sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A vida não está fácil. A necessidade de manter um Governo forte e de trabalho

(artigo publicado em: http://odivelas.com/2011/09/08/a-vida-nao-esta-facil-a-necessidade-de-manter-um-governo-forte-e-de-trabalho/)

Dois meses passam desde a tomada de posse do atual Governo, liderado por Pedro Passos Coelho, e confirma-se que o cenário que foi encontrado não foi simpático que, acrescido de uma nova pressão económica mundial, torna a tarefa de inversão ainda mais difícil.

Esta situação apenas poderá ser ultrapassada se houver coesão na equipa de Governo, acrescido de uma maior velocidade na execução das reformas estruturais necessárias para a existência de agilidade no Estado e na Economia portuguesa. Adiar não é solução. Esperar é o perder de muitas oportunidades.

Este Governo é constituído por bastantes elementos válidos, técnicos, profissionais e responsáveis. Desejo acima de tudo que não se “afundem” nos enredos políticos que os possam distrair dos objetivos finais.

Numa análise geral por Ministros considero que:

- o Ministro das Finanças tem demonstrado uma capacidade técnica acima do que tem existido nestes últimos anos. Necessita urgentemente de forçar a redução da despesa do Estado, forçando o definido no plano de Governo na consolidação de muitos institutos e empresas públicas. Atacou rapidamente o óbvio, a busca da receita, mas é necessário dar-se o sinal também forte de redução da despesa. Esperamos ansiosamente pela apresentação do Orçamento de Estado 2012.

- o Ministro da Economia tem uma tarefa herculiana derivado à dimensão do seu Ministério. Infelizmente, e tendo-o conhecido pessoalmente há 2 anos, denoto já um aparente desgaste pessoal. Neste momento é fundamental criar mecanismos capazes de implementar uma reactivação do tecido empresarial, através de fortes apostas no apoio à exportação. Só assim as empresas poderão melhorar, dado que o mercado português está para já a definhar. Na área dos transportes tem muito por onde optimizar, em particular na forma como foram implementadas as “famosas” parcerias publico-privadas. Decisões difíceis, mas onde é importante analisar com cuidado e onde por vezes será preferível indemnizar agora por um valor mais baixo e colocar os processos corretos, do que estar anos e anos a manter os erros existentes.

- o Ministro dos Negócios Estrangeiros tem estado a iniciar um papel muito eficaz na forma como Portugal se deve enquadrar na diplomacia mundial, em particular na relação com os PALOP? A transformação dos embaixadores como “comerciais” de Portugal é um passo fundamental. A forma de o fazer terá de estar sustentada também ela em critérios objetivos e de ganhos de carreira.

Isto é, transformar os diplomatas em homens de negócios ao serviço do país.

- o Ministro da Solidariedade Social tem quanto a mim sido o ministro mais clarividente, a par com o da Saúde, na definição estratégica e de capacidade operacional de execução de medidas claras não só na otimização de recursos, como na melhoria dos apoios aos mais carenciados. O maior desafio será o de não dar apenas o peixe, mas ao mesmo tempo ensinar a pescar.

- o Ministro da Saúde tem demonstrado paulatinamente um conjunto de critérios de segurança na execução das medidas propostas. Está de forma estruturada a tomar decisões duras, mas justas. Tem procurado sustentar essas decisões de uma forma que não permita grandes questões, dado que têm estado normalmente justificadas de forma consistente.

- o Ministro da Educação terá também uma missão pela frente de elevada tensão social. Até agora tem demonstrado uma inteligência negocial com a firmeza capaz de criar a credibilidade numa área critica para o futuro do país.

- a Ministra do Ambiente iniciou bem o seu mandato político. Todas as medidas que se têm conhecido merecem o respeito e um grau de importância estratégica nas decisões assumidas. No caso da Parque Expo tem de ter atenção apenas na forma como garante os níveis de qualidade de serviço que têm sido garantidos até hoje para quem mora no Parque das Nações.

- o Ministro dos Assuntos Parlamentares é o político que se exige a um Governo, isto é, aquele que tem o papel de ser o pivot de toda a frente de “batalha” política. Tem cumprido de uma forma bastante sustentada e positiva.

- os Ministro da Administração Interna, da Defesa e da Justiça têm, quanto a mim, ainda que mostrar serviço, pois ainda pouco se viu deles. Estas são pastas importantes para o país, em particular a da Justiça, e que tendem a ser engolidas por lobbies e corporativismos instalados. Veremos se são capazes ou não de enfrentar os “poderes” instalados.

Uma nota final sobre as últimas medidas apresentadas, e mal explicadas, de aumento de impostos para dizer que a margem, para esse tipo de medidas, está próximo do fim ou já chegou ao final, pelo não podem continuar de uma forma exagerada a asfixiar a existência da classe média, pois esta não aguenta mais e é ela quem suporta o país. É impensável estar-mo-nos a aproximar perigosamente dos 50% de impostos! Urge cortar na máquina do Estado, tornando-a mais ágil e assim aliviando também a carga fiscal.

Ao nível do tecido empresarial português, uma das medidas que foi definida pelo CDS e que está no Programa de Governo prende-se com a política do IVA, isto é, partir para a medida radical de colocar as empresas a pagar o IVA apenas quando o recebem, caso contrário mantém-se a asfixia incontrolável das tesourarias das PME em Portugal. Esta é também uma medida fiscal que tornará a economia sem dúvida mais competitiva e que a manter-se a situação atual, com o aumento de IVA previsto colocará um ponto final em muitas mais empresas. Sei que é preciso ter coragem para se tomar esta decisão, mas é importantíssima.

Porque ainda acredito neste Governo, em particular em alguns dos seus Ministros e Secretários de Estado, continuo na esperança  que nos guiem corretamente para o objetivo da estabilidade e crescimento económico do pais. Eu quero um Portugal líder e inovador. É isso que diariamente procuro realizar no meu contributo profissional e social. Se todos fizermos da mesma forma e contribuirmos também, acredito que alcançaremos o sucesso.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Vencedores, vencidos. Portugal, e agora?

(artigo publicado  no Jornal Odivelas.com)
As eleições do passado 5 de Junho configuraram um pedido de mudança por parte do povo português. Essa foi uma noite com 2 vencedores claros e muitos derrotados.
Os vencedores são naturalmente o CDS e o PSD que em conjunto obtiveram uma maioria clara na votação.
O PSD alcançou um resultado muito positivo, na medida em que aparentemente, e a acreditar nas sondagens, na última semana conseguiu ter os resultados da estratégia de discurso definida sobre o “voto útil” e o “cuidado com ele”.
O CDS obteve o seu melhor resultado dos últimos 28 anos, traduzindo a credibilidade criada ao longo dos anos e um crescimento muito forte na população jovem. O desafio político futuro do CDS será o de manter a credibilidade e a responsabilidade que tem demonstrado nestes anos, pois só dessa forma poderá continuar a crescer mesmo com crescimentos do PSD.
A lista de derrotados é encabeçada por José Sócrates, seguida do PS, Bloco de Esquerda, pelos chamados pequenos partidos e pelo PCP.
José Sócrates é naturalmente o principal derrotado da noite, pois demonstra mais uma vez que o povo português tem sido inteligente na forma como lida com as eleições. Neste caso, demonstrou que os portugueses consideram que podem gostar de lideranças firmes, mas não gostam de quem lhes omite informações criticas e fundamentais para o seu futuro.
O PS derrotou-se a ele mesmo, pois há muito que estava embriagado com um caminho fácil de seguidismo político ao seu líder e ao poder que isso representava. Este é mais um exemplo de como os partidos são porventura cegos e pouco pensadores quando dispõem do poder com facilidade e sem verificarem que também podem e devem ser críticos consigo mesmos.
O Bloco de Esquerda demonstrou como se pode perder uma oportunidade de se ser um partido credível. Podia ter definido um posicionamento alternativo de esquerda e de aposta em ser um partido da área governativa, tornando-se um valor acrescentado para Portugal. Mas preferiu continuar a querer ser um partido reaccionário, típico de uma famosa “esquerda caviar”. É provável que não desapareça, mas tem pela frente “uma grande passagem pelo deserto político”.
Os pequenos partidos continuam a não mostrar credibilidade para os portugueses. Mais uma eleição sem qualquer deputado. Demonstra uma necessidade de perceberem que também eles devem ter mensagens fortes, ideias claras e inovarem a forma de comunicar.
Por fim, o PCP que quis fazer da sua mini derrota uma vitória. O decréscimo da votação, mas a manutenção da percentagem e o ganho de um deputado no distrito de Faro, acabou por fazer passar (à boa maneira comunista) uma imagem positiva dos resultados. Foi de facto, de todos os partidos de esquerda, aquele que menos perdeu, mas foi uma derrota, dado que o seu eleitorado continua a diminuir de eleição para eleição.

E agora Portugal?

Agora está pela frente mais uma oportunidade de nos tornarmos num grande país. O novo governo tem a oportunidade de fazer história. Tem nas mãos a credibilidade necessária de unir os portugueses, mas é necessário que garanta a unidade dentro da coligação.
Pedro Passos Coelho e Paulo Portas terão de garantir que estão numa equipa comum, o qual tem um plano muito exigente pela frente e que será importante de cumprir. Irão sofrer ataques duros, tentativas fortes de destabilização nas ruas (acrescido pelo facto do PS não estar no Governo), criação de factos fictícios nos jornais, mas terão de se manter firmes entre eles.
Os portugueses terão de perceber que devem lutar pelo profissionalismo, não suportar quem não quer trabalhar, serem exigentes consigo e com os outros. Devem olhar para o que se está a passar na Grécia e pensar se é isso que querem para o nosso país. Os empresários e empreendedores devem também eles serem ambiciosos pelo bem do seu ecossistema e retirarem do mercado quem só pensa em si ou só procura por subsídios, sem dar valor acrescentado ao País. Precisamos de grandes empresários capazes de fomentar o crescimento dos seus produtos e serviços cá dentro e no estrangeiro.

Mas eu acredito. Acredito que seremos capazes. Basta exigirmos, trabalharmos e ambicionarmos ser um grande país, pois na realidade somos mesmo um grande País!

terça-feira, 17 de maio de 2011

O CRM na Administração Pública – Relação com o Cidadão



O nível de serviço, na prestação e acompanhamento de informação, que o Estado e os seus organismos dão ao cidadão é cada vez mais crítico na qualidade da relação existente e no equilíbrio no ecossistema existente nos países.


O Estado deve ver o cidadão como um verdadeiro cliente, tal qual o mercado empresarial privado vê os seus clientes, isto é, a única diferença é que este cidadão-cliente vive preso ao monopólio existente, mesmo que haja má qualidade de serviço, pelo que para mudar, só mudando de país. Contudo, no sentido de serviço de Estado e no sentido do verdadeiro conceito de Serviço Público, é essencial a procura pelo bem estar dos seus cidadãos, pois são eles os seus clientes, são eles que produzem a sua riqueza, são eles que consomem os seus produtos e serviços. É nesse sentido que as relações e interacções com os cidadãos, no actual mundo da informação competitiva, tem de ser muito similar ao do restante mercado empresarial privado, isto é, as relações e interacções Estado-Cidadãos têm de estar num patamar exigente de serviço profissional, eficaz e eficiente.

Os cidadãos esquecem-se que são os accionistas do Estado, pelo que têm de exigir à sua “Comissão Executiva” resultados objectivos, quantitativos e qualitativos. A “Comissão Executiva”, isto é, os Governos têm por isso tornar-se sustentáveis para o seu ecossistema, ou de outra forma, criar valor para a comunidade e para os seus accionistas.


Um serviço profissional

Se as empresas hoje, e cada vez mais, para se manterem competitivas têm de saber a informação crítica sobre os seus clientes, o Estado deve também praticar as mesmas políticas de gestão da informação. Torna-se crítico o Estado saber quem é o seu cidadão, se ele é um particular, se é um empresarial, se é um institucional, dado que a forma de relação é diferente. Carece de saber muito mais do que os simples dados pessoais. O mercado hoje exige que o Estado saiba mais sobre os dados psicográficos dos cidadãos, ou de outra forma, que saiba claramente o contexto do seu cidadão: o que ele faz, que informação necessita e quando é que necessita dessa informação.

Isto é, o Estado não pode ser meramente um espectador no teatro económico e social do país, actuando de forma reactiva às solicitações dos cidadãos. O Estado necessita de ser proactivo, informando, divulgando e distribuindo informação de uma forma antecipada aos seus cidadãos.


Um serviço eficaz

A Administração Pública é reconhecida como sendo uma “máquina pesada e burocrática”, que através da implementação de Sistemas de Informação lhe tem permitido tornar-se mais eficaz na disponibilização de informação ao cidadão, contudo um longo caminho ainda tem de trilhar para se tornar eficaz, isto é, dar a informação necessária ao cidadão quando ele efectivamente necessita. Torna-se premente uma nova geração dos Portais do Cidadão ou das Empresas capazes de disponibilizar mais e melhores serviços, usando os novos paradigmas da Informação, quer do ponto de vista de diferentes canais de comunicação (computador, móvel, tablet), quer do ponto de vista de interacção com os cidadãos (plataformas de messaging, redes sociais, etc.).

O cidadão ou a empresa não devem ter a sua informação dispersa por vários sites/portais, mediante o Ministério com que estão a interagir. O Estado é único, a relação cidadão-Estado é única e que se prolonga ao longo de décadas com várias interacções.


Um serviço eficiente
A desburocratização de processos que tornem de facto o acesso à informação simples e rápida é fundamental, utilizando o correcto dimensionamento de recursos estruturais. A este nível é necessário a existência de um único organismo transversal de Sistemas de Informação do Estado, provavelmente na dependência directa do Primeiro Ministro, uma " AMA versão 2", mas com mais competências, nomeadamente de liderança e coordenação. Actualmente, e quando se discutem questões de redução/optimização de custos, é incompreensível como não se centralizam serviços partilhados no Estado. A tecnologia actual e a velocidade das redes de dados permitem-no fazer de forma muito mais fácil, e acima de tudo de forma muito mais eficiente.

Enquanto não existir um serviço central capaz de coordenar, disponibilizar e definir serviços partilhados aos vários organismos estatais, o Estado continua a não ser eficiente e consequentemente a prestar um menos bom serviço ao Cidadão (o seu accionista e cliente cada vez mais exigente).


O CRM - Citizen Relationship Management

Um enorme valor acrescentado implementado em Portugal é o conceito da Loja do Cidadão, pois tornou-se num ponto único de contacto útil, fácil e de valor claro ao cidadão. Porquê? Porque naquele único edifício o cidadão dispõe de vários serviços de valor acrescentado e de fácil acesso.

Contudo, o mercado e o espírito de cidadania estão muito mais exigentes, não bastando a componente reactiva da Loja do Cidadão. O Estado necessita de ser proactivo e levar a informação ao seu cidadão.

Como?

Com a criação de identificação dos processos e de serviços integrados para o cidadão, permitindo que independentemente do canal de comunicação (internet, mail, telefone, loja, etc.) com o qual o cidadão interage com o Estado, este disponha de toda a sua informação e relação com os vários Ministérios e Organismos estatais num único ponto de acesso.


O Estado é um Ponto Único de Acesso ao Cidadão

Não faz sentido o cidadão ter de ir a um Centro de Atendimento do Estado  e não dispor de acesso a toda a sua relação com o Estado.

Se o cidadão é agricultor tem certamente uma relação com o Ministério das Finanças, para gerir a sua situação fiscal, uma relação com o Ministério da Agricultura e Ministério da Economia, para gerir a sua situação empresarial, uma relação com o Ministério da Administração Interna, para gerir a sua situação com a comunidade, uma relação com o Ministério da Justiça, para gerir a sua situação jurídica, etc.

Fará sentido que cada uma destas relações seja feita em separado, em locais específicos físicos ou virtuais, sem coordenação e comunicação entre ministérios?

Fará sentido que se este cidadão, sendo de Bragança e estiver de férias no Algarve, e por alguma necessidade necessite de interagir com um dos organismos do Estado não o possa fazer porque na Loja do Cidadão não tem esses serviços, ou porque no Centro de Atendimento do Ministério da Economia no Algarve não tenha acesso à sua informação do Ministério das Finanças?

Seria impensável um cidadão ir a uma loja de um operador de telecomunicações, ou de um banco, e não poder realizar operações e saber tudo sobre a sua relação com essa empresa, mesmo estando no Algarve e sendo de Bragança. Se isso acontecesse, certamente um cidadão consciente, e naturalmente exigente, pediria o Livro de Reclamações. Será que com o Estado tem de ser diferente? Eu penso que não tem de ser diferente!

O desafio do Estado nesta relação com os seus cidadãos é precisamente esta, a de ter à semelhança das empresas, um paradigma diferente, o de considerar que dispõe de vários canais de  interacção com os seus cidadãos. E, independentemente do local, da forma de interacção (internet, telefone, loja/departamento, email, chat, etc.), o cidadão tem de ter uma relação única, uma experiência única.

É este o valor acrescentado e exigível na relação do Estado com o seu cidadão. Só assim teremos essa relação profissional, eficaz e, acima de tudo, eficiente.

FMI, a história de um Povo

(Artigo publicado em Jornal Online Odivelas.com
E aí está o FMI!
Porquê?
É simples: quando verificamos que os líderes, a burocracia e a improdutividade do nosso país são os factores beneficiados e vigentes ao longo de diversos anos, quer dizer que o futuro não é longínquo. E foi isso que aconteceu.

Como é que chegámos a este status quo instalado?
Também é simples! A política da "Cunha" e dos "Boys", de defesa das corporações, da eliminação de todas e quaisquer tentativas de Inovação e o bloqueio de intenções de meritocracias, são um sinónimo de um caminhar para uma sociedade amorfa e sem crescimento.
Adicionalmente chegámos também a este nível, dado que os líderes governamentais iludiam ou omitiam a verdade, acrescido que os portugueses tendem a ignorar as más notícias (ou de outra forma: a verdade) pois são "chatas", irritando-se com quem a verdade contava.

A época das dificuldades e da poupança para nos precavermos do futuro sempre incerto, havia terminado. Durante a época do cavaquismo tomaram-se algumas boas decisões (melhoria das infra-estruturas de comunicações, fundamentais para o crescimento), mas outras menos boas, nomeadamente o acabar ou definhar dos sectores primários (agricultura e pescas) e secundários (indústria). Durante esse período, e com a riqueza a prosperar oriunda de fundos supostamente fáceis, vários foram os que se aproveitaram em benefícios próprios de curto prazo, em vez de prepararem as suas empresas para o longo prazo, o da globalização.

A seguir veio o guterrismo onde a palavra de ordem foi o facilitismo! A famosa época do diálogo. Era fácil ter crédito, era fácil passar na escola, era fácil não fazer nada (introdução do rendimento mínimo), era fácil ter auto-estradas sem pagar (introdução das SCUT), era fácil ter emprego (a criação do conceito dos "Boys"). Em conclusão, foi uma época onde o incentivo ao trabalho e à responsabilização foram colocados no "quarto dos fundos"! Terminou ingloriamente com a famosa declaração do pântano.

Vieram posteriormente os poucos anos barrosistas e santanistas, onde ainda se procurou restabalecer alguma dignidade às estruturas e instituições, com alguns incentivos ao trabalho, com um dos mais lúcidos ministros que Portugal já teve: Bagão Felix. Contudo a pressão da  comunicação social (fortemente manietada), algumas actuações mais desastradas do santanismo e a ânsia do PS através do então Presidente da Republica Jorge Sampaio, acabaram com uma época onde se poderia ter dado algum equilíbrio a Portugal.

Finalmente apareceu a época socrática onde, se nos primeiros 2 anos a tomada de princípios fundamentais base auspiciava que finalmente o país teria um rumo, a dado momento tudo mudou. As tomadas de decisão começaram a não aparecer e a velocidade dos acontecimentos mundiais da globalização económica começou a ser estonteante, originando que  o governo começasse a jogar mais na táctica do curto prazo e do marketing político, do que nas acções estratégicas e de alinhamento estrutural da economia portuguesa. Em conclusão, os anos socráticos pouco "sumo" efectivo deram à nação, para além do aumento quase exponencial da dívida portuguesa, levando ao colapso financeiro em que nos encontramos actualmente.

Assim, e perante este estado de situações, vendo os credores que o país não se consegue governar, estes tiveram que nos enviar "os cobradores de fraque" (FMI e BCE) darem-nos uns "valentes puxões de orelhas", para ver se arrepiamos caminho!

Vai doer mais às pessoas? Pois... claro que vai. Mas quando não há outra forma de ver se nos endireitarmos, outros que nos ensinem e obriguem a sermos cumpridores e nos dêem lições de boa gestão, eficácia e eficiência.

Creio que as medidas que aí se avizinham são há muito tempo faladas, não sendo surpresa para ninguém, em particular o de se conseguir ganhar eficiência na máquina pesada que é a Administração Publica. São muitas as alternativas e as direcções, contudo há algumas que quanto a mim são críticas para uma efectiva reengenharia do Estado capazes de o tornar eficaz e, acima de tudo, eficiente:

1- Reavaliação das várias parcerias público-privadas.
a) Com isto não quer dizer que seja contra essas parcerias, contudo é fundamental reavaliá-las e equacioná-las mediante a necessidade das suas existências, bem como naquelas onde fará sentido a sua existência, definir claramente os seus objectivos e as suas métricas de avaliação, controlo e auditoria à sua prestação de serviços;

2- Garantir que os gestores públicos tenham responsabilização e medição dos seus objectivos, com penalidades e proveitos.
a) Quando falo em penalidades, falo em penalizar também judicialmente aqueles gestores que incumpram as regras legais.
b) Falo em despedir por justa causa aqueles gestores que não alcancem os objectivos definidos para as empresas.
c) Discordo das tentativas de limitar a um nível abaixo da média do mercado das remunerações destes gestores, desde que se implemente estas medidas de controlo e avaliação dos objectivos de gestão.

3- Reorganização de Empresas e Institutos Públicos
a) Já muito se tem falado neste tema, mas é uma realidade. Quantas histórias se conhece de institutos sem quaisquer funções, ou cujas actividades podem ser realizadas por outros institutos?
b) Incorporação de um administrador oriundo do Ministerio das Finanças, de forma a ter um mínimo necessário de garantia da existência de níveis de conhecimento financeiro e controlo de custos nessas organizações.

4- Flexibilização do emprego
a) A gestão de recursos humanos na Administração Pública tem sido demasiado condescendente com a incompetência. O despedimento de quem é incompetente, de quem não quer trabalhar deve ser uma direcção em todo o país, nomeadamente na própria Administração Pública. Há uma máxima que quanto a mim deve ser utilizada em termos de emprego: um patrão nunca quer deixar sair um bom trabalhador e um trabalhador nunca quer ser comandado por um mau patrão.

Outras medidas existem certamente, sendo que estas são talvez as que deverão estar no topo da lista. Os níveis de exigência devem ser muito superiores, e a nossa vida deverá ser nivelada em tudo para cima e não por baixo, isto é, pela mediocridade.

Em suma, deveremo-nos considerar como accionistas do nosso Estado, pelo que temos direito a ser bem governados, bem como direito a exigir em todo o lado essa boa governação do bem público. E... até podemos começar já hoje, isto é, começar por nós mesmos, sendo mais exigentes connosco e com os outros.

PS - num dos artigos escritos por alguém, que se diz politólogo, sobre a história do CDS, não me vou alongar, pois não merece que se perca tempo com quem não conhece a história, deturpando claramente a verdade do partido que tem sido provavelmente o mais verdadeiro em toda a história da democracia portuguesa.


Conflito nas alterações em 8 de Maio de 2011 21:27:59:
Titulo: FMI, a história de um Povo


E aí está o FMI!
Porquê?
É simples: quando verificamos que os líderes, a burocracia e a improdutividade do nosso país são os factores beneficiados e vigentes ao longo de diversos anos, quer dizer que o futuro não é longínquo. E foi isso que aconteceu.

Como é que chegámos a este status quo instalado?
Também é simples! A política da "Cunha" e dos "Boys", de defesa das corporações, da eliminação de todas e quaisquer tentativas de Inovação e o bloqueio de intenções de meritocracias, são um sinónimo de um caminhar para uma sociedade amorfa e sem crescimento.
Adicionalmente chegámos também a este nível, dado que os líderes governamentais iludiam ou omitiam a verdade, acrescido que os portugueses tendem a ignorar as más notícias (ou de outra forma: a verdade) pois são "chatas", irritando-se com quem a verdade contava.

A época das dificuldades e da poupança para nos precavermos do futuro sempre incerto, havia terminado. Durante a época do cavaquismo tomaram-se algumas boas decisões (melhoria das infra-estruturas de comunicações, fundamentais para o crescimento), mas outras menos boas, nomeadamente o acabar ou definhar dos sectores primários (agricultura e pescas) e secundários (indústria). Durante esse período, e com a riqueza a prosperar oriunda de fundos supostamente fáceis, vários foram os que se aproveitaram em benefícios próprios de curto prazo, em vez de prepararem as suas empresas para o longo prazo, o da globalização.

A seguir veio o guterrismo onde a palavra de ordem foi o facilitismo! A famosa época do diálogo. Era fácil ter crédito, era fácil passar na escola, era fácil não fazer nada (introdução do rendimento mínimo), era fácil ter auto-estradas sem pagar (introdução das SCUT), era fácil ter emprego (a criação do conceito dos "Boys"). Em conclusão, foi uma época onde o incentivo ao trabalho e à responsabilização foram colocados no "quarto dos fundos"! Terminou ingloriamente com a famosa declaração do pântano.

Vieram posteriormente os poucos anos barrosistas e santanistas, onde ainda se procurou restabalecer alguma dignidade às estruturas e instituições, com alguns incentivos ao trabalho, com um dos mais lúcidos ministros que Portugal já teve: Bagão Felix. Contudo a pressão da  comunicação social (fortemente manietada), algumas actuações mais desastradas do santanismo e a ânsia do PS através do então Presidente da Republica Jorge Sampaio, acabaram com uma época onde se poderia ter dado algum equilíbrio a Portugal.

Finalmente apareceu a época socrática onde, se nos primeiros 2 anos a tomada de princípios fundamentais base auspiciava que finalmente o país teria um rumo, a dado momento tudo mudou. As tomadas de decisão começaram a não aparecer e a velocidade dos acontecimentos mundiais da globalização económica começou a ser estonteante, originando que  o governo começasse a jogar mais na táctica do curto prazo e do marketing político, do que nas acções estratégicas e de alinhamento estrutural da economia portuguesa. Em conclusão, os anos socráticos pouco "sumo" efectivo deram à nação, para além do aumento quase exponencial da dívida portuguesa, levando ao colapso financeiro em que nos encontramos actualmente.

Assim, e perante este estado de situações, vendo os credores que o país não se consegue governar, estes tiveram que nos enviar "os cobradores de fraque" (FMI e BCE) darem-nos uns "valentes puxões de orelhas", para ver se arrepiamos caminho!

Vai doer mais às pessoas? Pois... claro que vai. Mas quando não há outra forma de ver se nos endireitarmos, outros que nos ensinem e obriguem a sermos cumpridores e nos dêem lições de boa gestão, eficácia e eficiência.

Creio que as medidas que aí se avizinham são há muito tempo faladas, não sendo surpresa para ninguém, em particular o de se conseguir ganhar eficiência na máquina pesada que é a Administração Publica. São muitas as alternativas e as direcções, contudo há algumas que quanto a mim são críticas para uma efectiva reengenharia do Estado capazes de o tornar eficaz e, acima de tudo, eficiente:

1- Reavaliação das várias parcerias público-privadas.
a) Com isto não quer dizer que seja contra essas parcerias, contudo é fundamental reavaliá-las e equacioná-las mediante a necessidade das suas existências, bem como naquelas onde fará sentido a sua existência, definir claramente os seus objectivos e as suas métricas de avaliação, controlo e auditoria à sua prestação de serviços;

2- Garantir que os gestores públicos tenham responsabilização e medição dos seus objectivos, com penalidades e proveitos.
a) Quando falo em penalidades, falo em penalizar também judicialmente aqueles gestores que incumpram as regras legais.
b) Falo em despedir por justa causa aqueles gestores que não alcancem os objectivos definidos para as empresas.
c) Discordo das tentativas de limitar a um nível abaixo da média do mercado das remunerações destes gestores, desde que se implemente estas medidas de controlo e avaliação dos objectivos de gestão.

3- Reorganização de Empresas e Institutos Públicos
a) Já muito se tem falado neste tema, mas é uma realidade. Quantas histórias se conhece de institutos sem quaisquer funções, ou cujas actividades podem ser realizadas por outros institutos?
b) Incorporação de um administrador oriundo do Ministerio das Finanças, de forma a ter um mínimo necessário de garantia da existência de níveis de conhecimento financeiro e controlo de custos nessas organizações.

4- Flexibilização do emprego
a) A gestão de recursos humanos na Administração Pública tem sido demasiado condescendente com a incompetência. O despedimento de quem é incompetente, de quem não quer trabalhar deve ser uma direcção em todo o país, nomeadamente na própria Administração Pública. Há uma máxima que quanto a mim deve ser utilizada em termos de emprego: um patrão nunca quer deixar sair um bom trabalhador e um trabalhador nunca quer ser comandado por um mau patrão.

Outras medidas existem certamente, sendo que estas são talvez as que deverão estar no topo da lista. Os níveis de exigência devem ser muito superiores, e a nossa vida deverá ser nivelada em tudo para cima e não por baixo, isto é, pela mediocridade.

Em suma, deveremo-nos considerar como accionistas do nosso Estado, pelo que temos direito a ser bem governados, bem como direito a exigir em todo o lado essa boa governação do bem público. E... até podemos começar já hoje, isto é, começar por nós mesmos, sendo mais exigentes connosco e com os outros.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Os 3 Estarolas: O coitadinho, o ansioso e o credível


(Artigo publicado no jornal online Odivelas.com)

E aí estamos finalmente perante um novo estado de alma em Portugal. 

No 1º artigo que escrevi para o Odivelas.com, no passado mês de Dezembro de 2010, com o título “Mea Culpa, o Volte Face ou a Estocada Final” referi muito simplesmente que “ou Sócrates muda o rumo rapidamente e põe-se novamente nas ‘rédeas e comando’ da sua equipa, ou será um definhar até à estocada final em sessão pública” . De facto, em 3 meses foi o que aconteceu: José Sócrates teve a oportunidade de renovar o seu governo e dar novo alento e nova imagem, mas penso que não o quis (ou pode) fazer e foi indo moribundo até ao provocar da sua queda.

A minha visão sobre esta queda governativa é que foi provocada de forma intencional pelo próprio primeiro ministro, pois percebeu que tinha de criar uma teatralização do cenário de “beco sem saída” em que estava. O PSD acabou por “morder o isco” e não ter a agilidade suficiente de colocar o PS e o Governo à sua mercê. Neste momento a técnica de vitimização de José Sócrates foi muito bem sucedida. A imagem que conseguiu passar ao “povo português” menos atento e farto das tricas políticas foi o de alguém que estoicamente procurou defender Portugal e os portugueses do “mal”, e os “malandros” do PSD  não o deixaram, pelo que o “mal” vem aí. José Sócrates foi o vencedor político daquela noite.

A ânsia de poder toldou a visão do PSD durante a semana antes da demissão do Governo, como os ratos quando sentem o cheiro a queijo e se encaminham para o centro da ratoeira. Na minha opinião isso será uma falha que o PSD irá pagar nas próximas eleições. Ainda não era o tempo, ou pelo menos, a forma como precipitou a queda do Governo não foi seguramente aquela que lhe permitiria sair “por cima” do confronto político.

Mas como serão os próximos tempos?

É muito simples. O circo já está montado. A máquina e o marketing do PS já estão montados. O cenário do “coitadinho” está em marcha, o forçar das notícias sobre as influências da queda do Governo na economia e no agravar da crise sairão sem parar todos os dias, com o intuito de reforçar o “eu avisei, mas não me deixaram” ou o “eu era o salvador do país, mas crucificaram-me como Jesus Cristo”. São estas as imagens que será passado ao povo português. São estas imagens que serão retidas.

Em paralelo, a máquina e o marketing de José Sócrates terá um caminho mais obscuro e menos claro: o da saída de noticias e cenários obscuros contra a concorrência, através de criação de factos, usando as redes das avenças jornalísticas subtis de agências de comunicação. Veremos muitas notícias “sujas” a saltaram diariamente para primeiras páginas de jornais, com casos BPN ou casos submarinos.
Estas são 2 linhas montadas pelo PS de José Sócrates.

O PSD se quer ganhar eleições, e manter a vantagem que aparentemente tem das sondagens, não pode ter várias vozes, nem demonstrar a ansiedade de chegar rapidamente ao poder, pois é essa ânsia que se transforma muito rapidamente em ganância e os portugueses percebem. Passos Coelho tem de se manter num guião pautado e sem desvios de linguagem. Tem de ter a sobriedade de ignorar os ataques sujos que irão aparecer. Tem desde já demonstrar que se compromete com a criação de riqueza na economia e cortes no desperdício do Estado. Criar riqueza, não por via simples de ter receita de impostos, mas por criar valor na economia através da fortificação de uma maior liberalização de mercado no sector terciário, com a criação mecanismos de incentivos aos sectores primário e secundário onde ao longo dos anos Portugal ficou claramente dependente e deficitário do estrangeiro. Cortando no desperdício do Estado, em particular reduzindo o número de organismos públicos, aligeirando processos burocráticos, bloqueando corporativismos existentes, etc. O comprometimento antes de eleições dar-lhe-á autoridade e força a seguir às eleições para a execução dessas tarefas, não o fazendo desde já torna-o vulnerável a seguir.

Em relação ao CDS de Paulo Portas, tem sido o único partido do espectro político com um discurso coerente ao longo dos últimos 2 anos, pelo que tem também de evitar o “deslumbramento do poder por perto”.  O crescimento do CDS deverá ter uma vertente muito forte na óptica da credibilidade dada. É fundamental que a “natural ansiedade pelo poder” não se sobreponha ao trabalho feito de nestes últimos anos, isto é, a linha de discurso global da equipa CDS antes, durante e após as eleições deve manter-se exactamente como tem sido, isto é, tem de procurar fazer sempre propostas realistas e evitar a demagogia fácil.

O CDS tem neste momento uma população leal e que compreende o que está em causa. É por isso que o CDS não pode desiludir as pessoas, se quer ganhar eleições e crescer num futuro a médio e longo prazo. Para não desiludir, tem inclusivamente que se preparar internamente para o cenário de “não integrar o governo”. É preferível manter os valores credíveis e a imagem do partido, a fazer uma coligação “com alguma vergonha”. As pessoas actualmente têm uma opinião de que o CDS se manteve sempre coerente e sem zigue-zagues de discurso. Não pode e não deve fazer cair o trabalho feito.

Creio que o próximo mês será crucial na confirmação destas minhas opiniões. A “guerra política suja” já iniciou. Penso que as opções dos 3 principais partidos são estreitas e de margens curtas de erro na estratégia a implementar. A população está cansada, pelo que ganhará mais aquele que ignorar a sujidade e levar a campanha pela positiva e pela realidade.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Ide-velas: a queda das promiscuidades partidárias e o nascer de uma sociedade de meritocracia

(Este é um artigo de Política Local publicado no Jornal Online Odivelas.com)

O país de Ide-velas, após a queda do muro de Berlim, alcançou a independência, permitindo a ambição de liberdade que há tantos anos ambicionava.
Nesta fase do país as 3 forças partidárias de ideologias muito diferentes uniram-se no desejo colectivo de alcançar a estabilidade e o progresso de Ide-velas, formando então um governo de transição democrática.
Contudo a história que tinha tudo para ser bonita, rapidamente se começou a transformar num desejo puro e duro de poderes e de ocupação de lugares públicos  que pudessem contribuir para os interesses corporativos dos líderes do país.
Esta “corrida” pela ocupação e distribuição de lugares, continuou por muitos e vários anos, agravando-se com o facto de não haver rigor nos gastos públicos, que como consequência trouxe  uma crise económica grave que não permitia fazer crescer o pais, asfixiando a população em termos da sua qualidade de vida e da sua ambição como pais.
Várias foram as eleições, que serviam para durante 15 dias desunir os partidos simbolicamente, mas que se juntariam sempre após a noite das eleições. Estas uniões eram tão sintomáticas da falta de bom senso de quem liderava que até se trocavam acordos políticos de coligação por avenças anuais de escritórios de profissionais liberais dos lideres partidários de forma continua e recorrente nos vários níveis governamentais. Esses lideres continuaram de forma pura e singela a passear-se junto da população a dizer que os amava e os defendia, mas a realidade era outra.
Quem sofria com estas questões eram sempre os mesmos, as pessoas honestas que vivem do seu trabalho honesto.
Entretanto a Internet trouxe as redes sociais, a qual permitiu dar a voz a estas pessoas honestas, fê-las unirem-se para divulgar a sua angústia e revolta contra os seus governantes. Têm visto os países vizinhos com os mesmos problemas onde a população conseguia mudar governos e começava a ambicionar os mesmos resultados para o seu país.
Alguns anos mais tarde esta união e divulgação das obscenidades praticadas pelos políticos sem escrúpulos permitiu que a revolta silenciosa se transformasse em revolta digital e real, fazendo derrubar estes interesses instalados e rejuvenescendo o governo com novos hábitos de exigência e responsabilidades do saber o que é serviço público.
Ide-velas mudou para melhor, permitindo o crescimento próspero através de níveis de exigência e de controlo por objectivos do governo, afastando compulsivamente quem procurava voltar a esquemas antigos de corporativismos. O mérito individual transformou-se no centro de crescimento das pessoas, fazendo eclodir o país próspero, inovador e líder no mercado mundial.
Rui Ribeiro

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Votação Electrónica - O meu "Elevator Pitch"


  • Votação electrónica permite uma contagem instantânea e fiável;
  • “Receio” do secretismo do voto  - 100% garantido. Este tem sido talvez o maior “ruído” a nível parlamentar para se manter a situação existente. É claramente ruído;
  • A população actualmente compreende a facilidade: paga impostos electronicamente, gere o seu dinheiro online, etc. Basta falar com as pessoas que andam na rua;
  • Vários métodos de voto: através do Cartão do Cidadão em qualquer local (físico ou virtual) ou em urnas electrónicas nos locais “típicos de voto” (este caso similar ao Brasil);
  • Eliminação de custos enormes: redução da impressão papel dos boletins e de pessoas nas mais variadas Secções de Voto;

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Presidenciais, Campanha e porquê Cavaco?

No próximo dia 23 de Janeiro realizam-se as eleições para a escolha do próximo Presidente da República. A campanha oficial iniciou-se este Domingo, mas muita campanha já houve nos ultimes 2 meses, principalmente.

E… comprovou-se mais uma vez a razão pela qual as pessoas cada vez mais estão cansadas da política e dos políticos. A pouca discussão de ideias e a procura de “lavar roupa suja”, sem qualquer valor para os cidadãos, apenas dignas de serem escritas em pasquins sem qualquer valor.

O que as pessoas procuram é um rumo, é a discussão de ideias, é um conjunto de alternativas de esperança para a solução de repôr Portugal e os portugueses no caminho certo.

É por isso que considero que a maior desilusão destas eleições autárquicas foi precisamente Manuel Alegre, pois perdeu claramente a mensagem que teve há 5 anos, de alguém que estava por prazer, por devoção e pelas pessoas, passando a estar como os políticos críticos de uma oposição de extrema esquerda, isto é, a política da demagogia e do “bota a baixo” sem qualquer sustentação de ideias, atacando sem dignidade e sem elevação. Esqueceu-se das ideias e lembrou-se apenas de destruir.

Fernando Nobre será talvez uma leve passagem por este quadro das eleições, pois a inicial boa mensagem de alguém “não-político” esfumou-se também pela falta de trazer efectivamente a força da independência de alguém com vida ao serviço da sociedade. Creio que, mesmo com os parcos meios financeiros necessários para enfrentar umas eleições como estas, podia ter inovado e deixado uma verdadeira marca. Infelizmente o único candidato realmente independente não foi capaz de o fazer.

Francisco Lopes não é mais que a figura marioneta do PCP. A cassete é a mesma de sempre, sem novidades. As razões do discurso do “proletariado” continua a demonstrar que este PCP tenderá a pouco e pouco a definhar, se nada for feito, e Francisco Lopes é mais um exemplo disso.

Defensor de Moura acabou por ser aquele que mais animação trouxe. Tendo a técnica e a experiência de quem viveu numa região longínqua e que viveu fortemente das dificuldades da distância da capital. Mostrou força, dedicação, mas chegou apenas para agitar algumas bandeiras.

Por fim, há Cavaco Silva. Não é o presidente perfeito, mas é o homem mais sereno dos candidatos, aquele que aparenta uma maior seriedade. Conseguiu claramente demonstrar ser das poucas pessoas deste país a colocar algum juízo neste Governo. Fez o que pode. Devia ter feito mais? Sim, acho que sim, mas creio que essa limitação estava na preparação para o 2º mandato. Penso que sem esta limitação, Aníbal Cavaco Silva será mais interventivo, pois essa é a sua natureza.

Se com este Governo ou outro, a ver vamos. Cavaco Silva é sem dúvida o candidato que mais ideias tem passado, quase todas de forma estruturada. É por tudo isto que votarei Cavaco Silva. Não sendo o ideal, é o mais estruturado e com um rumo claro.