terça-feira, 26 de agosto de 2008

Jogos Olímpicos: Parabéns. Mas ... e a Responsabilização


Como ex-praticante de uma modalidade desportiva e amante do desporto em geral dou os parabéns à Comitiva Olímpica Portuguesa, principalmente aos desportistas: Nelson Évora (meu "conterrâneo" de Odivelas), Vanessa Fernandes, Gustavo Lima e a todos os outros de uma forma em geral.

Os atletas são o principal e é neles que devemos pensar. Considero que o Estado Português deve apoiar claramente a promoção do Desporto Nacional, em particular os Atletas Olímpicos. Mas com este apoio também se exige responsabilidades aos atletas e profissionalismo acima de tudo.

Muitos atletas deram o seu melhor, como vi no empenho e dedicação dos atletas do Judo aos quais as coisas não correram da melhor forma, mas não posso admitir frases infelizes como "Para mim é mais na caminha (...)" ou "Não vale a pena competir contra as africanas (...)". Para mim, isto não é espírito Olímpico, é espírito de criancice, e principalmente de irresponsabilidade.

Os atletas não podem também eles serem um exemplo da Subsídio-dependência que se vive em Portugal. Espero que tenham sido apenas frases infelizes e que para Londres 2012 o Espírito Olímpico e a Responsabilização sejam melhorados.

PS1 - Nem vou comentar as guerras de bastidores que se estão a avizinhar no Comité Olímpico Português, pois são infelizes.
PS2 - Desejo ainda boa sorte aos nossos atletas dos Jogos Paraolímpicos.

Assaltos, Tiros, Bombas - A novela continua


Depois de ter escrito aqui alguns artigos sobre Segurança Interna, achei que deveria "mandar descansar" este tema por uns tempos, pois quando se fala em demasia das coisas acaba por se perder um pouco a objectividade. Assim, como muitos portugueses fui uns dias de férias agora em Agosto e ao longe vou tentando manter a actualidade portuguesa no horizonte.

Mas a actualidade, para além dos Jogos Olímpicos, era sempre a mesma: Roubos, Assaltos, Tiros, Bombas, etc. Isto é, não consegui evitar olhar para Portugal com preocupação ao nível da Segurança Interna.

Quando chego então de férias começo a ler com mais detalhe e realmente começo a ficar mesmo preocupado, pois não vejo uma acção enérgica contra a situação. O Governo foi a "banhos", mas os ladrões, gangs, e afins fazem "horários extra".

Em conversas com alguns agentes da autoridade apercebo-me da desmotivação que existe no interior daquelas organizações, pois a desautorização que as forças de segurança continuam a viver é inexplicável, fazendo com que "baixem os braços" e deixem de se "preocuparem".

Nestas coisas tipicamente as forças políticas de Esquerda tem uma visão dos coitadinhos e do problema estar na Sociedade que levou os ladrões a roubarem ou os assassinos a matarem. Até há a visão de Extrema Esquerda do Bloco de Esquerda, na qual os polícias não deveriam andar armados.
Para mim, ou há mão dura nos prevaricadores ou então vira moda. Aconselho a todos a ver um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos, que ainda está nas salas de cinema, o "Tropa de Elite" que retrata o estado a que se chegou no Brasil.

Há umas semanas estava a ler uma Reportagem sobre o Casal da Mira, e o como a Esquerda criou "bombas relógio" de guetos, e pensava precisamente que em breve a coisa "rebentava". Pois este fim de semana começou um exemplo do que pode acontecer: o desrespeito sobre a polícia com os polícias baleados por causa de guerra de gangs.

Conclusão:
1- As favelas estão a chegar, Quinta da Fonte, Casal da Mira, etc. são as candidatas à melhor Favela de 2008.
2- Governo? Ministro Rui Pereira, onde andas?
3- Orçamento 2009 para a Administração Interna já estava quase a ser preparado o corte orçamental!!

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Economia Portuguesa aguenta, mas precisa de mais e melhor


Hoje foram apresentados os números do segundo trimestre do PIB português. Para o Governo, e para todos, foi momento de alívio e de que estamos aparentemente a aguentar um pouco em termos macro-económicos, isto comparativamente ao resto da Zona Euro.

Ao longo do dia fui ouvindo na rádio e na televisão várias opiniões e discussões sobre o tema. Uns mais efusivos a favor, outros contra, mas é como tudo ... são opiniões.

O que interessa é que são sinais minimamente positivos, mas que não podemos estar satisfeitos. Nas alturas más não nos chega ser o melhor dos piores, temos de ambicionar a ser o melhor dos melhores.

Da vida do dia a dia, profissional e pessoal, notam-se as dificuldades crescentes das pessoas e das empresas.

Nas empresas, por exemplo, nota-se um crescente atraso nos pagamentos a fornecedores e clientes, e onde o Governo não dá o exemplo. O mais díficil é parar esta bola de neve de atrasos, quando começa é extremamente díficil de parar.

Enfim, o Governo não pode, nem deve descansar. E quando ouço as declarações do Ministro das Finanças assusto-me, pois transmite uma visão de tranquilidade. Portugal não precisa de tranquilidade, precisa de combatividade. Este Governo deve apostar no fomentar da competitividade das empresas e no emprego. A criação de incentivos à Investigação e Desenvolvimento, às Exportações, à Formação Técnica avançada, à Promoção de Portugal no Estrangeiro, etc. são linhas políticas decisivas para que o futuro de Médio Prazo seja assegurado!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Empreendedorismo: Necessidade aguça o Engenho


Este fim de semana nas minhas leituras de jornal li um artigo com o título "Empreendedorismo de subsistência".
Este tema é sobre algo no qual tinha apenas uma sensação, derivado às minhas experiências no mercado de trabalho e círculo de amigos, que se prende com o aumento de novas pequenas empresas.

Em várias conversas no final do ano passado com alguns amigos que têm as suas empresas, de Sistemas de Informação, questionavam-me sobre como via o ano de 2008 em termos empresariais. A minha resposta foi relativamente simples:
"O mercado vai mexer bastante, as grandes empresas irão sofrer bastante, despedindo quadros médios e superiores bastante qualificados e de boa qualidade. Isto dará origem ao aparecimento de novas empresas mais flexíveis e de maior visão para os novos desafios de mercado, com algo muito interessante que é o facto dessas novas empresas serem constituídas por pessoas experientes que conhecem o mercado tradicional e as empresas tradicionais com os seus lados
positivos e menos positivos."

Em jeito de conclusão sobre o artigo que li, serve apenas para referir que às vezes são as Necessidades que "nos põem a mexer", isto é, os tais quadros qualificados que se vêem dispensados pelas suas empresas, muitas vezes por razões inexplicáveis, sabem que têm um capital de know-how acrescido no mercado. E, se forem decididos e realmente forem bons, não ficam à espera do Subsídio de Desemprego e põem mãos à obra.

Na minha visão de há uns 2 anos para cá, e pelo menos durante os próximos 5 anos, encontramo-nos a viver o início de uma revolução económica onde as formas tradicionais das empresas fazerem negócio será completamente alterado. Estas crises e choques na economia, quanto a mim, são símbolo desta alteração dos papeis dos vários stakeholders de mercado.

Qual será o caminho que tomará? Não sei também. Tenho umas perspectivas, mas será um tema para outro artigo em breve sobre este tema.

Última nota: para os empreendedores consultem http://www.empreendedorismo.pt/

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Praias da Costa: Mais Areia para os nossos Impostos?


Sou um utilizador regular das praias de São João da Caparica, quando fico por Lisboa aos fins de semana no Verão, e este ano vejo que mais uma vez que se vai andar a "encher" as praias com areia, tal como foi realizado no ano passado.

A minha preocupação prende-se em saber se este ano se aprendeu com os erros do ano passado. Isto é, o ano passado a decisão de enchimento das praias com areia foi feita e serviu para o ano passado, pois mais de metade da areia colocada no ano passado foi-se no Inverno! Basta ver como estão as praias.

Ora, deixo aqui várias questões/preocupações (assumo desconhecimento detalhado do processo):
- Será que já foram feitos estudos sobre o funcionamento das marés e qual a forma de minimizar o impacto que estas têm nos areais da Costa da Caparica?
- Será que a realizar-se este processo do INAG para enchimento das praias não se vai demasiado tarde para o usufruto dos banhistas neste ano? P.e., o enchimento da praia de S. João é em Outubro;
- Esta alimentação artificial tem um custo de 5.880 milhões de €uros. Quanto será para o próximo ano?
- Será esta o último ano com trabalhos deste género?
- Não existirá uma forma alternativa de melhoria dos pontões da Costa da Caparica que não implique a necessidade destes enchimentos?

Não sou entendido na matéria, mas custa-me ver que se deita dinheiro à rua (não sei se é este o caso).
Todos nós temos de ser cada vez mais exigentes na forma como o Estado gasta o nosso dinheiro, pois se somos assim connosco, também temos de ser com quem nos gere o dinheiro dos nossos impostos e o País.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Biocombustíveis: Universidade do Minho desenvolve tecnologia de produção de etanol a partir de resíduos agrícolas


"A Universidade do Minho (UMinho) está a desenvolver uma tecnologia de produção de etanol, a partir de subprodutos ou resíduos agroindustriais, como trigo, centeio, aveia, cevada e milho, revelou hoje à Lusa fonte universitária." - http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=357769&visual=26&tema=4

Sempre que leio estas notícias fico satisfeito por duas razões:
- Comprovam o que penso sobre a capacidade científica portuguesa de ser bastante boa, provavelmente das melhores a nível mundial;
- A aposta em energias renováveis é quanto a mim uma obrigação de todos nós, sendo para além disso uma necessidade de competitividade mundial e de evolução;

Depois penso quais os incentivos e apostas que este tipo de projectos devem ter. Dois exemplos simples são:
1- Carga fiscal mais adequada, não só para quem consome, mas também para quem produz;
2- Fomento e incentivos mais aprofundados de colaboração das Universidades e das Empresas. Conforme é denotado nesta notícia "O passo seguinte, referem os investigadores, passa pela procura de empresas que queiram implementar parcerias."

A Inovação e Projectos diferenciadores são uma obrigação para Portugal se continuar a distinguir no mundo. Isto só é alcançado com profissionalismo e não com a continua regra da "carolice" de alguns e do amadorismo de outros.

De qualquer das formas, quantos mais projectos destes melhor, não só para Portugal, como também para o Mundo.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

iPortalMais: Empresa Portuguesa Premiada Mundialmente


A iPortalMais, empresa do Porto especializada em soluções de Comunicações Unificadas sobre IP (UCoIP), foi nomeada pela IDG World Expo, organizadora do LinuxWorld Conference & Expo®, em São Francisco, o principal evento mundial dedicado ao Linux, como finalistas para os prémios LinuxWorld Product Excellence Awards.

Esta nomeação através da solução IPBrick.GT foi nomeada para a categoria de “Melhor Produto Integrado”.

Parabéns à iPortalMais. É com desempenhos destes que alcançamos o sucesso português e demonstramos que conseguimos mais e melhor que outros países.

Hotel Prisão: Em breve disponível num país perto de si


O Governo prepara-se para realizar uma regra que permite a presos de delito comum, isto é, pequenos furtos e afins, que apenas tenham de ir passar a noite à cadeia, podendo estar na comunidade durante o dia.

Ora em relação a este tema tenho algumas coisas a questionar. Em particular:
- Será que os delinquentes durante o dia estão a fazer bem à sociedade ou estão a repetir os mesmos erros?
- Será que passaremos a ter uma espécie de hoteis de prisioneiros? Imaginem as cadeias de hotéis a ter slogans de marketing para cativar os prisioneiros, do género: "Temos quartos com vista para o Pátio Central, para o Campo e para a Montanha. Venha passar uns dias ou meses connosco".
- Será que estou a pagar os meus impostos para que criminosos andem na rua e ainda por cima lhes pago a comida e roupa lavada?

Penso que acima de tudo esta proposta potencial do Ministério da Justiça demonstra a incapacidade de reintegração dos reclusos, bem como um pensamento certamente económico-financeiro para redução de despesas, mas ... eles passam a andar mais em liberdade e mais à vontade para fazer as lógicas dos "amigos do alheio".

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

ASAE mas não tanto


Para que fique claro, considero que o trabalho da ASAE é fundamental e importantíssimo como entidade que pode conter muitas das prevaricações que muitas vezes existem nas actividades económicas do nosso país.

O trabalho da ASAE é por isso de salutar.

O problema é quando se cai no excesso...

Bom, a parte positiva de hoje é que a ASAE já não vai chatear aqueles que mantém tradições gastronómicas bem portuguesas e que tão bem sabem à nossa mesa.

Finalmente o Governo abriu os olhos e está a regulamentar, ou de outra forma, a suavizar a acção da ASAE perante produtos típicos e tradicionais como a Alheira, os Queijos, o Mel e a famosa "matança do porco". Bem haja..

sábado, 2 de agosto de 2008

Segurança: Comerciantes do Bairro Alto pagam para terem segurança


Hoje li uma notícia pequena num dos semanários de Sábado, mas que demonstra um pouco o estado a que chegámos em termos de segurança.

Os comerciantes e habitantes do Bairro Alto decidiram pagar à polícia o reforço da área, por forma a serem menos importunados pelos "amigos do alheio" e pelos "pequenos (e grandes) criminosos".

Esta era uma notícia pequena, mas saltou-me à vista pois a Segurança é um dos pilares, para além da Educação e Saúde, que o Estado deve assegurar ao País. Quando tal não acontece, então algo está mal. Será que não é o Estado quem deve assegurar que aquela zona da capital deva estar em segurança.

É por todos conhecido o comércio de droga, os delitos e o ambiente menos propício que existe naquela zona da capital. Compreendo o que sentem aqueles comerciantes e habitantes. Talvez fizesse o mesmo.

Mas então e o Estado? É este o modelo da segurança que nos dá? Isto é, queres segurança, paga!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Galp italiana? ENI quer 100% ou sai


As notícias vindas a público hoje (31 de Julho de 2008) sobre o "encostar à parede" ao Governo por parte da ENI: ou detém os 100% da companhia portuguesa Galp ou sai.

A minha opinião é: SAIA!

O Governo, nos limites existentes, não deve abrir mão de uma empresa como a Galp para fora de controlo nacional. E isto não se trata de colocar o Governo a "controlar o mercado", trata-se de procurar assegurar que haja um "core" de empresas fundamentais para o País, que mantenham o seu centro de decisão em Portugal e em gestão portuguesa.

Áreas energéticas, banca, saúde, telecomunicações e utilities são alguns dos exemplos que o Governo deverá ter atenção para que não seja totalmente controlado por estrangeiros. Estas são as áreas empresariais que podem assegurar os serviços mínimos do País.

O fenómeno da globalização tem muitas vantagens, mas ao mesmo tempo muitas desvantagens. Cabe-nos, e em particular à Administração do nosso País (o Governo), minimizar as desvantagens e potenciar as vantagens.

No mercado global é sabido que as multinacionais não têm país (o que é compreensível), pelo que há que saber trabalhar nestas condições.