domingo, 14 de junho de 2009

Abstract de Artigo de Doutoramento apresentado em São Paulo (Brasil) - 6ª CONTECSI

No seguimento do meu doutoramento, apresentei na 6ª CONTECSI - Congresso Internacional de Gestão de Tecnologias e Sistemas de Informação em São Paulo-Brasil, realizada entre 3 e 5 de Junho um primeiro artigo de algumas conclusões sobre o projecto de Doutoramento com o título "Business Models for Enterprise Open Source Software Vendors".

Apresento aqui o abstract do artigo. Em próximos post vou indicando algumas outputs do trabalho.

Quero aqui deixar também um agradecimento ao meu orientador Prof. Mário Romão pelo apoio e dedicação tida nesta maratona que é um doutoramento.

Abstract:
Within the current highly competitive stance, a new IT business framework has started to emerge, the Open Source Software. This paper is not an additional work on the reasons and context (social, motivational, network development growth, etc.) of the Open Source software development, where a substantial set of researches have already be done with deep detail. It is aimed at clarifying how the Open Source software impacts the Enterprise market level, identifying how Software providers based on creating Open Source software are able to operate, to finance their projects, to grow and, mostly, to be sustainable. A research model is also introduced and through it we try to explain which success factors are driving the Open Source software companies sustainability.

Keywords: Open Source software, Innovation, Business Model, Sustainability

As Europeias e os próximos tempos

No passado fim de semana as Eleições Europeias deram que falar na (minimalista) vida política portuguesa.
A realidade é que as cenas políticas sobem e descem tão facilmente quanto as subidas e descidas de uma montanha russa na Feira Popular (que saudades tenho da que existia em Lisboa - mais uma medida política daquelas, mas isso é outra história).


Lembram-se do caso em que o PSD estava morto? E o CDS a desaparecer com 1% ou 2%? Do Sócrates invencível? Pois é, num fim de semana os magos, comentadores e sondagens que enterraram uns na 6ª feira, no domingo quase faltou passarem a dizer "Eu sempre disse ...".


Fazendo uma pequena análise das eleições:

PS

É um facto! O Eng. Sócrates saiu derrotado no domingo, mas creio que acima de tudo foi pelo cabeça de lista e não apenas pelas políticas dele. Agora enterram-no, mas ele tem capacidade suficiente (se assim o quiser) para mostrar que sabe dar a volta. Será difícil, estando o mercado em crise e pouco a distribuir, mas veremos em breve.

Na minha opinião tem de deixar de dar tanto marketing espectáculo e assumir o risco de Executar e Tomar Decisões. É isso que o país precisa. Na política deve-se estar para servir, decidir e fazer (por muito que abutres sugadores andem a viver à conta e adorem o status quo).


PSD

A estratégia de Ferreira Leite é claramente a de mostrar "quem manda". E o povo português, pode até não gostar da aparência dela, mas aprende a respeitá-la e a ouvi-la.

O PSD há muito precisava de alguém capaz de ser "forte" nas suas ideias e menos "espectáculo". Com ela percebe-se que há uma linha de rumo estratégica e não de tática de criação de notícias. É de facto uma alternativa.

Começou titubiante, com dificuldades de falar, de como dizer o que pensava, mas com o passar do tempo já aprendeu a mover-se nas areias movediças da política e da comunicação social do contra.


BE

Um sinal de que há ainda quem gosta da política do "quanto pior melhor". E pelos vistos já são 10%.

Um vencedor nestas eleições.

Há uma coisa que (por muito que me custasse) gostava que acontecesse: ver o BE no Governo, pois rapidamente iriamos ver os efeitos que ocorreram como na Câmara de Lisboa, isto é, o Zé (que era preciso e que muitos milhões custou à cidade com o Túnel) chegou ao Governo da capital e viu-se o que se passou. Aquilo que apregoava já é dito de outra forma e o BE de Lisboa rapidamente começou a "corroer-se" internamente até à cisão do Zé e do BE.


CDU

O passar dos tempos não tem passado para a zona comunista. Na minha opinião, apesar de terem sido ultrapassados pelo BE, a linha continua e manter-se-á. A evolução e persuasão é lenta, mas consistente.

A crise económica dá-lhes uma ajuda. O trabalho incansável a organizar greves e manifestações deu resultado em votos, pois aumentaram a sua votação de forma interessante.

A ver vamos se o 4º lugar é provisório e passageiro, mas ...


CDS

A equipa do 2%?! Os jovens que iriam voltar ao táxi, e até vi escrito que iriam passar para um Smart Two, demonstraram que o trabalho compensa, mesmo tendo a comunicação social maioritariamente contra e à espera de um deslize numa frase ou numa vírgula para "cair em cima".

Pois bem. O trabalho de "cigarra" que esta estratégia realizada por Paulo Portas desde a sua recondução na liderança do partido, tem demonstrado ser consistente e profícua. A aposta em tomadas de posição maioritariamente sérias (concorde-se ou não com elas) tem demonstrado estar correcta. A caminhada do partido que não é claramente de "um homem só", está à vista o conjunto alargado de outros nomes (Nuno Melo, Diogo Feio, Teresa Caiero, João Rebelo, Pedro Mota Soares, Pires de Lima, etc.).

O que falta mais? Precisa de ser ainda mais consistente nas suas tomadas de posição, marcar a agenda política (mas sem a "ganância" de aparecer por aparecer) e acima de tudo Inovar em Ideias e Formas de fazer a política.



A ver vamos como será Setembro!