quarta-feira, 2 de março de 2011

Ide-velas: a queda das promiscuidades partidárias e o nascer de uma sociedade de meritocracia

(Este é um artigo de Política Local publicado no Jornal Online Odivelas.com)

O país de Ide-velas, após a queda do muro de Berlim, alcançou a independência, permitindo a ambição de liberdade que há tantos anos ambicionava.
Nesta fase do país as 3 forças partidárias de ideologias muito diferentes uniram-se no desejo colectivo de alcançar a estabilidade e o progresso de Ide-velas, formando então um governo de transição democrática.
Contudo a história que tinha tudo para ser bonita, rapidamente se começou a transformar num desejo puro e duro de poderes e de ocupação de lugares públicos  que pudessem contribuir para os interesses corporativos dos líderes do país.
Esta “corrida” pela ocupação e distribuição de lugares, continuou por muitos e vários anos, agravando-se com o facto de não haver rigor nos gastos públicos, que como consequência trouxe  uma crise económica grave que não permitia fazer crescer o pais, asfixiando a população em termos da sua qualidade de vida e da sua ambição como pais.
Várias foram as eleições, que serviam para durante 15 dias desunir os partidos simbolicamente, mas que se juntariam sempre após a noite das eleições. Estas uniões eram tão sintomáticas da falta de bom senso de quem liderava que até se trocavam acordos políticos de coligação por avenças anuais de escritórios de profissionais liberais dos lideres partidários de forma continua e recorrente nos vários níveis governamentais. Esses lideres continuaram de forma pura e singela a passear-se junto da população a dizer que os amava e os defendia, mas a realidade era outra.
Quem sofria com estas questões eram sempre os mesmos, as pessoas honestas que vivem do seu trabalho honesto.
Entretanto a Internet trouxe as redes sociais, a qual permitiu dar a voz a estas pessoas honestas, fê-las unirem-se para divulgar a sua angústia e revolta contra os seus governantes. Têm visto os países vizinhos com os mesmos problemas onde a população conseguia mudar governos e começava a ambicionar os mesmos resultados para o seu país.
Alguns anos mais tarde esta união e divulgação das obscenidades praticadas pelos políticos sem escrúpulos permitiu que a revolta silenciosa se transformasse em revolta digital e real, fazendo derrubar estes interesses instalados e rejuvenescendo o governo com novos hábitos de exigência e responsabilidades do saber o que é serviço público.
Ide-velas mudou para melhor, permitindo o crescimento próspero através de níveis de exigência e de controlo por objectivos do governo, afastando compulsivamente quem procurava voltar a esquemas antigos de corporativismos. O mérito individual transformou-se no centro de crescimento das pessoas, fazendo eclodir o país próspero, inovador e líder no mercado mundial.
Rui Ribeiro

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