da Justiça Social e Judicial, um dos vectores mais claros quanto a essa imaturidade do País.
Necessitamos, todos nós políticos, de melhorar e dar contributos de forma pro-activa e não reactiva, para a melhoria destas condições de Justiça Social e Judicial.

Finalmente, aquele que é um dos valores mais importantes para o crescimento de uma sociedade: a Liberdade. A Liberdade cria discussão, cria evolução, cria o futuro. É no futuro que devemos pensar, por isso o papel de todos nós no querer a clareza de processos e no quer mais e melhor, é fundamental. O cidadão tem de ser exigente não só consigo, mas com todos, inclusivé com o Estado. O exigir que os seus impostos sejam aplicados em medidas efectivas e não artificiais, o exigir que as instituições do Estado com que interage lhe respondam eficientemente.

Quando conseguirmos alcançar o nível de maturidade destas 4 variáveis fundamentais, aí sim, seremos um País melhor e capaz de ter vantagens competitivas claras perante os novos desafios globais do século XXI.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Informação "Unwired": Informação Empresarial de Estado Líquido a Estado Gasoso


Ao falar-se de Informação Empresarial "Unwired", logo se associa mobile e unwired. Mas o conceito não se cinge só à capacidade de mobilidade empresarial. Para se chegar a um nível mobile, a empresa tem de passar por outros dois estágios: a Integração de Dados e a Disponibilização de Informação.

Gestão e Integração da Informação
A integração de dados pressupõe a criação de um nível interno, que é uma plataforma de visão única das várias fontes de informação da empresa. Este nível actua de forma a tornar a informação útil, relevante e valiosa.

Os Sistemas Chave têm de ser geridos e capturados nos vários planos internos de cada área/aplicação onde actuam. Estas são as razões pela qual uma empresa se deve começar por estruturar, antes de avançar para novas áreas de negócio e tecnologia. Trata-se de “arrumar a casa”.

Information "Unwired"
O segundo estágio é como interna e externamente se disponibiliza a informação, independentemente da fonte de dados. A empresa deve definir os blocos aplicacionais e departamentais num ponto de vista de serviços, priveligiando os dados em vez da tecnologia. Não importa qual a tecnologia, importa é o que se faz com ela.

A utilização de Arquitecturas Service Oriented (SOA) permite que a adição de uma nova aplicação ou área de negócio, a qual tem de interagir com outras aplicações/departamentos, seja considerada somente como um “plug-in” e não como algo capaz de criar uma ruptura interna.

O criar uma camada aplicacional assente num Servidor de Business Process Management (BPM) é um meio possível para a disponibilização da informação. Este nível pode alcançar o ponto ideal se os processos de negócio forem disponibilizados via WebService. Se o Processo de Negócio “Aquisição de Produto”, que interage com a Aplicação de Clientes, com a de Armazém e com a Financeira, for um webservice pode permitir a quem estiver a desenvolver uma aplicação de Compras On-Line, apenas a criação de poucas linhas de código para chamar esse WebService.

Pessoas "Unwired" O nível de “mobilidade” das pessoas é o último nível da arquitectura da empresa. Aqui permite-se a disponibilização das diferentes aplicações nos mais variados dispositivos móveis.

O ponto fundamental neste nível é o colaborador poder ter a “sua” informação sempre que necessite, onde quer que se encontre.

As aplicações móveis têm de ser práticas, disponibilizar informação útil e ter uma interacção simples e eficaz.

É preciso ter em conta a actualização das aplicações, pois deve ser um processo simples: um comercial do Norte do País não terá que vir a Lisboa, perdendo várias oportunidades de negócio, só para actualizar o software da aplicação de vendas.

Informação do Estado Líquido ao Gasoso
Em conclusão, o conceito de Informação "Unwired" assenta na disponibilização estruturada de informação relevante de modo móvel, para ser utilizada pelos seus colaboradores, parceiros ou clientes. É passar a informação em estado líquido para o gasoso, via éter que são os canais de comunicação.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O Mercado Nacional de Business Intelligence – Notas soltas


Introdução
Em termos de mercado nacional, direi que as áreas de Business Intelligence estão a crescer em bom ritmo, sendo que em particular estes últimos três anos se tem notado uma cada vez maior sensibilidade dos gestores portugueses para o valor acrescentado que Soluções de Suporte à Decisão poderão trazer aos seus negócios.

Em termos de futuro, com um mercado global e nacional cada vez mais saturado e, consequentemente, mais concorrencial, irão obrigar os Gestores e Decisores de negócio a terem mais e melhor informação, pelo que as áreas de BI irão necessariamente crescer a vários níveis.

Mas para quê soluções de Business Intelligence?

A primeira razão é dispôrem de uma visão integrada e única da empresa.

A necessidade de terem consistência de informação cruzada entre departamentos, isto é, ter a capacidade de cruzar informação financeira com a informação de campanhas de marketing é um exemplo.
Assim, o primeiro passo é precisamente definir conceitos base como a simples questão “O que é um Cliente?” é fundamental para o alinhamento estratégico de toda a empresa.

As vantagens então retiradas num Sistema de BI são o de conseguir-se agregar informação fundamental para se tomarem melhores decisões e se perceber de forma cíclica se as acções realizadas pela empresa no mercado (campanhas, novos produtos e serviços, etc.) estão a ter retorno, bem como reaprender constantemente com o mercado e com os clientes.

Será que a componente financeira é um Bloqueio para o mercado nacional, em particular das PME?

Em relação a esta questão existem duas áreas importantes que devem ser analisadas: do ponto de vista de modularidade de projecto e outro na adopção de tecnologias capazes de escalar de acordo com o crescimento da empresa.

Do ponto de vista da modularidade, há a referir que o BI não tem custos elevados, pois as estratégias de soluções BI devem ser modulares e sustentadas. As linhas de projectos BI do estilo “big-bang” não funcionam. A adopção de projectos BI deve ter uma Estratégia dita Global, mas com actuação local, isto é, há que implementar uma solução com visão empresarial, mas por fases e de forma evolutiva de acordo com as prioridades de negócio.

Do ponto de vista tecnológico, existem hoje soluções para “todos os gostos e dimensões”. Contudo, as empresas devem analisar muito bem o que querem, pois conseguem implementar soluções Proprietárias ou Open Source capazes de crescer com a empresa, e não obrigar a empresa a investir numa solução de elevados custos para os mesmos resultados. As PMEs, e não só, têm hoje capacidade de rapidamente integrar e disponibilizar dados de Soluções de Suporte à Decisão com custos muito interessantes e capazes de muito mais rapidamente assegurarem o retorno desse investimento.

A dificuldade da Qualidade de Dados

Numa empresa, a principal dificuldade de integração é claramente a qualidade dos dados. O facto de muitos sistemas operacionais das empresas permitirem a inserção de dados manuais (e ao qual não se consegue fugir) é naturalmente um risco, pois é normalmente na área de integração que se consome mais de 70% do tempo de projecto, e onde a maioria dos projectos falha se não se tiver uma metodologia muito bem definida que minimize esse risco.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Odivelas: 4,3 Milhões em PIDDAC para o Município

O Programa de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) reserva uma fatia financeira da Administração Central, destinada ao Município de Odivelas, para o próximo ano de 2009 no montante inscrito no Orçamento do Estado no valor de 4,3 milhões de euros.

Este montante significa um crescimento de 3 mil por cento relativamente a 2008, será o 5º maior PIDDAC da área metropolitana de Lisboa e será maioritáriamente destinado a investimento no parque escolar do município.

(in Odivelas.com)

Odivelas: Serviços Sociais não respondem à elevada procura

A estrutura dos serviços sociais instalada na Loja do Cidadão de Odivelas não consegue dar respostas aos utentes em tempo útil, devido à elevada procura que se reflecte naquele serviço.

A espera por uma consulta com a assistente social pode durar, na maior parte dos casos, vários meses, uma situação que se tem vindo a arrastar e repetir continuamente, refere a SIC Online.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

BPN Nacionalizado: algumas questões ainda sem resposta


Hoje o Governo nacionalizou o BPN. Até aí não vem o mal ao mundo, se se procurar restringir ao máximo essa filosofia, dado o facto de se procurar manter a "calma" no sistema financeiro português.
Isto é, para mim a nacionalização é sempre o limite e não o hábito. O mercado deverá funcionar o máximo possível, o nascer e morrerem empresas em qualquer indústria é natural, contudo o sistema financeiro deve ter uma atenção e preocupação especial, dado que é um dos suportes ao normal funcionamento à economia de mercado, conforme a conhecemos hoje (acredito que é algo que está a caminho de mudar).

Bom, voltando ao tema BPN nacionalizado. Quando ouvi a conferência de imprensa do Governador do Banco de Portugal, fiquei estupefacto, pois foi uma espécie de "lavar as mãos como Pilatos". Parecia que se estava perante uma pura donzela que foi completamente surpreendida pelo ocorrido.

Por isso, parece-me que algo no regulador e supervisor do Sistema Financeiro tem de mudar. Às vezes é como no futebol, a necessidade de chicotada psicológica, independentemente da competência do treinador é positiva para a equipa. Este é um caso quiçá semelhante, porque há várias questões sem resposta, entre elas:
- Um relatório de auditoria realizado pela Delloite apresenta um conjunto largo de reservas às operações feitas pelo BPN. Resultado: Delloite despedida. Acção do Banco de Portugal: assobiou para o lado;
- Notícias públicas de há vários anos sobre a linha de gestão tomada dentro do BPN e algumas suspeitas são lançadas. Resultado: BPN e sua equipa mantém-se. Acção do Banco de Portugal: continuou "a olhar para os papeis";

Este tipo de "fumo" foi continuo desde de pelo menos 2002. Os accionistas do BPN, pelos vistos, também não quiseram ver, mas aí estavam no seu "direito" de não querer ver ou não quiseram falar, o dinheiro de investimento era deles. Claro que se pode questionar a ética, em particular a ganância pelo dinheiro fácil.

Contudo, e tal como noutros países, se prova que a principal origem da crise financeira que hoje vivemos prende-se precisamente com a acção (ou antes, a não acção) dos reguladores do mercado. O curioso é que no BPN, algo já "cheirava mal" há muito tempo, e vejo palavras do Governador do BdP a dizer que não sabia de nada pois as contas eram apresentadas. Isto é, o olhar crítico e o querer investigar suspeições que se sabia no diz que diz do mercado, não é para este Governador do BdP. Comprovou-se no caso BCP, e pelos vistos, este é mais um.

Dá a ideia que a preocupação, tal como em muitos políticos, o objectivo não é trabalhar e actuar, o objectivo é manter o status quo e manter-se no lugar o mais possível.

Pelo que soube recentemente (não confirmei) parece que o Governador do BdP tem um pacote salarial superior ao Presidente da Reserva Federal Americana. Será por isso?

Bem, tenho uma suspeita que em Portugal ainda não ficaremos por aqui, espero é que o Regulador e Supervisor do Banco de Portugal não diga, como disse neste caso, algo do género "eu há 4 meses pedi umas informações, mas ainda não me forneceram, logo não sei de nada"!!!